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Bolsa Família e benefícios sociais reduzem força de trabalho e pressionam a inflação, diz Mansueto

A expansão dos programas sociais cria distorções no mercado de trabalho, pressiona a inflação e mantém juros elevados, avalia o economista-chefe do BTG Pactual

Paula Moraes Por Paula Moraes
15/12/2025
Em ECONOMIA

A expansão dos programas de transferência de renda no Brasil tem reduzido a força de trabalho, pressionado a inflação e imposto custos crescentes justamente à população mais vulnerável. A avaliação é do economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, que participou do segundo dia do Profit Summit, evento promovido pela Nelogica, em São Paulo.

O painel foi conduzido por Marcos Boschetti, CEO e cofundador da Nelogica. Durante o debate, Mansueto respondeu a uma pergunta feita por um investidor e comerciante da plateia, que relatou dificuldades para contratar funcionários diante da percepção de que parte dos trabalhadores prefere permanecer recebendo benefícios sociais. Segundo o economista, as regras dos programas precisam ser revistas, já que o ambiente econômico e demográfico do país mudou de forma relevante.Atualmente, cerca de 20 milhões de famílias recebem benefícios sociais como o Bolsa Família, número bem acima das aproximadamente 13 milhões atendidas em 2020. Para Mansueto, esse crescimento exige atenção especial aos incentivos criados pelos programas e aos efeitos de longo prazo sobre o mercado de trabalho.

Força de trabalho menor distorce leitura do desemprego

Mansueto destacou que o Brasil registra uma taxa de desemprego historicamente baixa, mas isso não reflete necessariamente um mercado de trabalho mais aquecido. Um dos fatores que explicam o indicador é a redução da força de trabalho, com pessoas deixando de procurar emprego e, portanto, saindo da estatística.

“O desemprego cai porque a força de trabalho está menor”, afirmou. Ele lembrou que, durante a pandemia, o Brasil perdeu cerca de 8 milhões de empregos em função do lockdown. Em 2021, houve recuperação, e entre 2022 e 2024 o país gerou aproximadamente 2 milhões de vagas por ano. Esse ciclo, porém, não deve se repetir.

Para manter a taxa de desemprego estável nos próximos anos, o Brasil precisará gerar entre 800 mil e 900 mil empregos por ano, ritmo compatível com crescimento próximo de 2% ao ano, mas insuficiente para mudanças estruturais mais profundas. “A dinâmica mudou. O crescimento não virá mais da quantidade de pessoas trabalhando, mas da produtividade”, afirmou.

Produtividade travada há 40 anos

O economista lembrou que a produtividade brasileira cresce, em média, 0,5% ao ano há quatro décadas, patamar considerado insuficiente para sustentar o crescimento econômico de longo prazo. A exceção é o agronegócio, onde o avanço tecnológico e organizacional permitiu ganhos expressivos de eficiência.

Segundo Mansueto, ampliar a produtividade nos demais setores da economia exige maior incorporação de tecnologia, melhora da qualidade da educação, ambiente regulatório estável e previsível, além de estímulos à inovação e à competição. “Sem isso, o crescimento vai continuar limitado”, disse.

Gasto social elevado pressiona inflação e prejudica os mais pobres

Para Mansueto, há hoje um paradoxo na política social brasileira. Ao expandir o gasto público sem revisão de critérios, o governo pressiona a inflação e obriga o Banco Central a manter juros elevados por mais tempo, o que prejudica exatamente as camadas mais vulneráveis da população.

“O governo amplia o gasto, pressiona a inflação e mantém juros muito altos. Quem sofre mais com isso são os mais pobres”, afirmou.

Ele destacou que o crédito pessoal no Brasil opera atualmente com juros próximos de 50% ao ano, reduzindo drasticamente a capacidade de consumo das famílias. “As pessoas não conseguem comprar uma TV, um carro ou um eletrodoméstico como antes”, observou.

Despesa obrigatória e dívida pública ampliam o risco fiscal

Mansueto ressaltou que o principal desafio fiscal do país está no crescimento das despesas obrigatórias, especialmente previdência e políticas de salário mínimo corrigido acima da inflação. Segundo ele, essas regras automáticas pressionam a dívida pública, dificultam o cumprimento das metas fiscais e exigem emissões crescentes de títulos públicos com juros elevados.

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“O problema não é apenas cortar gasto, é desacelerar a trajetória de crescimento da despesa”, afirmou. Para o economista, enquanto a dinâmica da dívida seguir avançando nesse ritmo, o país continuará convivendo com prêmios de risco elevados e custo de capital mais caro do que o observado em economias comparáveis.

Revisão dos benefícios será inevitável a partir de 2027

Na avaliação de Mansueto, qualquer governo que assumir a partir de 2027 terá de revisar a estrutura dos programas sociais — não para reduzir a proteção, mas para corrigir distorções, evitar desincentivos ao trabalho e conter a pressão sobre as contas públicas.

O economista lembrou que o impacto fiscal dos auxílios sociais hoje está em torno de R$ 160 bilhões, enquanto há poucos anos esse valor girava próximo de R$ 20 bilhões. “A questão não é deixar de ajudar, mas ajudar de forma eficiente e sustentável”, disse.

Demografia impõe novo limite ao crescimento

Mansueto reforçou que o Brasil vive o fim do chamado bônus demográfico e entra em um processo acelerado de envelhecimento da população. A partir de 2040, a população brasileira deve começar a cair, reduzindo ainda mais a força de trabalho disponível e aumentando a pressão sobre o sistema previdenciário e sobre o crescimento potencial da economia.

“Se o país não ajustar incentivos e não aumentar produtividade, a demografia vai ganhar esse jogo  e o crescimento vai cair”, concluiu.

 

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