BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Soterrada por séculos no maior deserto de areia do mundo, esta fortaleza só foi reencontrada com a ajuda de satélites da NASA

VitorPor Vitor
15/03/2026

Durante séculos, beduínos contaram a história de uma cidade rica em tesouros que teria sido engolida pelas dunas como castigo divino. Exploradores britânicos a chamaram de “Atlântida das Areias”. Em 1992, imagens de satélite da NASA revelaram trilhas de caravanas invisíveis a olho nu, convergindo para um único ponto no deserto de Omã. Ali estavam as ruínas de Ubar, um entreposto do comércio de incenso que funcionou por quase três milênios.

A lenda que atraiu Lawrence da Arábia e frustrou gerações

A tradição oral beduína sempre descreveu uma fortaleza fabulosa perdida no Rub al-Khali, o Quarto Vazio, maior deserto de areia contínua do planeta, com mais de 630 mil km². O explorador britânico Bertram Thomas foi o primeiro ocidental a registrar a lenda, na década de 1930, quando seus guias apontaram trilhas entre as dunas e disseram: “Ali está o caminho para Ubar”. T. E. Lawrence, o célebre Lawrence da Arábia, planejou uma expedição para encontrar o que chamava de Atlântida das Areias, mas nunca a realizou.

Leia Mais

A cidade brasileira onde dezenas de palácios em ruínas resistem ao tempo e foguetes são lançados

A cidade brasileira onde dezenas de palácios em ruínas resistem ao tempo e foguetes são lançados

22 de abril de 2026
A vila brasileira escondida na serra onde ruínas de pedra formam uma 'Machu Picchu' e guardam um império do diamante

A vila brasileira escondida na serra onde ruínas de pedra formam uma ‘Machu Picchu’ e guardam um império do diamante

22 de abril de 2026

Em 1953, o arqueólogo Wendell Phillips tentou seguir as trilhas de Thomas, sem sucesso. O aventureiro St. John Philby também fracassou, mas encontrou no caminho as Crateras de Wabar, enormes depressões formadas pelo impacto de meteoritos que transformaram a areia em vidro. A cidade continuava escondida.

As ruínas da fortaleza de Ubar cercadas pelas dunas gigantes de Omã (imagem ilustrativa)

Trilhas de camelos visíveis apenas do espaço

A virada veio quando o cineasta e arqueólogo amador Nicholas Clapp encontrou na biblioteca da Universidade da Califórnia um mapa do século II desenhado pelo geógrafo alexandrino Cláudio Ptolomeu. O mapa mostrava um local chamado “Omanum Emporium” na rota do incenso entre Dófar e o Mediterrâneo. Clapp convenceu cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA a escanear a região com radar orbital.

Em 1984, o ônibus espacial Challenger sobrevoou o sul de Omã usando o radar SIR-B, capaz de penetrar camadas de areia seca e revelar estruturas geológicas abaixo da superfície. Imagens do satélite Landsat e do satélite francês SPOT complementaram os dados. O resultado surpreendeu: uma rede de trilhas antigas, algumas passando sob dunas de até 100 metros de altura, convergia para o oásis de Shisr, no sul de Omã.

A fortaleza que afundou dentro de um sumidouro

As escavações começaram em 1990, sob a coordenação do arqueólogo Juris Zarins. Em poucas semanas, a equipe desenterrou muralhas e torres de uma fortaleza com mais de 2 mil anos. A estrutura era cercada por oito paredes de pedra, cada uma com cerca de 60 centímetros de espessura e até 3,5 metros de altura. Nos cantos, torres de aproximadamente 3 metros de diâmetro e 9 metros de altura sustentavam a defesa.

Fragmentos de cerâmica, contas, moedas persas e gregas confirmaram que o lugar foi um entreposto de incenso conectado a rotas que iam da Arábia até Roma. A NASA confirmou que artefatos indicavam ocupação desde cerca de 2800 a.C. até aproximadamente 300 d.C. Sob o portão principal, a equipe encontrou o que explica o fim da cidade: uma enorme caverna de calcário colapsada, formando um sumidouro que engoliu parte da fortaleza. O peso das construções sobre o terreno poroso, agravado pela extração excessiva de água subterrânea, provocou o desabamento.

