Durante boa parte das últimas décadas, investir no mercado americano pareceu relativamente simples.
O investidor comprava um índice amplo, mantinha a posição por alguns anos e, na maior parte do tempo, era beneficiado por uma combinação extremamente favorável: inflação controlada, juros em tendência de queda, globalização, abundância de capital, baixa volatilidade econômica e disposição permanente dos bancos centrais para agir quando os mercados enfrentavam problemas.
Essa combinação ajudou a criar um dos períodos mais favoráveis da história para ações e títulos.
Os estrategistas Liz Ann Sonders e Kevin Gordon, da Charles Schwab, acreditam que essa fase terminou. Segundo eles, entramos em uma nova realidade econômica, caracterizada por maior volatilidade da inflação, choques frequentes de oferta, tensões geopolíticas persistentes e menor capacidade dos bancos centrais de proteger os mercados.
Eles chamam esse novo período de “era temperamental”.
A expressão é adequada. Os mercados continuarão oferecendo oportunidades, mas os movimentos poderão ser mais violentos, as diferenças de desempenho entre empresas e setores deverão aumentar e as estratégias que funcionaram durante a chamada “grande moderação” provavelmente serão menos eficientes.
Para o investidor, isso significa que simplesmente comprar o índice e esperar que a combinação entre crescimento econômico e socorro do Federal Reserve faça todo o trabalho pode deixar de ser suficiente.
O fim da grande moderação
A chamada grande moderação começou a ganhar força a partir da década de 1980 e se estendeu, com interrupções, pelas décadas seguintes.
Esse período foi marcado por:
- inflação progressivamente mais baixa;
- menor volatilidade do crescimento econômico;
- expansão das cadeias globais de produção;
- redução dos custos de importação;
- avanço da tecnologia;
- maior credibilidade dos bancos centrais;
- juros em tendência estrutural de queda.
A entrada da China na economia global ampliou enormemente a oferta de mão de obra e de produtos de baixo custo. Empresas passaram a produzir em regiões mais baratas, consumidores tiveram acesso a mercadorias importadas e a competição internacional ajudou a conter os preços.
Ao mesmo tempo, sempre que a economia desacelerava ou os mercados enfrentavam uma crise, o Federal Reserve encontrava espaço para reduzir os juros.
Essa dinâmica favoreceu praticamente todos os ativos financeiros.
Juros menores aumentavam o valor presente dos lucros futuros das empresas, impulsionavam os preços das ações, valorizavam os títulos já emitidos e reduziam o custo do crédito.
O investidor podia manter simultaneamente ações e títulos porque, em muitos momentos, uma classe ajudava a compensar as perdas da outra.
Esse ambiente está mudando.
A globalização perdeu força, as tarifas comerciais aumentaram, conflitos geopolíticos passaram a interferir com maior frequência nas cadeias de fornecimento e os governos se tornaram mais ativos na política fiscal e industrial.
A economia mundial parece estar entrando em uma fase mais parecida com o período entre as décadas de 1960 e 1990: inflação mais instável, recessões mais frequentes, recuperações intensas e maior volatilidade econômica e política.
Isso não significa necessariamente uma repetição da inflação extrema dos anos 1970. O problema central está na dificuldade de manter a inflação continuamente próxima da meta de 2% do Federal Reserve.
A inflação pode deixar de seguir uma trajetória previsível
Durante a grande moderação, a inflação geralmente apresentava tendências relativamente longas.
Quando começava a cair, permanecia em desaceleração durante algum tempo. Quando subia, o movimento normalmente estava ligado ao aquecimento da demanda e podia ser combatido com juros mais altos.
A nova realidade tende a ser menos organizada.
Tarifas comerciais, guerras, restrições logísticas, escassez de energia, reorganização das cadeias produtivas e investimentos maciços em inteligência artificial podem produzir choques repentinos de oferta.
Nesse ambiente, a inflação pode subir rapidamente, depois recuar e, algum tempo mais tarde, voltar a acelerar.
Teríamos períodos de desinflação interrompidos por novas ondas de pressão sobre os preços.
