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Opinião: O fim da humanidade se aproxima?

Confrontos entre israelenses e palestinos têm ocorrido repetidas vezes. A questão sionista – que é controversa até mesmo entre muitos judeus – é uma preocupação histórica de longa data

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
09/11/2023
Em OPINIÃO
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Confrontos entre israelenses e palestinos têm ocorrido repetidas vezes. A questão sionista – que é controversa até mesmo entre muitos judeus – é uma preocupação histórica de longa data. Os conflitos – recorrentes e infindáveis – passaram a fazer parte do dia a dia global. De tempos em tempos, os ânimos se acirram e barbaridades são cometidas dos dois lados. Obviamente que a ação aterrorizante do Hamas superou em muito todo e qualquer limite.

No entanto, a reação do Estado de Israel, legitimada inicialmente pelo Direito Internacional, vem sendo paulatinamente desaprovada pela comunidade global. As imagens trágicas de Gaza, a enorme quantidade de crianças mortas e o fato de a guerra, em apenas um mês, haver ultrapassado a quantidade de civis mortos em quase dois anos de guerra na Ucrânia, constituem um dos momentos mais obscuros da sociedade global contemporânea. 

Apesar das manifestações globais pedindo o cessar fogo imediato, nem que seja para fins humanitários, Estados Unidos e Israel permanecem ensurdecidos pelos gritos pela paz que ecoam em todos os cantos do globo terrestre. Esses gritos também precisam ser ouvidos pelo Hamas que precisa libertar, imediatamente, os inocentes que nada tem a ver com a ação política do governo de Israel, particularmente do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. 

Nada se sabe efetivamente sobre o plano de Netanyahu para a Palestina. Duas coisas são muito claras, no entanto, em sua estratégia de atuação. Em primeiro lugar, a assertiva de que a Palestina jamais deve converter-se num estado independente. E em segundo, a necessidade de atender à demanda popular israelense de extirpar o Hamas como grupo político organizado e com domínio em Gaza. 

Netanyahu parece irredutível em sua estratégia para lograr os resultados no campo de batalha que o legitimariam a continuar a governar apesar dos problemas políticos e de corrupção que enfrentava antes do 7 de outubro. Ele entende que uma vitória avassaladora sobre uma já combalida Palestina por anos de sujeição ao controle israelense poderá legitimar sua continuidade no poder. E, para manter-se no poder, a linha ética do comportamento e do respeito às várias normativas do Direito Internacional ocupam um lugar secundário.

Os Estados Unidos, que pretendem assumir um protagonismo maior na situação, no entanto, pouco parecem, de fato, querer reduzir o ímpeto da reação israelense. As conversas lideradas pelo Secretário de Estado, Anthony Blinken, com os países árabes parecem mais objetivar postergar qualquer tipo de reação do mundo árabe até o momento em que Israel considerar sua missão cumprida. 

Este é um conflito que deve preocupar o mundo. Richard Nixon, o presidente norte-americano que renunciou após o caso Watergate –  e mais tarde se tornou um estadista sênior nos Estados Unidos – vaticinou que a probabilidade do uso de uma bomba atômica seria muito mais atrelada a um país pequeno do que um dos grandes, como China, Rússia e Estados Unidos.

Obviamente, Nixon tinha claro que o único país na história a lançar mão do ataque nuclear foram os próprios Estados Unidos para liquidar, de vez, a guerra já quase vencida do Japão. A então nova tecnologia precisava ser testada e validada e Hiroshima e Nagasaki ofereciam o cenário ideal para o teste determinado pelo presidente norte-americano, Harry Truman, que foi também o primeiro líder mundial a reconhecer oficialmente Israel como um Estado judeu legítimo, em 14 de maio de 1948, apenas onze minutos após sua criação. 

A razão por que a questão nuclear retorna à discussão é relativa à possibilidade da utilização desse tipo de armamento na Guerra de Israel contra o Hamas. Está claro para Israel que a guerra com o Hamas não será fácil. O grupo construiu, ao longo dos últimos anos, um emaranhado de túneis que podem, facilmente, transformar-se em enormes pedras de tropeço à atuação do exército de Israel. Desses túneis podem surgir atiradores, minas ou outros tipos de mecanismos de batalha que podem alterar profundamente o cenário de guerra, particularmente travada num cenário urbano. 

O fato desconhecido é como esses tuneis poderiam converter esta guerra em Gaza num novo Vietnã, com taxas elevadas de mortalidade, particularmente dos militares de Israel. Além do elevado custo humano, isto também poderia ser compreendido como a abertura de flancos de vulnerabilidades no poderio militar israelense e norte-americano na região.  Como retirar os integrantes do Hamas dos túneis é, sem dúvida, o elemento mais enigmático desta ação. 

Já se questionou a possibilidade do uso de armas nucleares táticas. Estas bombas, de 1 a 50 quilotoneladas montadas em projeteis, podem ultrapassar, em muito o efeito devastador de Hiroshima. Ao utilizar esse tipo de intervenção, os túneis seriam totalmente destruídos e forçariam os combatentes do Hamas a virem à superfície. A partir dessa ação, o exército israelense poderia eliminar tais indivíduos mais rápidamente. A dúvida, no entanto, seria o impacto da radiação sobre ar, solo, água e a cadeia alimentar. O isolamento e divisão de Gaza em duas regiões sugere a possibilidade de adotar-se este tipo de estratégia. 

Como os países árabes – e o resto do mundo – veriam a questão da utilização de armas nucleares no conflito é um ponto fundamental. Israel, definitivamente, se colocaria como um pária internacional. A necessidade de defender os cerca de 7.2 milhões de judeus contra mais de 400 milhões de árabes poderia ensejar a utilização de ainda mais armas nucleares, caso Israel se sinta vulnerável. Israel corre o risco, caso adote esta estratégia, de ver-se cada vez mais isolado do mundo, mesmo com o apoio norte-americano. É por este motivo que Moscou observa à distância os desdobramentos deste conflito, até mesmo para salvaguardar-se para a eventual função de intermediar um armistício e acordo de paz. 

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A imprevisibilidade de uma guerra é sempre assustadora. Talvez por isso Benjamin Franklin tenha afirmado: “Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim”. A paz deve imperar sempre. Do contrário, o fim da humanidade se aproxima rapidamente. 

*Marcus Vinícius De Freitas é professor visitante da China Foreign Affairs University e senior fellow da Policy Center for the New South


As opiniões transmitidas pelos nossos colunistas são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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