A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,21 bilhões em fevereiro de 2026, resultado de US$ 26,3 bilhões em exportações e US$ 22,1 bilhões em importações, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O resultado também levou a corrente de comércio a US$ 48,4 bilhões no mês, somando exportações e importações.
Durante a apresentação dos dados, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou o desempenho das vendas externas.
Segundo ele, o país registrou recorde de exportações para meses de fevereiro, com crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
“Destacar o recorde de exportação no mês de fevereiro. Cresceu 15,6% as exportações comparadas com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro de exportação. Recorde de corrente de comércio para os meses de fevereiro. O Brasil está se integrando ao mundo como nunca”, afirmou.
Como ficou a balança comercial em fevereiro
Na comparação com fevereiro de 2025, as exportações brasileiras cresceram de US$ 22,75 bilhões para US$ 26,31 bilhões, avanço de 15,6%.
Já as importações recuaram 4,8%, passando de US$ 23,22 bilhões para US$ 22,1 bilhões.
Com isso:
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Exportações: US$ 26,3 bilhões:
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Importações: US$ 22,1 bilhões:
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Superávit: US$ 4,21 bilhões:
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Corrente de comércio: US$ 48,4 bilhões.
A corrente de comércio apresentou crescimento de 5,3% na comparação anual.
Resultado da balança comercial no acumulado de 2026
No acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, a balança comercial brasileira também registrou saldo positivo.
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Exportações: US$ 51 bilhões
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Importações: US$ 42,9 bilhões
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Superávit: US$ 8 bilhões
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Corrente de comércio: US$ 93,82 bilhões
Na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações avançaram 5,8%, enquanto as importações recuaram 7,3%.
Já a corrente de comércio apresentou queda de 0,6% na comparação entre os períodos.
Exportações e importações por setor
Na análise por setores, o desempenho das exportações em fevereiro de 2026 frente ao mesmo mês do ano anterior mostrou crescimento em diferentes segmentos da economia. A agropecuária registrou aumento de US$ 0,3 bilhão, equivalente a 6,1%. Já a indústria extrativa apresentou expansão mais expressiva, com avanço de US$ 2,37 bilhões, o que representa alta de 55,5%. A indústria de transformação também registrou crescimento, com aumento de US$ 0,85 bilhão, ou 6,3%.
No caso das importações, os dados indicam retração em todos os principais setores na comparação anual. Na agropecuária houve queda de US$ 0,11 bilhão, o que corresponde a recuo de 20%. A indústria extrativa também registrou redução de US$ 0,11 bilhão, equivalente a 12,1%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram diminuição de US$ 0,87 bilhão, ou 4%.
Setores no acumulado do ano
Considerando o período entre janeiro e fevereiro de 2026, as exportações da agropecuária cresceram US$ 0,36 bilhão, avanço de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A indústria extrativa registrou aumento de US$ 1,85 bilhão, alta de 16%, enquanto os produtos da indústria de transformação tiveram crescimento de US$ 0,53 bilhão, equivalente a 1,9%.
No caso das importações no acumulado do ano, os dados indicam queda em todos os setores analisados. A agropecuária apresentou redução de US$ 0,28 bilhão, o que representa recuo de 24,7%. A indústria extrativa registrou diminuição de US$ 0,45 bilhão, equivalente a 21,9%. Já os produtos da indústria de transformação tiveram queda de US$ 2,61 bilhões, ou 6,1%.
Para o economista Leonardo Costa, do ASA, as exportações tem sido destaque positivo no começo de 2026, com aceleração do ritmo em fevereiro, enquanto as importações têm se mantido relativamente contidas.
“Com isso, o saldo comercial começa em ritmo mais forte nos dois primeiros meses do ano” avalia.












