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Empresários brasileiros migram para o Paraguai e o caso Ratinho explica por quê

Renata Nunes Por Renata Nunes
03/11/2025
Em EMPRESAS E NEGÓCIOS

O apresentador Ratinho anunciou nas redes que agora tem residência permanente no Paraguai e associou a mudança a “oportunidades empresariais”. O caso ganhou tração justamente porque conecta celebridade, negócios e planejamento de patrimônio, três peças do xadrez que explicam a nova rota de brasileiros para Assunção e o eixo Alto Paraná.

A decisão de Ratinho de obter residência permanente no país vizinho virou mais do que um gesto pessoal, tornou-se um espelho de um movimento silencioso de capital e de pessoas que buscam previsibilidade, menor carga fiscal e distância da polarização política.

Empresários estão ‘fugindo’ para o Paraguai

Nos últimos anos, o Paraguai vem se consolidando como um destino cada vez mais atraente para brasileiros com elevado poder aquisitivo ou perfil empresarial e o caso citado na abertura não é isolado. Em 2024, a Dirección Nacional de Migraciones do Paraguai registrou quase 30 mil autorizações de residência temporária, e desses, 60% eram brasileiros.

Já o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, estima que os brasileiros residentes no Paraguai em 2024, foram cerca de 254 mil.

O atrativo fiscal do Paraguai: vantagens práticas

O coração da decisão de muitos empresários brasileiros que cruzam a fronteira não está apenas na ideologia ou no cansaço institucional: está na matemática. No Brasil, o ambiente de negócio é bastante hostil ao empreendedorismo e isso tem sido um fator determinante para as decisões das pessoas de migrarem para outros países.

O Paraguai oferece uma das estruturas tributárias mais simples e previsíveis do continente e é justamente a previsibilidade que hoje se tornou um luxo raro no ambiente de negócios brasileiro. Segundo Renoir Vieira, sócio da Duna Capital, o país vizinho “adota uma alíquota unificada de 10% para o imposto de renda, 10% para o imposto sobre ganhos de capital e 10% para o IVA, o equivalente ao nosso imposto sobre consumo. Além disso, lucros obtidos fora do Paraguai não são tributados quando repatriados, o que o torna extremamente competitivo”.

A diferença com o Brasil é expressiva: aqui, a tributação sobre dividendos e o sistema progressivo de IRPF, que pode chegar a 27,5%, somam-se a uma carga indireta pesada, à burocracia e à instabilidade regulatória. No Paraguai, a simplicidade fiscal reduz custos operacionais e oferece segurança jurídica para quem deseja abrir empresas ou transferir parte do patrimônio.

“O Paraguai possui zonas francas que garantem isenção de impostos por períodos que podem chegar a quase 100 anos, o que atrai indústrias, fundos e holdings que buscam uma base regional para operar na América do Sul”, destaca Vieira.

Paraguai tem processo de residência fácil

Outro diferencial é o custo e a facilidade do processo de residência. “O brasileiro que decide se estabelecer no Paraguai enfrenta um processo rápido, que leva menos de seis meses e custa entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, já incluindo honorários e taxas. É um dos processos mais acessíveis da região, e existe um acordo bilateral que simplifica ainda mais essa migração”, explica o empresário.

Por trás da lógica tributária, há também a percepção de um ambiente estável, com baixo custo de energia, população jovem e economia em crescimento. O país, que ostenta grau de investimento, status que o Brasil perdeu há quase uma década, oferece incentivos diretos ao empreendedorismo e demonstra disposição em competir por capital estrangeiro.

“O Paraguai não é um paraíso fiscal, é apenas um país com regras competitivas e sólidas, com uma política racional e transparente. Ele não possui estruturas de sigilo financeiro típicas de paraísos no Caribe, mas oferece segurança para quem quer trabalhar, investir e gerar riqueza”, resume Vieira.

Estilo de vida também pesa

De acordo com dados da Dirección Nacional de Migraciones, os principais polos de atração são Assunção, Ciudad del Este e Hernandarias, cidades que concentram investimentos privados em condomínios de alto padrão, escolas bilíngues e clínicas de referência. Esse conjunto vem transformando o país em um pequeno ecossistema de qualidade de vida acessível, com custo até 40% inferior ao das capitais brasileiras, segundo estimativas do mercado imobiliário local.

“O custo de vida no Paraguai é significativamente menor do que no Brasil, especialmente quando comparamos energia, combustíveis e impostos sobre consumo”, observa Renoir Vieira. “Isso permite que empresários mantenham um padrão de conforto equivalente ao das grandes cidades brasileiras, mas com despesas e riscos muito menores.”

A estabilidade institucional também pesa na balança. Em mais de dois séculos de história, o Paraguai teve apenas um governo de esquerda, e hoje ostenta o investment grade que o Brasil ainda tenta reconquistar. A previsibilidade das regras e o discurso favorável ao empreendedorismo criam um ambiente de confiança, algo que muitos empresários dizem ter se perdido no Brasil.

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Além disso, há um fator subjetivo, mas poderoso: o sentimento de tranquilidade e segurança pessoal. “Muitos brasileiros que conheço relatam que o simples fato de andar nas ruas sem preocupação com violência ou instabilidade política já é um diferencial. O Paraguai oferece uma sensação de normalidade que, no Brasil, se tornou rara”, comenta Vieira.

O símbolo de uma mudança silenciosa

O caso de Ratinho acabou funcionando como metáfora de algo muito maior do que uma simples mudança de endereço. Ele expõe uma migração silenciosa de capital, talento e confiança, que começa a redesenhar o mapa da elite empreendedora brasileira.

Para o sócio da Duna Capital, Renoir Vieira, “o Brasil está incentivando, ainda que indiretamente, a saída das pessoas mais produtivas, mais bem-sucedidas e mais capacitadas, justamente aquelas que poderiam ajudar a construir o crescimento interno”. Segundo ele, trata-se de um “processo de drenagem de capital humano e financeiro que, se continuar, vai enfraquecer o potencial de investimento e inovação no país”.

A leitura é compartilhada por analistas que veem, nesse movimento, um sintoma de desconfiança institucional, uma espécie de “voto com o passaporte”. A busca por previsibilidade, segurança jurídica e racionalidade fiscal revela o quanto o Brasil ainda precisa amadurecer seu ambiente de negócios para competir globalmente.

No fim, o fenômeno vai além do Paraguai. Ele questiona o modelo de desenvolvimento de um país que pune o sucesso e burocratiza o empreendedorismo. Enquanto o Brasil discute novos tributos e revisões fiscais, vizinhos como o Paraguai simplificam regras, atraem investimentos e transformam a percepção sobre risco na América do Sul.

E a pergunta que fica, ecoando o ponto de partida desta reportagem, é inevitável: O que o Brasil está fazendo, ou deixando de fazer, para manter seus talentos, empresários e investidores dentro de casa?

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