O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a prisão domiciliar temporária, pelo prazo de 90 dias, do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (24) e passará a valer após a alta hospitalar do ex-mandatário.
Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde está internado para tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração. Apesar da melhora clínica, ele permanece hospitalizado, sem previsão de alta, segundo boletim médico divulgado na mesma data.
Estado de saúde de Jair Bolsonaro
De acordo com o documento, o ex-presidente segue em antibioticoterapia endovenosa, além de receber suporte clínico e realizar fisioterapia respiratória e motora. A equipe médica responsável pelo acompanhamento é formada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, pelo gerente médico Wallace S. Padilha e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
A autorização da prisão domiciliar temporária ocorre no contexto de holofotes voltados ao STF após investigações do Banco Master apontarem proximidade entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e membros da Corte. A medida estabelece que o cumprimento da restrição de liberdade terá início apenas após a liberação hospitalar, quando houver condições clínicas para o deslocamento.
O caso permanece no radar político e institucional, com potencial de impacto no ambiente político e nas expectativas do mercado em relação à estabilidade institucional e ao cenário econômico no país.