Essa dinâmica torna o trabalho do Federal Reserve muito mais difícil.
Um banco central consegue combater uma inflação provocada por excesso de demanda elevando os juros. Entretanto, possui instrumentos limitados para resolver uma guerra, reabrir uma rota marítima, aumentar a oferta de petróleo ou eliminar uma tarifa de importação.
Juros mais altos podem reduzir o consumo e o investimento, mas não produzem chips, energia, navios ou matérias-primas.
O banco central acaba diante de uma escolha desagradável: tolerar inflação mais elevada ou desacelerar ainda mais a economia para compensar um problema que surgiu do lado da oferta.
A relação entre juros e ações já mudou
Um dos sinais mais importantes dessa transformação aparece na relação entre o rendimento dos títulos do Tesouro americano e o desempenho do S&P 500.
Durante vários períodos recentes, juros mais altos foram interpretados como consequência de uma economia forte.
Se os rendimentos dos Treasuries subiam porque o crescimento estava melhorando, as ações também podiam avançar. O mercado concluía que empresas venderiam mais, aumentariam os lucros e conseguiriam absorver o aumento moderado dos custos financeiros.
Essa relação começou a se inverter.
A correlação móvel de 30 dias entre o rendimento do Treasury de dez anos e o S&P 500 entrou de forma clara em território negativo.

A correlação entre o rendimento do Treasury de dez anos e o S&P 500 entrou em território negativo, indicando que a alta dos juros voltou a pressionar as ações. Fonte: Charles Schwab e Bloomberg. Dados de 2 de julho de 2026.
Na prática, os juros sobem e as ações caem.
Essa mudança indica que o mercado passou a enxergar o avanço dos rendimentos como uma ameaça relacionada à inflação, e não apenas como sinal de crescimento.
Quando o rendimento dos títulos aumenta por preocupação com inflação, tarifas, petróleo ou deterioração fiscal, os investidores passam a exigir uma remuneração maior para financiar o governo americano.
Esse movimento afeta as ações de diferentes maneiras.
O custo de capital das empresas aumenta. O crédito fica mais caro. Os consumidores pagam mais por hipotecas, cartões e financiamentos. Além disso, o valor presente dos lucros futuros diminui quando a taxa utilizada para descontá-los sobe.
O efeito costuma ser especialmente forte sobre empresas cujo valor depende de resultados esperados muitos anos à frente.
As promessas de crescimento distante passam a valer menos
Durante o período de juros muito baixos, o mercado atribuiu avaliações elevadas a empresas que prometiam crescimento extraordinário no futuro, mesmo quando apresentavam lucros pequenos ou inexistentes no presente.
Isso acontecia porque o custo de esperar era reduzido.
Quando os juros estavam próximos de zero, um lucro esperado para daqui a dez anos ainda tinha valor relevante na avaliação atual da empresa.
Com juros persistentemente elevados e inflação mais instável, essa conta muda.
Quanto mais distante estiver o lucro prometido, maior será o desconto aplicado para transformá-lo em valor presente.
O investidor precisará ser muito mais criterioso com empresas que baseiam toda a sua avaliação em resultados que somente apareceriam muitos anos adiante.
Isso não significa abandonar empresas de crescimento ou tecnologia. Significa diferenciar companhias que já geram caixa e demonstram capacidade de monetização daquelas que dependem quase exclusivamente de expectativas.
A inteligência artificial reforça esse debate.
Os investimentos em data centers, chips, energia e infraestrutura estão crescendo rapidamente. Os ganhos de produtividade, porém, ainda não produziram uma redução clara e ampla das pressões inflacionárias.
O mercado está pagando por um futuro no qual a IA elevará significativamente a produtividade. As empresas precisarão mostrar que os benefícios econômicos serão maiores do que o custo gigantesco de construção e operação dessa infraestrutura.
Os títulos podem oferecer menos proteção
Durante anos, uma carteira composta por ações e títulos funcionou como uma das principais estratégias de diversificação.
