O mercado financeiro brasileiro atravessa um ciclo de maior rigor regulatório e pressão geopolítica. O Banco Central e a CVM intensificaram a fiscalização nos últimos anos, ampliando exigências relacionadas à governança, prevenção à lavagem de dinheiro e controles internos, enquanto o COAF reforça o monitoramento de operações suspeitas em setores sensíveis.
Ao mesmo tempo, o ouro voltou ao centro das estratégias globais. A demanda pelo ativo segue elevada em 2026, impulsionada por compras de bancos centrais e pelo aumento da incerteza internacional. Em um cenário de conflitos externos, reorganização de blocos econômicos e maior volatilidade cambial, ativos reais ganham protagonismo — e estruturas robustas de compliance deixam de ser diferencial para se tornar requisito de sobrevivência institucional.
É nesse contexto que a Ourominas promove o Compliance Business Day 2026, um encontro reservado que reúne CEOs, gestores de fundos, executivos de risco e especialistas do mercado regulado para discutir governança, prevenção à lavagem de dinheiro e o papel estratégico do ouro na nova geopolítica da riqueza.
Para Juarez Filho, fundador e presidente da Ourominas, o movimento é estrutural. “O mercado financeiro amadureceu. Compliance não é mais uma área acessória, é um pilar estratégico. Empresas que não investirem em governança, tecnologia e controles integrados ficarão expostas a riscos regulatórios e reputacionais cada vez maiores”, afirma.
A programação inclui debates sobre compliance regulatório, sistemas integrados de gestão com certificações ISO e os impactos das transformações globais na alocação de patrimônio.
Liderança, reputação e tecnologia no centro da agenda
A agenda amplia o foco para liderança, cultura organizacional e tecnologia aplicada ao mercado financeiro. Entre os participantes confirmados estão Teco Medina, comentarista econômico da CBN, além de especialistas como Marco Dulgheroff e Matheus Assis, especialista em direito empresarial, que abordarão temas ligados ao ambiente regulatório e ao direito corporativo.
Também entram na pauta inovação digital, soluções automatizadas de atendimento e o fortalecimento da imagem profissional como elemento de credibilidade no setor.
“A reputação hoje é um ativo financeiro. Em um ambiente de fiscalização intensa e competição global por capital, confiança é moeda”, destaca Juarez Filho.
O encontro ainda inclui apresentações de ferramentas tecnológicas desenvolvidas pela companhia, voltadas à modernização do relacionamento com clientes e parceiros estratégicos.
Ouro, governança e blindagem institucional
Fechado para convidados, o Compliance Business Day reflete um movimento mais amplo do sistema financeiro brasileiro: o fortalecimento de estruturas de controle, a digitalização de processos e a busca por ativos considerados porto seguro em momentos de instabilidade internacional.
A combinação entre ouro, tecnologia e governança indica uma mudança de postura do mercado, que passa a tratar compliance não como custo operacional, mas como mecanismo de blindagem institucional e estratégia de crescimento sustentável.
Em um ambiente global marcado por disputas geopolíticas e maior escrutínio regulatório, encontros desse porte sinalizam que a agenda do dinheiro, em 2026, será cada vez mais técnica, integrada e orientada à credibilidade de longo prazo.











