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Para Vorcaro, a culpa é de quem deveria vigiar

Depoimento de Daniel Vorcaro reacende debate sobre falhas na supervisão do BC e uso do FGC como modelo de negócio

Aluizio Falcão FilhoPor Aluizio Falcão Filho
26/01/2026

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teve seu depoimento à Polícia vazado à imprensa neste final de semana. Na oitiva, uma declaração chama atenção: “O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, essa era a regra do jogo”, afirmou Vorcaro aos policiais. FGC, no caso, é o Fundo Garantidor de Crédito, que assegura a liquidez de qualquer investimento em bancos até o valor de R$ 250.000,00 por CPF.

Ou seja, a culpa de tudo é da regra – ou de quem fiscaliza a regra. O fato de ele ter emitido CDBs além de sua capacidade de pagamento não seria um problema, na visão do ex-banqueiro. Segundo Vorcaro, o banco sempre foi “solvente”, mas uma mudança de regras na condução do FGC teria provocado uma “crise de liquidez”.

Na prática, o dono do Master aproveitou-se de uma brecha no sistema e passou a explorá-la. Quando isso foi percebido e coibido, ele se movimentou para ampliar o esquema. Por esta razão, muitos políticos tentaram ampliar a garantia de depósitos do FGC para um milhão de reais.

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Se Vorcaro conseguiu criar todo esse desconforto no mercado financeiro, com um passivo de R$ 41 bilhões em CDBs emitidos, a partir de um limite de R$ 250.000,00 por CPF, o que aconteceria se essa barreira fosse esticada?

Vorcaro inverte o senso comum para dizer que a culpa é de quem deveria vigiá-lo, já que ele descobriu uma brecha nas regras e ninguém o impediu. Quando o Banco Central finalmente entrou em campo, o tamanho do estrago era enorme. E, diga-se de passagem, a liquidação foi motivada por fraudes em suas carteiras de crédito e não por uma suposta falta de liquidez.

Mas o depoimento do ex-banqueiro traz um ponto importante nessa discussão: por que o Banco Central demorou tanto para agir? Desde 2023, já se comentava a situação do banco. Mas em 2024, a instituição começou a oferecer taxas estratosféricas de remuneração para seus papeis. Neste período, o presidente da autoridade reguladora era Roberto Campos Neto, que se afastou somente em 1º de janeiro de 2025.

Campos Neto manteve uma postura excessivamente passiva diante dos sinais de alerta. A escalada das taxas pagas pelo Master, muito acima do padrão de mercado, já indicava que algo estava profundamente errado na estrutura de captação do banco. Mesmo assim, a supervisão não adotou medidas proporcionais à gravidade do risco que se formava. A leitura predominante no mercado é que o BC hesitou em intervir, mesmo diante de um comportamento que destoava de forma evidente do restante do sistema financeiro.

Essa demora acabou permitindo que o problema crescesse até um ponto em que a única saída possível foi a liquidação. A supervisão bancária existe justamente para impedir que distorções se transformem em crises e a atuação tardia expôs fragilidades importantes na capacidade de resposta da autoridade monetária.

Gabriel Galípolo, que assumiu o comando do Banco Central após a saída de Campos Neto, adotou uma postura mais assertiva diante do problema, determinando a liquidação do Banco Master (mesmo assim, muitos acreditam que a intervenção do BC poderia ter vindo bem antes de novembro). De qualquer forma, Galípolo sinalizou que práticas irregulares e riscos sistêmicos não seriam mais tolerados, encerrando de forma definitiva a trajetória do Master no sistema financeiro brasileiro.

Um caso dessa dimensão não termina apenas com números frios ou relatórios técnicos. Ele expõe o que acontece quando a esperteza de um agente privado encontra a complacência de quem deveria zelar pela estabilidade do sistema. O Master não cresceu no escuro; sua expansão ocorreu à luz do dia, diante de todos, enquanto sinais de alerta se acumulavam sem que a autoridade máxima do setor financeiro reagisse com a firmeza necessária.

A liquidação encerra a história, mas não o debate. O episódio deixa uma marca profunda e um aviso claro: brechas regulatórias não são acidentes inevitáveis e sim escolhas institucionais. E quando essas escolhas permitem que um banco transforme o FGC em modelo de negócio, o problema não é apenas o banqueiro que se aproveita da brecha, mas o guardião que não fecha a porta na hora correta.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

DANIEL VORCARO

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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