O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (15) em queda, na contramão do forte desempenho dos mercados globais, que reagiram positivamente ao avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,42%, aos 170.415,13 pontos, com perda de 717,53 pontos.
O movimento reflete a dificuldade do mercado local em atrair fluxo estrangeiro, mesmo diante de um ambiente externo mais favorável, marcado por maior apetite ao risco.
Exterior sobe com expectativa de acordo
No cenário internacional, os investidores repercutiram o anúncio de um entendimento preliminar entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A expectativa é de que o acordo seja formalizado nos próximos dias, em reunião prevista para a Suíça.
Com isso, os principais índices de Wall Street avançaram com força, com o Dow Jones renovando máximas históricas. Na Europa, as bolsas também acompanharam o movimento positivo, refletindo o alívio geopolítico.
Petróleo recua com perspectiva de normalização
O petróleo registrou forte queda diante da expectativa de reabertura gradual do Estreito de Ormuz e normalização do fluxo global da commodity. Ainda assim, persistem dúvidas sobre o ritmo dessa retomada, já que a região enfrenta desafios operacionais após meses de conflito.
Fluxo global mais seletivo pesa no Brasil
Apesar do alívio externo, o Ibovespa seguiu pressionado por fatores estruturais. A percepção de que o capital global está mais seletivo tem limitado a entrada de recursos na bolsa brasileira.
Nesse ambiente, investidores estrangeiros avaliam de forma mais criteriosa a alocação entre diferentes classes de ativos, como tecnologia, renda fixa, crédito e commodities, o que reduz o apelo relativo do mercado local.
Dólar sobe e juros seguem no radar
No câmbio, o real até iniciou o dia em valorização, mas perdeu força ao longo da sessão. O dólar comercial fechou em alta de 0,09%, a R$ 5,067, acompanhando o movimento de ajuste ao longo do pregão.
Já os juros futuros (DIs) continuam no radar dos investidores, diante das decisões de política monetária previstas para a semana, que devem influenciar a trajetória dos ativos domésticos nos próximos dias.