O grande sumidouro de calcário que engoliu parte da fortaleza de Ubar. (imagem ilustrativa)

Incenso valia mais que ouro e sustentou a cidade por milênios

A riqueza de Ubar vinha da resina aromática extraída de árvores do gênero Boswellia sacra, nativas da região de Dófar. O incenso era usado em cerimônias religiosas, cremações e perfumaria em todo o mundo antigo. Para os romanos, a substância chegava a valer mais que o ouro por peso. Caravanas partiam de Ubar carregadas de resina e cruzavam centenas de quilômetros de deserto até portos como Khor Rori, de onde o produto seguia por mar para o Egito, a Índia e o Mediterrâneo.

A decadência coincidiu com a cristianização do Império Romano, que reduziu a demanda por incenso, e com a abertura de rotas marítimas mais rápidas. Sem comércio, os entrepostos do deserto perderam função. As dunas fizeram o resto.

Leia também: 13.416 pessoas por km² e nenhum metro quadrado de área rural: a cidade mais apertada do Brasil fica colada em São Paulo

Ubar ou Iram: o debate que continua aberto

Clapp identificou as ruínas com Iram das Colunas, cidade descrita no Alcorão como aquela “cuja igual jamais foi construída em toda a terra”. Zarins discordou publicamente: para ele, Ubar não era uma cidade específica, mas o nome de uma região e de um povo, os “Iobaritas” do mapa de Ptolomeu. A associação entre Ubar e Iram segue sem consenso entre especialistas.

O que ninguém contesta é a importância do método. A descoberta de 1992 inaugurou uma era na arqueologia: o uso sistemático de sensoriamento remoto para localizar sítios soterrados em regiões áridas. A técnica desenvolvida no JPL foi depois aplicada em buscas no Saara, no Egito e na América Central.

Visão de um monitor de radar revelando estruturas invisíveis sob o deserto (imagem ilustrativa)

Uma fortaleza que a areia escondeu e o radar revelou

Ubar ficou soterrada por séculos porque o deserto não perdoa estruturas abandonadas. Dunas de cem metros de altura avançam sobre qualquer vestígio humano. Foi preciso que um cineasta obstinado, um mapa de quase dois mil anos e um radar capaz de enxergar através da areia se encontrassem para que a Atlântida das Areias deixasse de ser apenas uma história de fogueira beduína.

Se a arqueologia lhe fascina tanto quanto o deserto, Ubar é a prova de que algumas das maiores descobertas da humanidade ainda estão escondidas sob os nossos pés.

O grande sumidouro de calcário que engoliu parte da fortaleza de Ubar. (imagem ilustrativa)

O grande sumidouro de calcário que engoliu parte da fortaleza de Ubar. (imagem ilustrativa)

Leia

Tesla eleva previsão de investimentos para mais de US$ 25 bi

Ibovespa recua 1,65% e fecha aos 192 mil pontos em dia de ajuste pós-feriado

IMPACTOS DA GUERRA NO IRÃ
INTERNACIONAL

Irã intercepta embarcações no Estreito de Ormuz em meio a impasse com os EUA

22 de abril de 2026

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou nesta quarta-feira (22) que duas embarcações foram apreendidas no Estreito de Ormuz...

Leia maisDetails
petróleo negativo
PETRÓLEO E ENERGIA

Há seis anos, o petróleo registrava preço negativo pela primeira vez

20 de abril de 2026

Há seis anos, o mercado global de energia registrava um episódio inédito. Em meio à guerra de preços entre Rússia...

Leia maisDetails
Cursos de ciência de dados da IBM com certificado grátis
EMPRESAS E NEGÓCIOS

IBM lucra US$ 1,22 bilhão no 1º trimestre, alta de 15%

22 de abril de 2026
Tesla e Musk
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Tesla eleva previsão de investimentos para mais de US$ 25 bi

22 de abril de 2026
Ibovespa fecha em queda com mercado aguardando o Copom
MERCADOS

Ibovespa recua 1,65% e fecha aos 192 mil pontos em dia de ajuste pós-feriado

22 de abril de 2026
ROTA FÁCIL

BM&C News exibe final do Rota Fácil nesta quarta

22 de abril de 2026

Leia Mais

Cursos de ciência de dados da IBM com certificado grátis

IBM lucra US$ 1,22 bilhão no 1º trimestre, alta de 15%

22 de abril de 2026

A IBM reportou lucro líquido de US$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma alta de...

