O radar corporativo desta quarta-feira (11) concentra uma série de divulgações relevantes entre companhias listadas na B3, com destaque para resultados de TIM e Suzano, dados operacionais do setor de petróleo, mudanças de gestão e alertas de risco no setor aéreo.
Investidores também acompanham a agenda de balanços após o fechamento do mercado, com Banco do Brasil, Assaí, Banco Inter, Totvs, Klabin e Riachuelo.
TIM no radar corporativo
A TIM (TIMS3) reportou lucro líquido normalizado de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre, alta de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior e acima das projeções médias do mercado.
O Ebitda normalizado somou R$ 3,67 bilhões, avanço de 9,7% na comparação anual. O desempenho reforça a percepção de estabilidade operacional no setor de telecomunicações e tende a influenciar a leitura dos investidores sobre geração de caixa da companhia.
Suzano mantém estratégia de controle de oferta
A Suzano (SUZB3) apresentou queda no resultado operacional do quarto trimestre frente ao mesmo período de 2024, em números considerados em linha com o esperado.
A companhia informou ainda que manterá, em 2025, produção de celulose de mercado cerca de 3,5% inferior à sua capacidade nominal anual. A estratégia, adotada desde meados do ano passado, busca equilibrar oferta global e preços da commodity.
Petróleo: produção e operações no foco
No setor de energia, a Petrobras (PETR4) divulgou dados operacionais recentes, após ter reportado produção anual recorde em 2025, enquanto a PetroRecôncavo (RECV3) informou produção média de 24,1 mil barris de óleo equivalente por dia em dezembro, queda de 3,5% frente ao mês anterior.
Azul alerta para riscos ligados ao Chapter 11
A Azul (AZUL4) comunicou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que o atraso na conclusão do processo de reestruturação sob o Chapter 11 pode trazer “graves riscos” à saúde financeira e até à continuidade operacional da companhia.
O órgão antitruste deve analisar recurso relacionado à operação envolvendo a United Airlines, considerada parte relevante do plano de reorganização financeira da empresa.
Mudanças societárias e de rating no radar corporativo
A Oncoclínicas (ONCO3) informou alteração em sua estrutura acionária: o acionista Bruno Lemos Ferrari passou a deter 54.246.723 ações ordinárias, equivalentes a 4,79% do capital social.
Já a Raízen (RAIZ4) teve seu rating corporativo rebaixado pela Moody’s Local Brasil, de “AAA.Br” para “CCC+.Br”, com perspectiva colocada em revisão para possível novo rebaixamento.
Gestão e captação de recursos
A Smart Fit (SMFT3) anunciou troca de CEO e diretor financeiro, sinalizando reorganização administrativa.
A Sabesp (SBSP3), por sua vez, aprovou a 38ª emissão de debêntures simples não conversíveis em ações, no valor total de até R$ 6,29 bilhões, destinada exclusivamente a investidores profissionais.
Divulgação de Klabin e Inter no radar corporativo
A Klabin (KLBN11) registrou lucro líquido de R$ 168 milhões no quarto trimestre, queda de 69% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 1,83 bilhão, com margem de 35%, enquanto a receita líquida recuou 2%, para R$ 5,17 bilhões.
O Inter&Co reportou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2025, crescimento de 45%. A carteira de crédito avançou 36% e a base de clientes atingiu 25 milhões.