Quando a economia enfraquecia, as ações caíam, mas os juros também recuavam. A queda dos juros valorizava os títulos, compensando parte das perdas da renda variável.
Essa relação depende de um ambiente em que o principal risco econômico seja a desaceleração.
Quando a inflação passa a ser a maior ameaça, ações e títulos podem cair juntos.
A lógica é simples.
Se a inflação sobe, os rendimentos exigidos pelos investidores aumentam. Quando os rendimentos sobem, os preços dos títulos já emitidos caem.
Ao mesmo tempo, os juros mais altos pressionam as avaliações das empresas, reduzem o crescimento e atingem as ações.
Foi exatamente o que ocorreu em 2022, quando carteiras tradicionais sofreram com quedas simultâneas em renda fixa e renda variável.
Se a inflação permanecer mais volátil, os títulos continuarão tendo utilidade, mas poderão oferecer menos proteção automática em momentos de estresse.
O investidor precisará observar com mais cuidado o prazo dos papéis.
Títulos de vencimento muito longo são particularmente sensíveis às variações das taxas. Uma pequena elevação dos juros pode produzir uma queda relevante no preço.
Em um cenário de inflação instável, manter flexibilidade e evitar concentração excessiva em vencimentos longos pode ser mais prudente do que tentar travar toda a carteira por décadas.
O antigo “Fed put” perdeu força
O mercado se acostumou com a ideia de que o Federal Reserve sempre interviria diante de quedas mais fortes.
Essa percepção ficou conhecida como Fed put.
O termo faz referência a uma opção de proteção. Na prática, os investidores acreditavam que, diante de uma crise, o banco central reduziria os juros, injetaria liquidez e ajudaria a estabilizar os preços dos ativos.
Essa expectativa criou um incentivo para assumir mais risco.
Sempre que o mercado caía, muitos investidores compravam acreditando que o Federal Reserve acabaria protegendo o sistema.
O problema é que essa proteção depende de inflação controlada.
Quando a inflação permanece acima da meta, o Fed possui menos liberdade para cortar juros, mesmo que as ações estejam caindo.
A autoridade monetária pode ser obrigada a escolher entre sustentar os mercados e preservar sua credibilidade no combate à inflação.
Nos últimos anos, a inflação americana permaneceu acima da meta por um período prolongado. Tarifas mais elevadas e riscos relacionados à energia podem dificultar ainda mais o retorno consistente aos 2%.
A crença em um socorro automático do Fed precisa ser revista.
O banco central continuará atuando diante de ameaças sistêmicas. Isso não significa que intervirá para impedir toda correção do mercado ou proteger investidores de avaliações excessivas.
O S&P 500 já não representa sozinho o mercado inteiro
Outro problema está na concentração dos principais índices.
As maiores empresas do S&P 500 passaram a representar uma parcela muito elevada do índice. Como a ponderação é determinada pelo valor de mercado, as companhias que mais sobem passam a exercer influência crescente sobre o resultado total.
Isso cria uma distorção importante.
O índice pode apresentar forte valorização mesmo quando grande parte das ações está estagnada ou caindo.
O desempenho das dez maiores empresas pode ser completamente diferente do comportamento médio do restante do mercado.
O investidor que compra o S&P 500 acredita estar comprando uma carteira amplamente diversificada com centenas de companhias. Formalmente, isso é verdade. Economicamente, porém, uma parcela relevante do risco pode estar concentrada em poucas empresas gigantes, muitas delas expostas aos mesmos fatores.
Caso as maiores companhias de tecnologia continuem avançando, essa concentração poderá favorecer o índice.
Se houver uma reversão, o peso dessas empresas também ampliará as perdas.
A nova fase exige uma análise mais detalhada da composição dos índices, e não apenas de seu desempenho histórico.
A seleção de empresas e setores volta a ganhar importância
Durante uma alta ampla e contínua do mercado, a diferença entre escolher boas e más empresas pode parecer menor.
Quando praticamente tudo sobe, a gestão passiva tende a apresentar resultados competitivos com custos reduzidos.