Tesla e Musk

Tesla eleva previsão de investimentos para mais de US$ 25 bi

22 de abril de 2026

A Tesla anunciou nesta quarta-feira (22) uma elevação relevante em sua previsão de investimentos para 2026, reforçando uma mudança estratégica...

Ibovespa fecha em queda com mercado aguardando o Copom

Ibovespa recua 1,65% e fecha aos 192 mil pontos em dia de ajuste pós-feriado

22 de abril de 2026

O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (22) em queda firme, em um movimento de ajuste após o feriado e...

BM&C News exibe final do Rota Fácil nesta quarta

22 de abril de 2026

A BM&C News exibe nesta quarta, 22, a final do Oprograma Rota Fácil, iniciativa voltada à preparação de pequenas e...

Foto: Reprodução / BM&C NEWS

Wellhub: como o bem-estar corporativo virou estratégia de crescimento nas empresas

22 de abril de 2026

O avanço do bem-estar corporativo como estratégia empresarial tem ganhado espaço no Brasil, impulsionado por mudanças culturais e pela busca...

BRB

Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões

22 de abril de 2026

Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta quarta-feira (22), a proposta de aumento de capital da instituição estatal,...

Foto: Giovanna Freire

Inteligência Artificial não acaba com software, afirma CEO da TOTVS

22 de abril de 2026

A transformação digital ganhou mais velocidade com a inteligência artificial, mas isso não significa o fim do software. Pelo contrário....

Dias Toffoli

Dias Toffoli se declara suspeito em julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB

22 de abril de 2026

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para participar do julgamento que analisa a prisão do...

IMPACTOS DA GUERRA NO IRÃ

Irã intercepta embarcações no Estreito de Ormuz em meio a impasse com os EUA

22 de abril de 2026

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou nesta quarta-feira (22) que duas embarcações foram apreendidas no Estreito de Ormuz...

Rafael Pitanguy (VML - Global); e Rafael Gil (Artplan) e Marcel Marcondes (AB InBev - Global). Foto: Reprodução/Redes Sociais

Brasil terá 23 jurados no Cannes Lions 2026

22 de abril de 2026

A organização do festival Cannes Lions, maior evento de publicidade do mundo, anunciou nesta quinta-feira, dia 16, a lista de...

Veja mais

Durante séculos, beduínos contaram a história de uma cidade rica em tesouros que teria sido engolida pelas dunas como castigo divino. Exploradores britânicos a chamaram de “Atlântida das Areias”. Em 1992, imagens de satélite da NASA revelaram trilhas de caravanas invisíveis a olho nu, convergindo para um único ponto no deserto de Omã. Ali estavam as ruínas de Ubar, um entreposto do comércio de incenso que funcionou por quase três milênios.

A lenda que atraiu Lawrence da Arábia e frustrou gerações

A tradição oral beduína sempre descreveu uma fortaleza fabulosa perdida no Rub al-Khali, o Quarto Vazio, maior deserto de areia contínua do planeta, com mais de 630 mil km². O explorador britânico Bertram Thomas foi o primeiro ocidental a registrar a lenda, na década de 1930, quando seus guias apontaram trilhas entre as dunas e disseram: “Ali está o caminho para Ubar”. T. E. Lawrence, o célebre Lawrence da Arábia, planejou uma expedição para encontrar o que chamava de Atlântida das Areias, mas nunca a realizou.

Em 1953, o arqueólogo Wendell Phillips tentou seguir as trilhas de Thomas, sem sucesso. O aventureiro St. John Philby também fracassou, mas encontrou no caminho as Crateras de Wabar, enormes depressões formadas pelo impacto de meteoritos que transformaram a areia em vidro. A cidade continuava escondida.

As ruínas da fortaleza de Ubar cercadas pelas dunas gigantes de Omã (imagem ilustrativa)

Trilhas de camelos visíveis apenas do espaço

A virada veio quando o cineasta e arqueólogo amador Nicholas Clapp encontrou na biblioteca da Universidade da Califórnia um mapa do século II desenhado pelo geógrafo alexandrino Cláudio Ptolomeu. O mapa mostrava um local chamado “Omanum Emporium” na rota do incenso entre Dófar e o Mediterrâneo. Clapp convenceu cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA a escanear a região com radar orbital.

