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Dia das Crianças: como ensinar seus filhos a lidar com dinheiro desde cedo

Renata Nunes Por Renata Nunes
12/10/2025
Em Economia POP, Educação, Especial, Exclusivas, Exclusivo, finanças, NACIONAL

Falar sobre dinheiro com crianças pode ser uma tarefa desafiadora, um passo fundamental para preparar os jovens para lidar com finanças de maneira eficaz na vida adulta. De acordo com a superintendente de Negócios para Pessoa Física da B3, Christianne Bariquelli, e o psicanalista Júnior Silva, esse tipo de educação abrange mais do que o simples cálculo de valores, englobando também lições valiosas sobre emocionalidade e comportamento. Afinal, a introdução a esse tema começa, muitas vezes, pela observação dos hábitos familiares.

A cultura predominante no Brasil foca no sucesso profissional por meio do trabalho formal, o que Júnior Silva chama de “mentalidade operária”, raramente incentivando que jovens cultuem a independência financeira ou o empreendedorismo. “Crescemos ouvindo que o sucesso é arrumar um bom emprego, e não criar o próprio caminho. Essa mentalidade molda nossa relação com o dinheiro, marcada muitas vezes por medo, culpa ou improviso”, afirma. Para ele, ensinar uma criança a lidar com o dinheiro é ensiná-la a pensar sobre escolhas, limites e liberdade. Isso abre uma porta para ela explorar um universo de escolhas conscientes, limites financeiros e liberdade de decisão.

Qual é a importância de tratar de finanças com as crianças?

Christianne Bariquelli destaca que é na infância que as as habilidades necessárias para uma vida financeira equilibrada se desenvolvem. Esse é o período em que a criança pode começar a compreender conceitos de planejamento, organização e escolha, mesmo que de forma rudimentar. “Mesmo sem entender os aspectos técnicos, as crianças podem ser estimuladas desde cedo em situações que envolvam planejamento, organização e escolhas”. Essas experiências não se limitam ao ato de contar dinheiro; elas se estendem ao entendimento das consequências de cada escolha financeira feita.

Ela ressalta que as crianças aprendem principalmente pelo exemplo. “A relação dos adultos da casa com o dinheiro, o quanto o tema é tratado abertamente e as experiências vivenciadas com a organização financeira contribuem para moldar a forma como os filhos lidarão com o dinheiro no futuro.”

Dinheiro e emoções: uma relação complexa

Para Júnior Silva, o dinheiro serve como um reflexo das emoções e valores que a pessoa carrega. “Quem aprende desde cedo a planejar, poupar e investir internaliza a noção de que o futuro é consequência das escolhas feitas hoje. Ensinar a poupar é ensinar autocontrole; ensinar a dividir é ensinar empatia; e ensinar a esperar é ensinar paciência”, observa

Ele alerta para o risco do silêncio ao redor deste tema em casa. “Falar sobre dinheiro ainda é visto como algo inadequado, mas o silêncio também educa e, nesse caso, educa errado. Se a criança vê os pais gastando de forma impulsiva, ela aprende que o dinheiro é um objeto de prazer imediato. Se vê diálogo e planejamento, aprende que é uma ferramenta de liberdade.”

Como tornar a educação financeira atraente para os pequenos?

Não existe um momento exato para iniciar a educação financeira, mas há formas criativas de fazê-lo. De acordo com Christianne Bariquelli, o segredo está em transformar o tema em experiências práticas e cotidianas. “A família pode engajar as crianças em tarefas como elaborar listas de compras, estabelecer limites de gastos ou planejar atividades juntos, como férias e passeios”, sugere.

  • Guardar: ensinar a importância de reservar parte do dinheiro para o futuro.
  • Gastar: mostrar que é possível consumir com sabedoria, escolhendo o que realmente importa.
  • Doar: estimular a generosidade e o senso de comunidade desde cedo.

Além dessas abordagens caseiras, iniciativas educativas como as do Museu da Bolsa do Brasil (MUB3) criam ambientes interativos para a aprendizagem financeira, promovendo oficinas que combinam diversão e conhecimento. “Essas atividades ajudam a desmistificar o tema e despertam o interesse das crianças de maneira lúdica”, afirma Bariquelli.

Educação financeira e seus reflexos nos valores pessoais

Ensinar as crianças sobre dinheiro vai muito além da matemática. É uma lição de vida sobre responsabilidade, paciência e planejamento. Como ressalta Christianne, compreender finanças prepara os jovens para tomar decisões informadas, definir metas e comprometer-se com seus objetivos, equilibrando imediatismo e recompensas a longo prazo.

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Essa visão é compartilhada por Júnior Silva, que enxerga no tema uma oportunidade de romper o ciclo de escassez emocional e financeira. “Educar financeiramente uma criança é abrir espaço para uma mentalidade empreendedora. aquela que cria, transforma e multiplica. Quem aprende desde cedo a dar valor ao que tem, aprende também o valor de quem é.”

Qual o “presente financeiro” ideal para o Dia das Crianças?

Para Christianne Bariquelli, o melhor presente é o aprendizado prático. “Sempre que possível, compartilhe com as crianças alguns dilemas e decisões financeiras. Uma mesada ou um pequeno orçamento que possa ser gerenciado ajuda a criar novas perspectivas sobre o tema”, orienta.

Ao fim, tanto Bariquelli quanto Silva concordam: o futuro financeiro do Brasil depende da consciência que formamos nas próximas gerações. Ensinar sobre dinheiro é ensinar sobre escolhas, responsabilidade e liberdade. É preparar crianças para viverem não apenas com prosperidade, mas com propósito.

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