Os Estados Unidos realizaram a 11ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, ampliando a ofensiva para novos alvos militares. O governo iraniano respondeu com ataques contra bases americanas localizadas no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia. A intensificação das operações militares ocorreu em meio ao afastamento das perspectivas de uma solução diplomática para o conflito.
O presidente Donald Trump afirmou que Washington não tem interesse em negociar neste momento. O governo iraniano declarou que não existem conversas em andamento, apenas uma troca de mensagens.
Apesar dos esforços de mediação realizados por países como Paquistão e Catar, nenhum avanço foi anunciado.
Guerra entre EUA e Irã já custou US$ 37,5 bilhões aos americanos
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o conflito já custou aproximadamente US$ 37,5 bilhões aos cofres americanos. O valor apresentado é superior às estimativas divulgadas anteriormente.
Durante uma audiência no Senado, o Pentágono defendeu a aprovação de um novo pacote bilionário para financiar a continuidade das operações militares.
O órgão argumentou que os recursos são necessários para evitar limitações na capacidade de atuação das Forças Armadas. O pedido ocorre em meio ao aumento das baixas americanas e às críticas de parlamentares democratas.
Os congressistas alertam para o risco de prolongamento da guerra e para o crescimento dos gastos públicos relacionados ao conflito.
Estados Unidos rejeitam controle iraniano de Ormuz
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que uma eventual decisão iraniana de controlar e cobrar pedágio no Estreito de Ormuz criaria um precedente para a economia mundial e para a liberdade de navegação.
Durante reuniões da Associação de Nações do Sudeste Asiático, em Manila, Rubio disse que os Estados Unidos mantêm conversas com diferentes países para proteger as rotas marítimas.
Segundo o secretário, a China também indicou que não apoia restrições ao tráfego de embarcações na região.
Rubio afirmou que Washington continuará atuando para reduzir a capacidade iraniana de atacar navios comerciais e manter aberta uma das principais rotas de petróleo do mundo.
Petróleo Brent supera US$ 94
O petróleo voltou a subir com a intensificação do conflito e o aumento das ameaças às rotas globais de energia. O barril do Brent superou US$ 94 e acumula valorização no mês. O mercado acompanha principalmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente.
As tensões no Mar Vermelho também entraram no radar dos investidores. Os houthis, aliados do Irã, ameaçaram ampliar ataques contra embarcações ligadas à Arábia Saudita.
Bancos e consultorias consideram a possibilidade de o petróleo retornar ao patamar de três dígitos caso ocorram interrupções efetivas nas rotas estratégicas.
A continuidade da escalada amplia os riscos para o abastecimento de energia, para a inflação e para a atividade econômica mundial.














