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1 – Receita Líquida de vendas da Irani (RANI3) fica estável e chega em R$ 406,8 milhões no 1t23, o destaque foi para o mercado externo que teve crescimento de 34%, enquanto o mercado interno teve queda de 4,4%. Veja mais detalhes da receita líquida por região e segmentos:

A Companhia destaca que a receita líquida foi ajudada pela boa performance de vendas no segmento papel para embalagens sustentáveis (papel) no mercado externo que chegou a representar 14% das vendas, já o mercado doméstico representou 86% das vendas.
Vale pontuar também que o custo dos produtos vendidos foi 5,6% maior vs o 1t22, relacionado principalmente ao crescimento ordinário dos custos fixos no período e pela redução do preço das aparas.
Na imagem a seguir podemos observar a importância que o mercado externo teve, apresentando um bom crescimento.

O Lucro líquido da Companhia teve queda de 26% quando comparamos o 1t23 vs o 1t22, e comparado ao 4t22 a queda foi de 3,4%. O LL atingiu no trimestre R$ 82,9 milhões com margem líquida de 20,4% e queda de 0,6 p.p. vs o 4t22 e 7,1 p.p. vs o 1t22.
O EBITDA Aj. atingiu R$ 128,2 milhões no 1t23 e cresceu 7,5% no comparativo com o 4t22 e teve queda de 6,1% vs o 1t22, já a margem teve alta de 2,3p.p. vs o 4t22 e queda de 2p.p. vs o 1t22.
De acordo com a Empapel, a expedição em toneladas de papel ondulado no 1t23 registrou aumento de 2% vs o 1t22, porém quando comparamos com o 4t22, observamos uma redução de 2,6% que demonstra uma redução de demanda no segmento.

Veja a seguir uma imagem que mostra a participação da Irani por segmento:

O Segmento Papel para embalagens sustentáveis (papel) também apresentou queda no comparativo com o 4t22, tanto na produção e nas vendas totais, já no caso das vendas, também foi apresentado uma queda vs o 1t22.

O segmento de resinas sustentáveis (Breu e Terebintina) tiveram um bom aumento na comparação com o 4t22 de 67,8% na produção e 75,1% nas vendas, veja mais detalhes a seguir:

O resultado financeiro, sem variação cambial, foi negativo em R$ 19,1 milhões no 1t23 vs R$ 16,4 milhões no 1t22 e R$ 14,1 milhões do 4t22. Foram imobilizados R$ 12.557 mil de juros e fianças referentes ao financiamento da FINAME (BNDES) para os investimentos da Plataforma Gaia.
A Dívida líquida da Companhia teve um grande salto, totalizando R$ 799,6 milhões no 1t23 vs R$ 477,9 milhões do 1t22, chegando a uma dívida líquida/EBITDA de 1,51x. O principal motivo do aumento da dívida é devido ao fluxo de caixa livre negativo pelos desembolsos dos investimentos da Plataforma Gaia.
A Companhia também informou que terminou o 1t23 com uma posição em caixa de R$ 1,03 bi.

Comentários SmallCaps: A Irani apresentou um trimestre mais “morno” e queda no volume de vendas principalmente pela redução de demanda da demanda no segmento de embalagens sustentáveis (papelão ondulado) e papel para embalagens sustentáveis (papel). Podemos ver o impacto positivo que o mercado externo teve, com um bom crescimento.
A Companhia destaca que o 1t23 teve bastante impacto pela continuidade de aumento de juros nos EUA, quebra de bancos americanos locais, e no front local, tivemos a crise das empresas de varejo, que acabou trazendo incertezas para todo o setor.
Podemos observar também o aumento relevante da dívida, mas foi principalmente devido ao Projeto Gaia. A Irani segue como uma boa pagadora de dividendos e apesar do cenário mais complicado, anda conseguindo apresentar resiliência.

