A agenda corporativa desta quarta-feira (25) concentra a atenção do mercado com a divulgação de balanços do quarto trimestre de 2025 e uma série de comunicados relevantes. Entre as ações para ficar no radar estão WEG (WEGE3), C&A (CEAB3), Iguatemi (IGTI11), GPA (PCAR3), Mercado Livre (MELI34) e Isa Energia (ISAE4), além de companhias envolvidas em reestruturação financeira, como a Oi (OIBR3).
WEG, GPA e C&A entre as ações para ficar no radar nesta quarta
A WEG (WEGE3) reportou lucro líquido de R$ 1,588 bilhão no quarto trimestre de 2025, queda de 6,3% na comparação anual. O Ebitda somou R$ 2,292 bilhões, recuo de 4%. Os números vieram próximos das estimativas do mercado, com o lucro ligeiramente abaixo do esperado e o Ebitda um pouco acima das projeções.
No varejo alimentar, o GPA (PCAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 572 milhões no trimestre. Apesar de negativo, o resultado representa melhora de 48,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, ainda assim acima do que analistas projetavam.
Já a C&A (CEAB3) apresentou desempenho positivo. A companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 269,8 milhões no trimestre, alta de 7,9% na base anual. No consolidado de 2025, o lucro chegou a R$ 470,7 milhões, crescimento de 57,5%.
Tecnologia e shoppings: crescimento com pressão de margens
O Mercado Livre (BDR: MELI34) divulgou queda de 12,5% no lucro trimestral, abaixo das projeções de analistas. A empresa explicou que o desempenho foi impactado pelos maiores investimentos em crédito e logística. Em contrapartida, a receita superou expectativas, impulsionada principalmente pelos mercados brasileiro e mexicano.
Entre administradoras de shopping centers, a Iguatemi (IGTI11) reportou lucro líquido ajustado de R$ 159 milhões no 4T25, recuo de 3,2% em relação ao ano anterior.
Movimentações acionárias entram no radar
A Oncoclínicas (ONCO3) informou que a gestora Exa Capital passou a deter 4,98% do capital social, além de bônus de subscrição adquiridos em novembro de 2025. Segundo a companhia, a participação tem caráter exclusivamente financeiro, sem intenção de alterar o controle.
Na Iguatemi, a BlackRock comunicou participação equivalente a 5,008% das ações preferenciais, além de instrumentos derivativos vinculados aos papéis.
O Assaí (ASAI3) também registrou aquisição relevante de ações por fundos de investimento, conforme regras da CVM.
A Azul (AZUL53) informou que a gestora Readystate Asset Management passou a deter 8,8% do capital social por meio de American Depositary Shares (ADS).
Já a Multiplan (MULT3) recebeu indicação de membros para o conselho fiscal por acionistas minoritários, com eleição prevista para a assembleia de 27 de março.
Capitalização e financiamento ganham destaque
A Pague Menos (PGMN3) homologou aumento de capital de R$ 144,5 milhões mediante emissão de 26,2 milhões de novas ações ordinárias a R$ 5,51 cada. As ações terão os mesmos direitos das já existentes, incluindo dividendos e juros sobre capital próprio.
A MBRF (MBRF3), por meio da BRF, anunciou aporte de R$ 300 milhões em um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) do agronegócio no Paraná. A Fomento Paraná participou como cotista sênior com R$ 75 milhões. O objetivo é financiar fornecedores da cadeia produtiva.
Oi entre as ações para ficar no radar
A Oi (OIBR3) informou que a Justiça autorizou a segunda rodada de leilão reverso para pagamento de créditos extraconcursais vencidos até 31 de janeiro de 2026.
A medida faz parte do processo de recuperação judicial da companhia.
Telecom: dividendos chamam atenção
A TIM divulgou plano estratégico focado apenas em 2026 e abandonou projeções plurianuais. A companhia projeta distribuição total entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,5 bilhões em dividendos ao longo do ano, acima do consenso de mercado, com retorno estimado próximo de 8%.
O que observar agora
O conjunto de anúncios indica três tendências acompanhadas pelo mercado:
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foco em geração de caixa e remuneração ao acionista;
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reorganização de estrutura de capital e dívida;
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expansão via crédito e financiamento da cadeia produtiva.
Com resultados corporativos ainda em divulgação, investidores devem manter essas ações no radar nas próximas sessões, especialmente diante de revisões de projeções e mudanças de posicionamento de fundos institucionais.













