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Às portas de um desastre

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
14/10/2022
Em MERCADOS
Ucrânia
Mariupol, na Ucrânia. Foto: REUTERS, Alexander Ermochenko

A Guerra da Ucrânia está ficando cada vez mais séria. A ação de Volodymir Zelenskyy, ao atacar a ponte na Criméia, anexada em 2014 pela Rússia, causou um incremento substancial na resposta de Vladimir Putin no território ucraniano. Além disso, o referendo que reconheceu a adesão dos territórios anexados à Rússia aumentou a temperatura do conflito substancialmente. Nas últimas semanas, temos observado a retórica crescer. Além disso, o envolvimento de Belarus mais ativamente na guerra criará novos frontes de conflito e que, mesmo com os equipamentos cedidos pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), deverá afetar a capacidade de resposta ucraniana à Rússia, reduzindo a capacidade do avanço ucraniano nos territórios dominados pela Rússia. Este avanço se revelou surpreendente nas últimas semanas.  

Era para ser uma guerra relativamente curta. Não que os russos fossem ser recebidos com tapetes vermelhos ou como libertadores da Ucrânia, como alguns afirmaram. Afinal, um país que perdeu território anteriormente, por uma questão até de preservação da nacionalidade, jamais receberia bem um algoz. Seria normal que houvesse maior resistência e combatividade num novo confronto. Os ucranianos, afinal, viviam em alerta desde a invasão russa da Criméia em 2014. 

A verdade é que a vitória de Putin parece um pouco mais distante e difícil. O Ocidente, através do apoio militar da OTAN, e da ajuda econômica, particularmente dos Estados Unidos, fez crescer a Ucrânia na guerra. Além disso, as forças militares russas têm enfrentado problemas relacionados à corrupção, ao despreparo e aos desafios relacionados a uma desorganização surpreendente, que levou, inclusive, à troca de comando militar algumas vezes. Putin vem descobrindo que talvez a tão preconizada invencibilidade possa estar em cheque.

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E o mundo está cansando da Guerra na Ucrânia. O impacto econômico é enorme: a guerra, que se esperava ser de curto prazo, entra agora no inverno europeu. A Rússia sofreu o impacto das sanções – não tanto como preconizado – mas ainda assim ressentiu o peso. Mas os países europeus, principalmente, têm sido os mais prejudicados pelas derivações substanciais da crise energética que se nota em todo o continente. A perspectiva de contas de energia cada vez mais elevadas constitui uma preocupação para os governos que já se deram conta de que 2022 e 2023 serão praticamente perdidos em matéria de desenvolvimento e crescimento econômico. Para o continente europeu, que enfrenta várias crises domésticas, a situação não poderia ser pior. A crise no crescimento global insufla a instabilidade em outras partes do mundo, particularmente naquelas mais próximas do Velho Continente, responsáveis pelo crescente e dificílimo problema migratório que a Europa é obrigada a enfrentar e que lhe cria desafios complexos que impactam, inclusive, o sistema político, com a ascensão de forças políticas xenófobas e radicais.  

Putin, por outro lado, ao declarar a anexação dos territórios ucranianos, incrementa a instabilidade, uma vez que a Operação Militar Especial pode agora transformar-se numa operação de guerra, sob a alegação de que a Ucrânia está atacando território russo. Com isso, a escalada das ameaças pode aumentar substancialmente. A OTAN, por outro lado, tem pretendido manter em pé de igualdade as medidas correspondentes de afrontamento. O resultado é que, passados oito meses de guerra, o horizonte de um cessar fogo vai se afastando. Espera-se que o inverno rigoroso, característico da região e do remanescente da Europa, possam alterar essa dinâmica e – quem sabe – trazer as partes à mesa de negociação.

O desafio maior reside, no entanto, na retórica dos dois lados. Embora Zelenskyy permaneça inamovível na retórica de restituição total dos territórios, o fato é que a consolidação russa no território ocupado será difícil de reverter. Zelenskyy não está errado em seu pleito, afinal seu país foi invadido. No entanto, qualquer troca de território passará, necessariamente, por um compromisso de neutralidade da Ucrânia em relação à OTAN. Este é um argumento difícil de ser vendido domesticamente diante da falta de garantias por parte de Moscou quanto ao controle do ímpeto expansionista. O fato é que o mundo está numa posição complexa e, a menos que uma das partes esteja disposta a abrir mão e ceder, o confronto poderá perdurar por meses ou anos.

Obviamente que se encontrarão formas alternativas de navegar neste período turbulento. Se para a Europa representa um período de sérias dúvidas, particularmente quanto à manutenção do seu estilo de vida, outras partes do mundo poderão usufruir de um período auspicioso de industrialização, produção e crescimento comercial, enquanto os concorrentes europeus enfrentarem as volatilidades inerentes ao cenário instável e de difícil solução no curto prazo. O Velho Continente já passou por grandes desafios no passado e soube reinventar-se. Resta saber se a geração atual – como tecido social – terá a capacidade de enfrentar a gravidade da situação e encontrar soluções alternativas que permitam manter os ganhos acumulados nos últimos dois mil anos de história.

Biden, que falou recentemente num Armagedon, tem contribuído para a continuidade do conflito e assegurado a resiliência ucraniana, transformando a Ucrânia num palco de disputa do poder global, envolvendo Rússia, Estados Unidos e por tabela a China, a potência em ascensão que, de alguma forma, assombra os Estados Unidos quanto à hegemonia. O interesse geopolítico norte-americano, infelizmente, prevalece sobre a sabedoria que deveria levar as partes à mesa de negociação.

A marcha em direção ao abismo prossegue em passos rápidos. Os egos continuam inflados e o risco de um conflito maior é crescente. Acuar qualquer um dos atores neste cenário é o prenúncio de um inverno nuclear. Isto não interessa a ninguém!

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