Baleias-azuis, os maiores animais do planeta, escondem um comportamento surpreendente: assim como humanos, elas têm preferência por um lado do corpo durante a caça. Essa lateralidade motora sofisticada revela uma inteligência marinha muito além do que imaginávamos, mudando nossa visão sobre esses gigantes.
Como as baleias-azuis desenvolveram preferência por um lado do corpo?
O Science News, canal com 52,3 mil inscritos, aborda um estudo liderado pela Oregon State University que revelou que as baleias-azuis giram o corpo de forma estratégica para maximizar a visão durante a caça. A maioria prefere girar para o lado direito em águas profundas, onde a luz é escassa e cada caloria conta.
Essa escolha motora permite que elas abocanjem enormes quantidades de krill com precisão milimétrica, provando que a caça não é força bruta, mas um processo cognitivo complexo.
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Como a profundidade muda o comportamento das baleias?
A lateralidade não é fixa: em águas rasas, iluminadas pelo sol, esses mamíferos frequentemente realizam giros de 360 graus para o lado esquerdo. Essa mudança garante que o olho dominante mantenha foco nas nuvens de presas contra a claridade.
Essa adaptação comportamental serve a dois propósitos fundamentais:
- Usar o olho melhor posicionado para detectar o movimento exato das presas.
- Coordenar ataques rápidos onde o alimento está mais disperso.

Existem baleias consideradas canhotas?
Embora a maioria da população seja “destra”, uma parcela significativa demonstra preferência pelo lado esquerdo em situações específicas. Pesquisadores do Cascadia Research Collective observaram que essa variação individual é um sinal claro de inteligência e adaptação ao ambiente.
Confira como a lateralidade varia conforme o contexto de caça:

O que essa descoberta muda para a ciência marinha?
Entender a lateralidade das baleias-azuis ajuda biólogos a criar estratégias mais eficazes para a conservação da espécie. Saber como elas se movem permite prever rotas de fuga e áreas de alimentação crítica com muito mais precisão.
Essa característica, antes atribuída apenas a humanos e primatas, coloca as baleias em um novo patamar de complexidade neurológica, provando que o oceano ainda guarda segredos sobre a evolução da mente.

