O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira em queda, interrompendo uma sequência de máximas históricas recentes. O movimento refletiu principalmente o ambiente de maior aversão ao risco nos mercados internacionais, com investidores adotando postura mais defensiva diante da volatilidade nas bolsas globais.
O índice fechou aos 187.766 pontos, com recuo de 1,02%, pressionado pelo desempenho negativo de ações ligadas a commodities e pelo ajuste técnico após as altas acumuladas nos últimos dias.
Exterior pesa no humor dos investidores
O sinal negativo veio do exterior, especialmente de Nova York, onde os principais índices oscilaram diante de incertezas envolvendo o setor de tecnologia e novas discussões sobre valuation de empresas ligadas à inteligência artificial. O cenário reduziu o apetite por ativos de maior risco, impactando emergentes como o Brasil.
O dólar também avançou frente ao real, acompanhando o movimento global de busca por proteção.
Destaques corporativos
Entre as ações de maior peso no índice, os papéis da Petrobras recuaram, acompanhando a queda dos preços internacionais do petróleo.
Na ponta positiva, o Banco do Brasil registrou valorização após divulgar resultados trimestrais acima das expectativas do mercado, embora analistas tenham feito ponderações sobre a qualidade dos números apresentados.
Outro destaque foi a Ambev, que apresentou desempenho positivo após a divulgação de seu balanço do quarto trimestre, com recepção favorável por parte dos investidores.
Acumulado da semana
Apesar do recuo na sessão, o índice ainda mantém ganhos no acumulado da semana, sustentado pelo fluxo estrangeiro e pelo desempenho consistente de setores ligados ao consumo e ao sistema financeiro nos últimos pregões.
O cenário segue sensível ao ambiente internacional e à temporada de balanços corporativos, que continua ditando o ritmo dos negócios na B3.













