O Irã voltou a endurecer o tom contra os Estados Unidos e afirmou que não aceita qualquer tipo de negociação sob ameaças. A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio.
Segundo Ghalibaf, não há negociações em andamento entre Teerã e Washington, e relatos nesse sentido seriam “falsos” e com potencial de influenciar mercados internacionais, especialmente os de energia.
“Não negociamos sob pressão”, indicou o parlamentar, reforçando que a posição do país permanece alinhada entre as principais lideranças políticas e militares.
Postura firme em meio à escalada
A fala ocorre em um contexto de aumento da pressão por parte dos Estados Unidos, que têm adotado uma retórica mais agressiva e mantido ações que elevam o risco geopolítico na região. Entre os pontos de tensão está o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Autoridades iranianas têm reiterado que qualquer tentativa de negociação condicionada a ameaças ou sanções é inaceitável, o que dificulta avanços diplomáticos no curto prazo.
Ghalibaf também afirmou que o país não cederá a pressões externas e que responderá de forma proporcional caso haja qualquer ação militar contra seu território.
Impacto nos mercados globais
A manutenção do impasse entre Irã e Estados Unidos segue sendo um dos principais vetores de volatilidade nos mercados internacionais.
O aumento das tensões tende a pressionar os preços do petróleo, diante do risco de interrupções no fornecimento global. Com isso, cresce também a preocupação com impactos inflacionários, o que pode influenciar decisões de política monetária em diferentes países.
Além disso, o cenário reforça a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, ao mesmo tempo em que amplia a volatilidade em bolsas globais, especialmente em mercados emergentes.
Sem sinais concretos de reabertura de canais diplomáticos, o conflito retórico entre Teerã e Washington segue como um fator de incerteza relevante no cenário internacional.

