A Confederação Nacional da Indústria manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2026. Apesar da manutenção da estimativa, a entidade alertou que os juros elevados, a inflação persistente e a situação das contas públicas continuarão limitando a atividade econômica.
A CNI revisou para cima a projeção para o desempenho da indústria. O aumento está relacionado principalmente à expansão da produção de petróleo. As estimativas para a agropecuária e para a construção civil também foram elevadas.
Em sentido contrário, a expectativa para o setor de serviços foi reduzida.
CNI eleva projeção para a inflação
A entidade aumentou de 4,4% para 5% a previsão para a inflação brasileira em 2026. A revisão indica que a pressão sobre os preços deve continuar influenciando as decisões de política monetária ao longo do ano.
Com a inflação mais alta, a CNI passou a prever apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em 2026. Caso o cenário se confirme, a redução acumulada da taxa básica de juros seria de 0,50 ponto percentual no período.
A manutenção de juros elevados tende a limitar o consumo, o investimento empresarial e a expansão de setores que dependem de financiamento.
Tarifas americanas entram no cenário de risco
Além dos fatores domésticos, a CNI aponta o cenário externo como uma das fontes de incerteza para a economia brasileira. As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais estão entre os principais riscos considerados pela entidade.
A cobrança pode afetar empresas exportadoras, reduzir a competitividade de produtos brasileiros e influenciar as decisões de investimento da indústria.
O desempenho da economia em 2026 dependerá, portanto, da evolução da inflação, da trajetória dos juros, das contas públicas e dos efeitos das medidas comerciais adotadas no exterior.














