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Crise diplomática com os EUA expõe falhas do Brasil | Painel BM&C

Redação BM&C News Por Redação BM&C News
31/07/2025
Em Análises, Entrevista, INTERNACIONAL, Mundo, Política Internacional

Enquanto países se movem estrategicamente para proteger seus mercados da nova onda de tarifas liderada por Donald Trump, o Brasil é acusado por economistas de apostar em uma diplomacia improvisada e ideológica. No Painel BM&C desta semana, os economistas Bruno Musa, Roberto Dumas e Sérgio Vale fizeram duras críticas à condução da política externa brasileira e alertaram para os riscos econômicos de um país que ignora a urgência e o pragmatismo em meio a uma crise diplomática com os Estados Unidos.

Os convidados apontaram que o governo Lula tem negligenciado oportunidades comerciais e diplomáticas ao adotar uma retórica combativa e pouco eficaz. Exemplo disso foi a comparação feita por Celso Amorim entre os EUA e a antiga União Soviética, gesto que, segundo os economistas, prejudica relações estratégicas e afugenta capital internacional. “O mercado não negocia com ideologia. Ele responde a credibilidade e previsibilidade”, afirmou Sérgio Vale.

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Créditos: depositphotos.com / MediaWhalestock

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Quais os impactos econômicos da crise diplomática com os EUA?

O economista Bruno Musa lembrou que, apesar de o Brasil possuir a segunda maior reserva de terras raras do mundo, o país continua tratando esse ativo estratégico com descaso. Ele criticou o tom jocoso adotado pelo presidente Lula ao se referir aos minerais críticos e destacou a ausência de uma política industrial séria sobre o tema. “A gente prefere vender matéria-prima a usar esse poder de barganha para ganhar relevância geopolítica”, afirmou.

Já Dumas foi incisivo ao destacar que não há mais tempo para negociação com os EUA sobre o tarifaço. Enquanto países como Reino Unido, China, Índia e Vietnã se anteciparam e renegociaram prazos, o Brasil “dormiu no ponto”, afirmou. Para ele, o país tenta agora apenas conter os danos da crise diplomática, com planos de contingência que podem se tornar permanentes. “Não há nada mais permanente que um imposto temporário”, disse.

Sobre o impacto fiscal, tanto Dumas quanto Vale alertaram para o risco de expansão de gastos públicos em ano pré-eleitoral. Vale afirmou que, embora o governo tenha pouco espaço para manobras fiscais em 2026 por causa do arcabouço, pode recorrer a gastos por fora do orçamento e medidas microeconômicas para impulsionar a economia. Dumas, por sua vez, demonstrou preocupação com o precedente aberto pelo Judiciário ao autorizar o aumento do IOF via canetada, o que poderia fragilizar ainda mais o tripé macroeconômico.

Argentina se destaca enquanto Brasil aprofunda sua crise diplomática?

O programa também abordou a guinada econômica da Argentina sob Javier Milei. Para Dumas, o país vizinho “dá uma aula de pragmatismo” ao adotar ajustes severos e atrair investimentos, como o da Ford, além de cortar ministérios e alcançar superávit fiscal. “Eles estão expulsando o setor público para trazer o setor privado. Aqui fazemos o oposto”, afirmou. Sérgio Vale ponderou que, embora o ajuste argentino seja necessário, há riscos pela frente, especialmente se a inflação voltar a subir com a retomada do crescimento.

Apesar dos erros, o Brasil ainda é visto como um país com ativos valiosos. Sérgio Vale apontou que o país tem grandes vantagens: mercado interno robusto, reservas naturais, agricultura desenvolvida e reformas relevantes realizadas nos últimos anos. “O mundo piorou e o Brasil, mesmo com problemas fiscais, passou a ser visto como menos arriscado. Mas não podemos confiar apenas nisso”, alertou.

Como sair da crise diplomática?

Os economistas concordaram que a condução da política externa brasileira tem sido marcada por simbolismos vazios, declarações ideológicas e ações improvisadas. Para Musa, o Brasil precisa de uma profissionalização urgente da sua gestão pública e do seu posicionamento no mundo. “Temos atributos para sermos relevantes, mas agimos como amadores. Precisamos parar de desperdiçar oportunidades”, afirmou.

Sérgio Vale finalizou apontando que o governo está se apoiando na retórica da soberania nacional como ferramenta política, sobretudo após a retomada da pauta eleitoral. “Lula ganhou um presente com o Trump agora, mas não tem como sustentar esse discurso por tanto tempo. O empresariado precisa tomar frente”, defendeu.

Considerações finais

  • Crise diplomática com os EUA compromete relações comerciais estratégicas.
  • Brasil tem segunda maior reserva de terras raras, mas ignora potencial geopolítico.
  • Empresariado tenta negociar, mas efeito prático é limitado sem apoio do governo.
  • Argentina avança com pragmatismo e atrai investimentos enquanto Brasil patina.

O Painel BM&C desta semana revelou um consenso entre os especialistas: o Brasil está desperdiçando tempo e oportunidades ao insistir em uma diplomacia ruidosa, ideológica e pouco eficaz. A crise diplomática com os Estados Unidos é apenas um reflexo de uma política externa sem estratégia clara. O relógio da geopolítica não para e o Brasil, mais uma vez, perdeu o timing.

Assista na íntegra:

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