BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

IPCA-15 perde força em janeiro e fica em 0,20%

Queda em energia e passagens aéreas compensa alta em saúde e alimentos

Renata NunesPor Renata Nunes
27/01/2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,20% em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração de 0,05 ponto percentual em relação a dezembro, quando a variação havia sido de 0,25%.

No acumulado do ano, o índice soma 0,20%, enquanto a inflação em 12 meses alcança 4,50%, acima dos 4,41% observados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2025, a taxa havia sido de 0,11%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) foram os únicos a registrar deflação no mês. Os demais apresentaram variações positivas, com destaque para Saúde e cuidados pessoais (0,81%) e Comunicação (0,73%).

Leia Mais

O governo, de novo, quer domar o rotativo dos cartões por decreto

26 de março de 2026
descoberta de petróleo pela Petrobras

Petrobras anuncia descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos

26 de março de 2026

Saúde lidera pressão no IPCA-15

O grupo Saúde e cuidados pessoais foi o principal vetor de alta do índice em janeiro, com impacto de 0,11 ponto percentual. A variação de 0,81% reflete, sobretudo, o avanço dos artigos de higiene pessoal (+1,38%) e o reajuste dos planos de saúde (+0,49%).

Já o grupo Comunicação teve a segunda maior variação do mês, influenciado principalmente pela alta de 2,57% nos aparelhos telefônicos.

Alimentos voltam a subir após sete meses

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro, interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda.

A alimentação no domicílio subiu 0,21%, puxada pelas altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). No sentido oposto, contribuíram para conter a inflação os recuos do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%).

A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,56%, com avanço de 0,77% no lanche e de 0,44% na refeição.

Energia e passagens puxam deflação em habitação e transportes

O grupo Habitação apresentou queda de 0,26%, influenciado principalmente pela redução de 2,91% na energia elétrica residencial, que exerceu o maior impacto negativo do mês (-0,12 p.p.). O movimento reflete a troca da bandeira tarifária amarela para a verde, eliminando cobrança adicional na conta de luz.

Em Transportes, a deflação de 0,13% foi puxada pela queda de 8,92% nas passagens aéreas e de 2,79% no ônibus urbano, especialmente por conta da adoção de tarifa zero aos domingos e feriados em capitais como Belo Horizonte e Brasília.

Na contramão, os combustíveis subiram 1,25%, com destaque para o etanol (+3,59%) e a gasolina (+1,01%).

São Paulo tem deflação; Recife lidera altas regionais

Entre as regiões pesquisadas, a maior variação foi registrada em Recife (0,64%), pressionada pelas altas da gasolina e dos itens de higiene pessoal. Já o menor resultado ocorreu em São Paulo (-0,04%), influenciado principalmente pelas quedas no leite longa vida (-15,57%) e na energia elétrica (-3,11%).

No acumulado em 12 meses, Porto Alegre (5,36%) lidera entre as capitais com maior inflação, enquanto o índice nacional permanece em 4,50%.

Especialistas veem alívio pontual, mas núcleos ainda pressionados

Para Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, o IPCA-15 de janeiro confirma uma inflação ainda sob controle na margem, com alta de 0,20%, levemente abaixo do esperado pelo mercado, mas traz um sinal de alerta na composição. Segundo ele, o avanço da inflação em 12 meses para 4,50% reflete em parte um efeito estatístico de base, mas também evidencia pressões mais fortes em alimentação, enquanto o alívio vindo das passagens aéreas ajuda a conter o índice cheio sem alterar o diagnóstico central de que os núcleos seguem resilientes.

“O dado reforça a necessidade de cautela do Banco Central e reduz o espaço para discutir cortes na Selic no curto prazo“, avalia.

Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos, destaca que o resultado veio em linha com as expectativas da casa, com uma composição menos negativa no grupo de serviços, especialmente pelo desempenho abaixo do projetado do item seguro voluntário de veículos. Ainda assim, a economista destaca que o núcleo de serviços permanece pressionado e incompatível com a meta, enquanto os bens industriais aceleraram de forma mais expressiva, revertendo os patamares mais baixos observados no fim de 2025.

“O dado não altera a projeção anual da instituição, mantida em 4,1%“, avalia.

Desinflação avança, mas política monetária segue restritiva

Na avaliação de Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, o IPCA-15 de 0,20% reforça a leitura de desinflação gradual, especialmente na comparação com 2025, mas a inflação acumulada em 12 meses, em 4,50%, ainda se posiciona no limite superior da banda da meta. Para Trevisan, a composição do índice mostra um quadro mais benigno, porém heterogêneo, com serviços e itens do núcleo ainda apresentando maior persistência, enquanto habitação e transportes contribuíram para a moderação no mês.

“Do ponto de vista de política monetária, o número sustenta a estratégia de cautela do Copom e a manutenção de uma postura restritiva por período prolongado“, avalia.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, apesar da surpresa altista nos núcleos, o qualitativo de serviços foi melhor do que o esperado em janeiro, com melhora na média móvel de três meses e uma inflação mais fraca de alimentos. Segundo ele, o resultado negativo dos núcleos esteve concentrado na surpresa dos bens industrializados, especialmente em cuidados pessoais, que têm apresentado maior volatilidade nos últimos anos.

