A defasagem do diesel vendido pela Petrobras em relação aos preços praticados no mercado internacional atingiu 85% nos principais polos de distribuição, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). De acordo com a entidade, a diferença abre espaço para um reajuste potencial de até R$ 2,74 por litro para que o preço interno volte a se alinhar ao chamado Preço de Paridade de Importação (PPI).
O dado faz parte do Relatório do PPI elaborado pela Abicom, que compara os valores praticados pela Petrobras com aqueles que seriam observados caso o combustível fosse importado considerando custos internacionais, câmbio e logística.
Segundo a associação, a Petrobras está há mais de 300 dias sem reajustar o preço do diesel, o que contribuiu para o aumento da defasagem em relação ao mercado externo.
Diferença entre preços internos e internacionais
O levantamento da Abicom aponta que a defasagem varia de acordo com os polos de distribuição, mas alcança níveis considerados elevados tanto para o diesel quanto para a gasolina.
| Combustível | Principais polos | Defasagem | Espaço para ajuste |
|---|---|---|---|
| Diesel | Principais polos | 78% | R$ 2,58 por litro |
| Gasolina | Principais polos | 46% | R$ 1,16 por litro |
| Diesel | Polos Petrobras | 85% | R$ 2,74 por litro |
| Gasolina | Polos Petrobras | 49% | R$ 1,22 por litro |
A entidade afirma que os números refletem a diferença entre os preços domésticos e os custos estimados para importação do combustível.
O que explica a defasagem do diesel
Entre os fatores que contribuíram para o aumento da defasagem do diesel estão:
-
a valorização do petróleo no mercado internacional
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a oscilação do câmbio
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a ausência de reajustes recentes nos preços domésticos
Como o Brasil ainda depende parcialmente da importação de combustíveis, a diferença entre preços internos e externos pode afetar a competitividade dos importadores e reduzir a oferta no mercado.
Impactos para o mercado de combustíveis
Para os agentes do setor, quando a defasagem se amplia por longos períodos, importadores tendem a reduzir operações, já que o combustível trazido do exterior se torna mais caro do que o vendido pelas refinarias locais.
Esse cenário pode pressionar o equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente em momentos de maior consumo.
Além disso, a defasagem do diesel é acompanhada de perto por analistas do mercado, pois o combustível tem peso relevante na economia brasileira, influenciando custos logísticos e preços de diversos produtos.
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