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Copom mantém Selic em 15% e analistas destacam desafios e riscos

Maurílio Goeldner Por Maurílio Goeldner
31/07/2025
Em Análises

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central do Brasil decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15% ao ano, mantendo a postura cautelosa adotada desde setembro de 2024. Essa decisão vem após sete aumentos consecutivos da taxa, o que coloca a Selic no maior nível desde 2006. Para especialistas, a decisão não foi surpreendente, mas a forma como o Copom comunicou as suas análises foi o principal ponto de atenção.

De acordo com a comunicação oficial, o Banco Central optou por manter sua postura cautelosa, sem grandes mudanças no diagnóstico da conjuntura econômica. O Comitê segue afirmando que a política monetária será contracionista por um período prolongado, com o objetivo de garantir que a inflação continue a convergir para a meta de 3%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esse posicionamento reflete as atuais condições internas e externas desafiadoras, especialmente no que tange às tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O que pensam os especialistas sobre a decisão?

Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval, comentou sobre a manutenção da Selic. Para ele, a decisão já era esperada, mas a maior dúvida estava na comunicação do Banco Central, especialmente no que se refere ao impacto das tarifas americanas sobre o Brasil. Cardoso destacou que o cenário internacional ainda é muito incerto, e o aumento da incerteza devido à tarifação imposta pelos EUA gerou um novo elemento no diagnóstico do Banco Central.

“Do diagnóstico geral do cenário internacional, o Banco Central ainda considera um cenário bastante incerto e difícil, o que já estava na comunicação e aquilo que a gente corrobora nesta leitura. O que tem de novidade, um maior nível de incerteza, em parte por causa das tarifas impostas ao Brasil”, afirmou Cardoso. Ele acrescentou que, apesar dessa nova incerteza, a decisão do Copom manteve-se em linha com o que foi esperado, sem grandes mudanças no diagnóstico do comportamento da economia brasileira.

Além disso, Cardoso reforçou que o Copom não fez grandes mudanças na comunicação em relação à inflação e à atividade econômica, o que indica que a estratégia do Banco Central é de manter os juros elevados por um período mais longo, provavelmente até o começo de 2026, conforme a análise do Daycoval.

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Créditos: depositphotos.com / CristianoBarni

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Por outro lado, Alexandre Espirito Santo, Sócio e Economista-Chefe da Way Investimentos, também reforçou que a decisão foi esperada, mas destacou que o principal ponto de atenção estava na forma como o Copom trataria as tarifas americanas de 50%, recentemente impostas sobre as exportações brasileiras. Espirito Santo explicou que essas tarifas poderiam alterar o balanço de riscos para a economia brasileira, afetando principalmente a inflação e a taxa de câmbio.

“Confirmada hoje pelo governo dos Estados Unidos, com início previsto para 6 de agosto, essa decisão tem potencial para alterar o balanço de riscos. Pelo lado positivo, o ministro Haddad, assim como alguns analistas, argumenta que haverá uma sobra de alimentos e outros produtos, o que pode gerar uma pressão baixista sobre os preços desses itens”, comentou Espirito Santo. No entanto, ele também alertou para os riscos de uma possível desvalorização mais intensa da moeda brasileira, que poderia contaminar os preços e impactar negativamente a inflação.

Enquanto isso, Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (APAS), trouxe uma análise mais crítica sobre a manutenção da taxa de juros elevada. Para ele, o cenário internacional, com o aumento do neoprotecionismo e as guerras comerciais, exige que o Brasil tenha uma política monetária mais alinhada com as necessidades de crescimento doméstico. Queiroz criticou a manutenção da Selic em 15% e argumentou que, embora o Brasil esteja vendo uma desaceleração da inflação, a taxa de juros alta continua prejudicando a atividade econômica.

“A manutenção da taxa Selic em 15% irá prejudicar os investimentos, o consumo das famílias e aumentará o custo do crédito, afetando diretamente o nível de atividade econômica do país. O Brasil já tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo e, neste contexto, é necessário um movimento endógeno de crescimento econômico”, afirmou Queiroz.

Além disso, Queiroz ressaltou que a política monetária contracionista afeta diretamente o cumprimento da meta fiscal, já que o serviço da dívida aumenta com os juros elevados. Ele vê a continuidade dos juros altos como um desafio para o cumprimento da meta de superávit primário do governo.

Com isso, a manutenção da Selic em 15% ao ano não só reforça a estratégia do Banco Central de controlar a inflação, mas também levanta questões sobre o impacto dessa decisão na economia brasileira. O mercado e os analistas continuarão a monitorar de perto os próximos passos do Copom, especialmente em um contexto de tarifas externas e desafios fiscais internos.

Banco Central decide manter Selic em 15%

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