Conectando Copenhague (Dinamarca) e Malmö (Suécia), a Ponte de Øresund é uma das obras de engenharia mais espetaculares da Europa. Com 16 km de extensão, ela não é apenas uma ponte, mas um sistema híbrido que mergulha sob o mar em um túnel, ancorado por uma ilha artificial de 4 km.
Por que a Ponte de Øresund mergulha de repente no mar?
A solução engenhosa foi uma necessidade aeronáutica. O Aeroporto de Copenhague, um dos mais movimentados da Escandinávia, fica muito próximo do estreito. Uma ponte estaiada contínua teria que ser alta demais, representando um perigo para os aviões em aproximação.

Para resolver o impasse, os engenheiros projetaram uma transição única: a ponte termina na ilha artificial de Peberholm, de onde os veículos descem para o Túnel Drogden, de 4 km, que passa por baixo do principal canal de navegação e da rota dos aviões, emergindo já na costa dinamarquesa.
A estrutura híbrida em números:
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8 km: Extensão da ponte estaiada e de acesso.
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4 km: Comprimento da ilha artificial de Peberholm.
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4 km: Extensão do túnel submerso Drogden.
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16 km: Comprimento total da travessia.
Como foi construída a ilha artificial de Peberholm?
A ilha de Peberholm, que serve como ponto de conexão, foi criada do zero utilizando material dragado do fundo do mar durante a construção do túnel e dos pilares da ponte. Com seus 4 km de comprimento, ela funciona como uma rampa de acesso entre a estrutura elevada e a submersa.
Curiosamente, a ilha foi deixada para a natureza colonizar e hoje se tornou uma reserva ecológica, servindo como um santuário para aves raras e plantas, um exemplo de como a engenharia pode criar novos habitats. Projetos de infraestrutura de grande porte no Brasil, como os gerenciados pelo DNIT, frequentemente estudam esses impactos ambientais.
Quais os desafios de uma obra híbrida como essa?
O maior desafio foi a precisão. Unir uma ponte, uma ilha artificial e um túnel no meio de um estreito marítimo exigiu uma coordenação milimétrica entre as equipes dinamarquesas e suecas. A construção dos segmentos do túnel em terra e seu posterior reboque e submersão no local exato foi uma operação de altíssimo risco.
Para conhecer uma das obras de engenharia mais impressionantes da Escandinávia, selecionamos o conteúdo do canal Josemar Candeia – Locutor. No vídeo a seguir, o especialista detalha visualmente a Ponte do Øresund, que conecta a Dinamarca e a Suécia, destacando como essa estrutura combina ponte e túnel subaquático em uma travessia monumental:
A estrutura também foi projetada para acomodar o tráfego em dois níveis: uma rodovia na parte superior e uma linha de trem na inferior, otimizando o fluxo e integrando os dois modais de transporte.
Níveis da travessia:
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Nível Superior: Rodovia com quatro faixas de rolamento.
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Nível Inferior: Ferrovia com duas linhas para trens de passageiros e carga.
Qual o impacto da ponte para a região?
A Ponte de Øresund unificou a chamada Região de Øresund, transformando Copenhague e Malmö em uma área metropolitana transnacional. Hoje, milhares de pessoas vivem em um país e trabalham no outro, um fenômeno de integração socioeconômica estudado por urbanistas e demógrafos, como os do IBGE no Brasil.
O que antes era uma viagem de balsa de horas, agora é um trajeto de carro ou trem de poucos minutos, impulsionando o comércio, o turismo e o mercado de trabalho em ambos os lados da fronteira.
| Seção da Obra | Função Principal |
| Ponte | Travessia elevada sobre águas mais rasas. |
| Ilha Artificial | Conexão entre a ponte e o túnel. |
| Túnel | Passagem submersa sob o canal de navegação. |

