O Ibovespa encerrou a semana com desempenho positivo e renovação de recorde histórico, consolidando o movimento de recuperação observado ao longo de fevereiro. Em uma semana mais curta por conta do feriado de Carnaval, o índice ganhou força nos dois últimos pregões e confirmou o bom momento do mercado brasileiro.
Na sexta-feira (20), o Ibovespa fechou aos 190.534 pontos, com alta de 1,06% no dia. No acumulado da semana, o avanço foi de aproximadamente 2,18%, garantindo mais um período de valorização para a bolsa brasileira em 2026.
Recorde histórico e aceleração no fim da semana
Durante o pregão de sexta, o índice chegou à máxima intradiária de 190.726 pontos, superando o recorde anterior e marcando o maior nível da história. O movimento foi impulsionado principalmente pelas altas de quinta-feira (+1,35%) e sexta-feira (+1,06%), que concentraram o desempenho positivo do período.
O ambiente externo mais favorável contribuiu para o avanço, com bolsas internacionais operando em tom positivo, o que elevou o apetite por ativos de risco em mercados emergentes, como o Brasil.
Câmbio, juros e fluxo estrangeiro
No mercado de câmbio, o dólar perdeu força frente ao real ao longo da semana, movimento que ajudou a sustentar a entrada de fluxo estrangeiro na B3. A melhora no humor externo e ajustes nas curvas de juros futuros também favoreceram ações mais sensíveis ao cenário doméstico.
O recuo da moeda norte-americana e a acomodação das taxas de juros contribuíram para o fortalecimento de setores ligados à economia interna, enquanto empresas de commodities acompanharam o desempenho dos mercados globais.
Acumulado do ano segue positivo
Com o resultado da semana, o Ibovespa amplia os ganhos no acumulado de 2026 e mantém trajetória de valorização consistente. O desempenho reforça a percepção de maior confiança dos investidores no cenário brasileiro, em meio a um ambiente internacional menos pressionado e sinais de estabilidade no mercado doméstico.
O patamar acima dos 190 mil pontos consolida um novo marco para a bolsa brasileira e coloca o mercado atento à continuidade do fluxo externo e aos próximos indicadores econômicos que possam influenciar o ritmo dos ativos nas próximas semanas.













