A produção industrial brasileira registrou queda de 0,2% em maio na comparação com abril, marcando o primeiro resultado negativo do ano. O dado divulgado nesta sexta-feira (03) pelo IBGE veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,3%, e reforça o cenário de perda de fôlego da atividade industrial no país.
Na comparação com maio do ano passado, a indústria avançou apenas 0,2%, também bem abaixo do consenso de 1,3%. O resultado reflete um ambiente ainda marcado por juros elevados, crédito caro e demanda mais seletiva por parte dos consumidores e empresas.
Setores que puxaram a queda na produção industrial
A retração da indústria em maio foi puxada por três das quatro grandes categorias econômicas e por 8 dos 25 ramos pesquisados pelo IBGE. As principais pressões vieram de derivados de petróleo e biocombustíveis, com queda de 6,1%, e da indústria extrativa, que recuou 2,6%.
Também houve baixa em alimentos, têxteis e equipamentos de informática. Entre as categorias econômicas, bens de capital caíram 0,2%, reforçando a cautela sobre investimentos produtivos no país.
Na outra ponta, alguns setores apresentaram crescimento. Produtos farmacêuticos subiram 13,1%, veículos avançaram 4,1% e produtos químicos cresceram 3,1%.
Entre as categorias, bens de consumo duráveis foram o único destaque positivo, com alta de 3,6%.
Acumulado do ano e perspectivas
No acumulado do ano, a indústria cresce 1,4%. Em 12 meses, a alta é de apenas 0,4%, sinalizando uma recuperação ainda frágil do setor industrial brasileiro. O IBGE também revisou a leitura de abril para crescimento de 0,7%.
O dado confirma uma indústria ainda irregular, com desempenho desigual entre setores e dificuldade de sustentar uma trajetória consistente de crescimento em um cenário macroeconômico desafiador para a atividade produtiva.














