As ações da Usiminas (USIM5) registraram forte alta nesta sexta-feira (24), chegando a saltar cerca de 8% após a divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026 acima do esperado pelo mercado.
Lucro surpreende e supera projeções
A companhia reportou lucro líquido de R$ 896 milhões no 1T26, um avanço de 166% na comparação com o mesmo período do ano passado e muito acima das estimativas do mercado, que giravam em torno de R$ 190,9 milhões, segundo dados compilados pela LSEG.
Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o crescimento foi ainda mais expressivo, de 596%, evidenciando uma recuperação relevante dos resultados da siderúrgica.
Desempenho operacional e margens
O EBITDA ajustado somou R$ 653 milhões no período, com alta de 56% frente ao quarto trimestre de 2025, embora ainda represente queda de cerca de 11% na base anual.
A margem EBITDA ficou próxima de 11%, mostrando melhora sequencial relevante, impulsionada principalmente pela recuperação da divisão de aço.
Segundo analistas, o desempenho operacional foi sustentado por preços mais altos no segmento de siderurgia, melhor mix de produtos e ganhos de eficiência, fatores que compensaram parcialmente a queda nos volumes.
Receita e volumes pressionados
Apesar do forte lucro, a receita líquida ficou em torno de R$ 5,9 bilhões, com queda anual de aproximadamente 14%, refletindo menores embarques tanto na siderurgia quanto na mineração.
Os volumes vendidos de aço e minério também recuaram no período, evidenciando um cenário ainda desafiador do ponto de vista de demanda e produção.
O que explica a forte reação das ações
A reação positiva do mercado está diretamente ligada ao fato de os números terem vindo acima das expectativas, especialmente no lucro e no EBITDA, indicando uma melhora mais rápida do que o previsto na rentabilidade da companhia.
Além disso, fatores como ganhos cambiais, recuperação da siderurgia e disciplina de custos contribuíram para reforçar a percepção de virada operacional da empresa.
Perspectivas
Apesar do resultado forte, analistas ainda apontam desafios, principalmente na divisão de mineração, que segue pressionada por volumes menores e custos mais elevados.
O mercado agora monitora a sustentabilidade dessa recuperação ao longo de 2026, especialmente diante do cenário global para aço e commodities.