Em um ambiente mais volátil e com maior dispersão, as diferenças entre empresas, indústrias e países aumentam.
Companhias com dívida elevada sofrerão mais com juros altos. Empresas sem poder de precificação terão dificuldade para repassar custos. Negócios dependentes de matérias-primas ou cadeias vulneráveis poderão enfrentar interrupções frequentes.
Por outro lado, companhias com balanços sólidos, geração recorrente de caixa, margens elevadas e capacidade de reajustar preços estarão mais bem posicionadas.
A análise setorial também passa a ser decisiva.
Energia, defesa, infraestrutura, indústria, tecnologia, saúde e serviços públicos respondem de maneiras diferentes a inflação, guerras, juros e crescimento.
A época em que bastava aumentar indiscriminadamente a exposição ao índice durante qualquer queda pode estar dando lugar a uma estratégia mais seletiva.
Isso não representa necessariamente o fim dos ETFs ou da gestão passiva. Significa que a composição da carteira, os fatores de risco e a concentração precisarão receber mais atenção.
O papel dos choques geopolíticos
As tensões entre Estados Unidos e Irã ajudam a ilustrar o tipo de risco que pode se tornar mais frequente.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes para o comércio mundial de petróleo. Qualquer redução relevante no tráfego provoca preocupação imediata com a oferta global de energia.
Segundo os dados apresentados no material original, o fluxo estimado de petróleo pela região estava em apenas 42% dos níveis considerados normais.

O fluxo estimado de petróleo pelo Estreito de Ormuz caiu para aproximadamente 42% do nível normal, considerando a média móvel de sete dias. Fontes: Kpler, S&P Global Commodities at Sea e Goldman Sachs Global Investment Research.
Ataques a navios aumentaram o risco para empresas de transporte, seguradoras e tripulações. Mesmo sem um fechamento formal do estreito, o receio de atravessar a região já é suficiente para reduzir o tráfego.
Se o fluxo continuar limitado, o preço do petróleo poderá permanecer pressionado.
Isso afeta a inflação, reduz a renda disponível das famílias, eleva os custos das empresas e dificulta cortes de juros.
Existe a possibilidade de normalização caso as negociações avancem, sejam fornecidas garantias de segurança aos transportadores e determinadas autorizações para o petróleo iraniano sejam restabelecidas.
Entretanto, o ponto central permanece: mercados e cadeias de fornecimento estão mais expostos a decisões políticas e conflitos militares.
Esse tipo de choque não pode ser facilmente resolvido por bancos centrais.
Tarifas podem se tornar parte permanente do cenário
Durante muitos anos, os investidores trataram as tarifas comerciais como medidas temporárias ligadas a negociações específicas.
A realidade atual sugere que tarifas mais elevadas podem permanecer como instrumento recorrente de política econômica.
Governos utilizam tarifas para proteger setores estratégicos, estimular a produção doméstica, pressionar parceiros comerciais e reduzir dependências externas.
O custo aparece nos preços.
Importadores pagam mais pelos produtos, empresas enfrentam insumos mais caros e parte dessa despesa é repassada aos consumidores.
Ao mesmo tempo, reorganizar cadeias de produção exige investimento e tempo. Produzir domesticamente pode melhorar a segurança econômica, mas frequentemente custa mais do que importar da região mais eficiente.
A desglobalização parcial reduz a vulnerabilidade geopolítica em algumas áreas, mas também elimina uma das principais forças desinflacionárias das últimas décadas.
Como investir em uma era mais temperamental
A mudança de ambiente não significa que o investidor deva abandonar ações, títulos ou índices.
O principal ajuste está na expectativa.
Os retornos poderão depender menos de uma expansão generalizada das avaliações e mais da capacidade de escolher corretamente empresas, setores, prazos e fatores.
Alguns princípios ganham importância:
Diversificação real
Ter muitos ativos não garante diversificação quando todos dependem dos mesmos fatores.
Uma carteira precisa ser analisada de acordo com sua exposição a inflação, juros, crescimento, energia, dólar, geopolítica e concentração tecnológica.
