O Carnaval é um dos maiores testes de estresse para marcas que operam em varejo, turismo e delivery. Com milhões de consumidores concentrando compras em poucos dias, empresas enfrentam picos simultâneos de demanda, pressão logística e expectativa por respostas imediatas. Estima-se que 65 milhões de foliões aproveitarão a festa, uma alta de 22% em relação a 2025, segundo dados das Secretarias de Turismo estaduais, ampliando o impacto econômico e também os riscos operacionais.
Nesse caso, promoções deixam de ser o principal diferencial. O desafio passa a ser garantir experiências de compra fluidas, comunicação rápida e consistência no atendimento em todos os pontos de contato. “Uma estratégia de experiência bem-sucedida nesse período não se resume a promoções relâmpago, mas à capacidade de antecipar demandas, reduzir fricções e oferecer soluções imediatas”, comenta Giovanna Dominiquini, Diretora de Vendas da plataforma global de comunicações em nuvem Infobip.
A tecnologia tem papel central para sustentar esse ritmo acelerado. Em períodos de alta demanda, ela melhora a agilidade comunicacional e permite interações imediatas. A redução no tempo de resposta aumenta o engajamento e é uma preferência do consumidor. O relatório Messaging Trends 2025, da própria Infobip, apontou que 81% dos brasileiros usam o Whatsapp para interagir com marcas e 75% preferem ser contatados por empresas pelo canal, um indicativo claro de que a comunicação digital se consolidou como infraestrutura crítica para o varejo.
Além da velocidade, estratégias conversacionais exigem personalização e contexto. No Carnaval, ofertas genéricas tendem a perder relevância. Para isso, sistemas de automação e análise de dados oferecem às empresas a capacidade de antecipar necessidades e reduzir fricções ao longo da jornada do cliente. Além disso, impulsionam estratégias de cross-selling e integrações entre ambientes físico e digital.
Para o varejo, a data exige preparo em múltiplas frentes, com preços competitivos, gestão eficiente de estoque, logística ágil e atendimento capaz de absorver picos sem comprometer a experiência. Falhas nesses pontos, comuns em períodos sazonais, costumam se refletir rapidamente em reclamações públicas e abandono de carrinho. Já no turismo, consumidores esperam processos simples, reservas sem atrasos e informações claras sobre serviços. A fidelização, nesse contexto, depende da capacidade de alinhar operação e atendimento em tempo real.
No delivery, o desafio é ainda mais sensível. A combinação de foliões nas ruas e consumidores em casa eleva a pressão por entregas pontuais, comunicação transparente sobre o status dos pedidos e disponibilidade de produtos. Qualquer ruído nesse processo tende a gerar frustração imediata e impacto direto na percepção da marca.
Para Giovanna, o Carnaval pressiona a agilidade e a precisão na operação das empresas de delivery. “A demanda de foliões, turistas e até mesmo daqueles que ficaram em casa aumenta as expectativas por entregas pontuais, comunicação clara sobre o status dos pedidos e disponibilidade de produtos. A integração de processos simplificados e eficiência operacional é essencial para evitar frustrações e assegurar uma experiência positiva”, encerra a executiva.