“O IPCA-15 pode levar a uma revisão para baixo do IPCA cheio de janeiro, atualmente projetado em 0,33%, embora o cenário ainda não permita antecipar uma mudança relevante na condução da política monetária“, avalia.

Julio Barros, economista do Banco Daycoval, destaca que o IPCA-15 de janeiro ficou abaixo da projeção da instituição, de 0,31%, principalmente por conta da queda nas passagens aéreas, que reduziu a leitura cheia e levou o grupo de serviços a registrar uma variação mais baixa. Segundo ele, apesar da surpresa baixista, os serviços subjacentes seguem pressionados, especialmente os itens intensivos em trabalho, enquanto os preços administrados tiveram deflação com a queda da energia elétrica.

“O resultado reforça o viés de baixa da projeção de inflação do banco para 2026, mantida em 4,1%, mas não altera a expectativa de início dos cortes da Selic, previstos apenas para março de 2026″, avalia.

IPCA-15

Créditos: depositphotos.com / Wifesun

Leia

Bancos e Mercado Pago disputam pagamentos; UBS vê ajustes de taxas com queda da Selic

Crescimento dos FIDCs em 2025 não elevou inadimplência, aponta estudo

MAÍLSON DA NÓBREGA - CRISE FISCAL
BM&C TALKS

Exclusivo: Maílson da Nóbrega diz que crise fiscal é inevitável e prevê “hora da verdade” para o Brasil

26 de março de 2026

O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, afirmou em entrevista ao programa BM&C Talks, que o Brasil caminha para uma...

Leia maisDetails
Ibovespa fecha em alta com Trump no radar
MERCADOS

Ibovespa recupera parte das perdas, com suporte de Petrobras e Vale

24 de março de 2026

O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (24) em leve alta, conseguindo recuperar parte das perdas recentes em um pregão...

Leia maisDetails
Créditos: depositphotos.com / Milkos
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Bancos e Mercado Pago disputam pagamentos; UBS vê ajustes de taxas com queda da Selic

26 de março de 2026
Reforma Tributária
Reforma Tributária

Reforma tributária pode elevar custos ocultos para empresas que compram de fornecedores inadimplentes

26 de março de 2026
Foto: Divulgação
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Taurus projeta retomada de receita nos EUA e aceleração no mercado militar com nova estratégia global

26 de março de 2026
Crédito: Unsplash
MERCADOS

Crescimento dos FIDCs em 2025 não elevou inadimplência, aponta estudo

26 de março de 2026

Leia Mais

Créditos: depositphotos.com / Milkos

Bancos e Mercado Pago disputam pagamentos; UBS vê ajustes de taxas com queda da Selic

26 de março de 2026

A 12ª pesquisa do UBS Evidence Lab, realizada em janeiro de 2026 com 462 lojistas, revela que o mercado brasileiro...

Reforma Tributária

Reforma tributária pode elevar custos ocultos para empresas que compram de fornecedores inadimplentes

26 de março de 2026

A reforma tributária, em fase de implementação no Brasil, deve alterar não apenas a forma como os impostos são cobrados,...

Foto: Divulgação

Taurus projeta retomada de receita nos EUA e aceleração no mercado militar com nova estratégia global

26 de março de 2026

A Taurus projeta uma melhora relevante na sua dinâmica operacional nos Estados Unidos e um avanço estratégico no mercado global...

Crédito: Unsplash

Crescimento dos FIDCs em 2025 não elevou inadimplência, aponta estudo

26 de março de 2026

O forte crescimento dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) em 2025 não foi acompanhado por deterioração relevante da...

Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

Americanas pedem à Justiça encerramento da recuperação judicial

26 de março de 2026

O grupo varejista Americanas S.A encaminhou pedido ao Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, para...

MAÍLSON DA NÓBREGA - CRISE FISCAL

Exclusivo: Maílson da Nóbrega diz que crise fiscal é inevitável e prevê “hora da verdade” para o Brasil

26 de março de 2026

O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, afirmou em entrevista ao programa BM&C Talks, que o Brasil caminha para uma...

descoberta de petróleo pela Petrobras

Petrobras anuncia descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos

26 de março de 2026

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova descoberta de petróleo após a identificação de indícios de hidrocarbonetos no campo...

BANCO CENTRAL DO BRASIL, FOCUS

Relatório de Política Monetária indica cenário desafiador para queda da Selic

26 de março de 2026

O Relatório de Política Monetária divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (26) traz uma avaliação atualizada sobre inflação, juros, câmbio...

INFLAÇÃO

IPCA-15 desacelera em março, mas ainda acima do consenso do mercado

26 de março de 2026

A prévia da inflação oficial no Brasil desacelerou em março de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo...

Ibovespa a 150 mil pontos? Veja os vetores que podem explicar essa alta

Ibovespa se aproxima dos 186 mil pontos com terceira valorização seguida

25 de março de 2026

O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (25) em forte alta, avançando 1,60%, aos 185.424,28 pontos, com ganho de 2.915,14...

Veja mais

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.