Flexibilidade na renda fixa
Em um ambiente de inflação instável, pode ser inadequado concentrar toda a carteira em títulos de prazo muito longo.
Prazos menores e intermediários permitem reinvestir recursos caso as taxas subam.
Atenção à geração de caixa
Empresas que já produzem caixa possuem maior capacidade de atravessar períodos de crédito caro e crescimento irregular.
Promessas distantes precisam ser analisadas com maior rigor.
Menor dependência de índices concentrados
Índices continuam sendo instrumentos eficientes, mas o investidor deve entender quanto de sua exposição está concentrada nas maiores empresas.
Combinar índices amplos com estratégias por setores, fatores ou pesos diferentes pode reduzir determinadas concentrações.
Rebalanceamento
Mercados mais voláteis produzem oportunidades para vender parcialmente ativos que subiram demais e aumentar posições que se tornaram relativamente mais baratas.
Uma política disciplinada de rebalanceamento pode ser mais eficaz do que tentar prever cada movimento do mercado.
Exposição a ativos reais e setores estratégicos
Infraestrutura, energia, commodities e algumas empresas com forte poder de precificação podem ajudar em cenários inflacionários.
Essa exposição precisa ser dimensionada com cuidado, já que esses ativos também são voláteis e cíclicos.
Os índices não perderam sua utilidade
É exagerado concluir que os índices deixarão de gerar retorno ou que a gestão passiva morreu.
O S&P 500 continua reunindo algumas das melhores empresas do mundo e permanece como uma ferramenta eficiente de exposição ao mercado americano.
A mudança está na ideia de que o investidor poderá comprar qualquer índice, em qualquer preço, e contar com juros em queda e expansão de múltiplos para produzir retornos elevados.
Os ganhos futuros provavelmente serão menos uniformes.
O mercado poderá apresentar anos excelentes, correções fortes, rotações entre setores e diferenças significativas entre as maiores empresas e o restante da bolsa.
Nesse ambiente, a disciplina continuará sendo mais importante do que a tentativa de adivinhar cada oscilação.
A gestão passiva poderá continuar ocupando o núcleo de muitas carteiras. Ao redor desse núcleo, porém, haverá mais espaço para ajustes de prazo, seleção de fatores, diversificação internacional, exposição setorial e gestão ativa.
A nova realidade do mercado
A principal mensagem dos estrategistas da Charles Schwab está na mudança do regime econômico.
A inflação deixou de ser um problema definitivamente resolvido. Os choques de oferta voltaram a ter importância. A geopolítica interfere diretamente nos preços de energia, alimentos, tecnologia e transporte. As tarifas tendem a permanecer. O Federal Reserve possui menos liberdade para proteger os mercados.
Ao mesmo tempo, ações e títulos podem cair juntos, os índices estão mais concentrados e empresas que dependem de lucros muito distantes ficam mais vulneráveis às taxas elevadas.
Essa combinação encerra a fase em que praticamente qualquer exposição ampla ao mercado era impulsionada por um vento estrutural favorável.
Os índices continuarão subindo ao longo do tempo caso os lucros das empresas cresçam. O caminho, porém, deverá ser mais irregular e seletivo.
O investidor precisará compreender o que possui, quais riscos está assumindo e de onde espera que venha seu retorno.
A era dos ganhos fáceis pode estar terminando. Isso não encerra as oportunidades do mercado. Apenas devolve importância à análise, à diversificação e ao preço pago por cada ativo.
Nota: Este artigo foi desenvolvido a partir de análise dos estrategistas Liz Ann Sonders e Kevin Gordon, da Charles Schwab. Dados sobre a correlação entre o S&P 500 e o Treasury de dez anos têm como referência informações da Charles Schwab e da Bloomberg. As estimativas sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz se baseiam em dados da Kpler, S&P Global Commodities at Sea e Goldman Sachs Global Investment Research, disponíveis na data do material original.
*Coluna escrita por Bruno Corano, economista, investidor e empreendedor, fundador da Corano Capital, com escritórios em Nova York e São Paulo.
*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.
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