Leia Mais

A cidade brasileira onde dezenas de palácios em ruínas resistem ao tempo e foguetes são lançados

A cidade brasileira onde dezenas de palácios em ruínas resistem ao tempo e foguetes são lançados

22 de abril de 2026
A vila brasileira escondida na serra onde ruínas de pedra formam uma 'Machu Picchu' e guardam um império do diamante

A vila brasileira escondida na serra onde ruínas de pedra formam uma ‘Machu Picchu’ e guardam um império do diamante

22 de abril de 2026

Em 1984, o ônibus espacial Challenger sobrevoou o sul de Omã usando o radar SIR-B, capaz de penetrar camadas de areia seca e revelar estruturas geológicas abaixo da superfície. Imagens do satélite Landsat e do satélite francês SPOT complementaram os dados. O resultado surpreendeu: uma rede de trilhas antigas, algumas passando sob dunas de até 100 metros de altura, convergia para o oásis de Shisr, no sul de Omã.

A fortaleza que afundou dentro de um sumidouro

As escavações começaram em 1990, sob a coordenação do arqueólogo Juris Zarins. Em poucas semanas, a equipe desenterrou muralhas e torres de uma fortaleza com mais de 2 mil anos. A estrutura era cercada por oito paredes de pedra, cada uma com cerca de 60 centímetros de espessura e até 3,5 metros de altura. Nos cantos, torres de aproximadamente 3 metros de diâmetro e 9 metros de altura sustentavam a defesa.

Fragmentos de cerâmica, contas, moedas persas e gregas confirmaram que o lugar foi um entreposto de incenso conectado a rotas que iam da Arábia até Roma. A NASA confirmou que artefatos indicavam ocupação desde cerca de 2800 a.C. até aproximadamente 300 d.C. Sob o portão principal, a equipe encontrou o que explica o fim da cidade: uma enorme caverna de calcário colapsada, formando um sumidouro que engoliu parte da fortaleza. O peso das construções sobre o terreno poroso, agravado pela extração excessiva de água subterrânea, provocou o desabamento.

O grande sumidouro de calcário que engoliu parte da fortaleza de Ubar. (imagem ilustrativa)

Incenso valia mais que ouro e sustentou a cidade por milênios

A riqueza de Ubar vinha da resina aromática extraída de árvores do gênero Boswellia sacra, nativas da região de Dófar. O incenso era usado em cerimônias religiosas, cremações e perfumaria em todo o mundo antigo. Para os romanos, a substância chegava a valer mais que o ouro por peso. Caravanas partiam de Ubar carregadas de resina e cruzavam centenas de quilômetros de deserto até portos como Khor Rori, de onde o produto seguia por mar para o Egito, a Índia e o Mediterrâneo.

A decadência coincidiu com a cristianização do Império Romano, que reduziu a demanda por incenso, e com a abertura de rotas marítimas mais rápidas. Sem comércio, os entrepostos do deserto perderam função. As dunas fizeram o resto.

Leia também: 13.416 pessoas por km² e nenhum metro quadrado de área rural: a cidade mais apertada do Brasil fica colada em São Paulo

Ubar ou Iram: o debate que continua aberto

Clapp identificou as ruínas com Iram das Colunas, cidade descrita no Alcorão como aquela “cuja igual jamais foi construída em toda a terra”. Zarins discordou publicamente: para ele, Ubar não era uma cidade específica, mas o nome de uma região e de um povo, os “Iobaritas” do mapa de Ptolomeu. A associação entre Ubar e Iram segue sem consenso entre especialistas.

O que ninguém contesta é a importância do método. A descoberta de 1992 inaugurou uma era na arqueologia: o uso sistemático de sensoriamento remoto para localizar sítios soterrados em regiões áridas. A técnica desenvolvida no JPL foi depois aplicada em buscas no Saara, no Egito e na América Central.

Visão de um monitor de radar revelando estruturas invisíveis sob o deserto (imagem ilustrativa)

Uma fortaleza que a areia escondeu e o radar revelou

Ubar ficou soterrada por séculos porque o deserto não perdoa estruturas abandonadas. Dunas de cem metros de altura avançam sobre qualquer vestígio humano. Foi preciso que um cineasta obstinado, um mapa de quase dois mil anos e um radar capaz de enxergar através da areia se encontrassem para que a Atlântida das Areias deixasse de ser apenas uma história de fogueira beduína.

Se a arqueologia lhe fascina tanto quanto o deserto, Ubar é a prova de que algumas das maiores descobertas da humanidade ainda estão escondidas sob os nossos pés.

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.