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Tecnologia, terceiro setor e turismo em debate no Money Report

Redação BM&C News Por Redação BM&C News
05/09/2025
Em Entrevista, Exclusivas, MONEY REPORT

O programa Money Report reuniu três lideranças de mundos distintos, mas com um ponto em comum, o crescimento com disciplina e inovação. Participaram Fábio Freire (CEO da FindUp), Wellington Vitorino (presidente do Instituto FOR) e Fabio Godinho (CEO da CVC Corp), em uma conversa que percorreu pivotagens estratégicas, monetização de tecnologia e modelos de negócio sustentáveis. Além disso, o debate destacou como decisões de produto, canais e capital moldam resultados em ambientes competitivos.

Nesse sentido, a FindUp explicou sua virada de B2C para B2B; o Instituto FOR detalhou o caminho para reduzir dependência de doações com receita própria; e a CVC mostrou como a omnicanalidade elevou conversão e viabilizou expansão de lojas com menor capex. Por outro lado, os três concordaram num ponto, a tecnologia deixou de ser suporte e tornou-se motor de receita, eficiência e relacionamento.

Como a FindUp transformou dor operacional em produto de escala?

Fábio Freire relatou que a ideia da FindUp nasceu de um problema recorrente de campo em 2014, a baixa confiabilidade no atendimento técnico e a necessidade de visibilidade em tempo real. A solução evoluiu para uma plataforma “Uber da TI”, que começou B2C, mas logo migrou para B2B por custo de aquisição elevado no consumidor final. Além disso, a virada se confirmou ao fechar, em 2016, a Calvin Klein como cliente, uma prova de conceito que revelou churn quase zero quando o serviço resolve a dor do varejo capilarizado.

Enquanto isso, a companhia investiu em IA para reduzir chamados: análise de sentimento durante o contato, roteamento inteligente e indicadores preditivos para antecipar falhas (por exemplo, e-mail corporativo prestes a cair). O objetivo é inverter o incentivo setorial: ganhar valor não por número de tickets, mas por uptime e predição. Nesse sentido, a lógica é clara, se a base está estável e produtiva, o negócio do cliente performa melhor.

Instituto FOR: é possível escalar impacto com receita própria?

Wellington Vitorino descreveu a “pivotagem” do Instituto FOR rumo à sustentabilidade financeira. O plano definiu metas plurianuais de receita própria e criação de produtos/serviços corporativos de formação de lideranças, preservando o core: seleção rigorosa e impacto público-privado. Além disso, o FOR desenvolveu trilhas para empresas como McDonald’s e Bemol, e integra iniciativas como o Mover, formando centenas de profissionais ao ano e mantendo programas como PR Líder, Pocket (em 20 estados) e trilhas para preparar pessoas pretas, pardas e indígenas para estudar no exterior.

Por outro lado, a governança combina conselho com metas de escala e redes de alto nível. O instituto hoje fatura entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões ao ano, paga impostos quando atua em educação corporativa e reinveste em suas frentes de impacto. Enquanto isso, Vitorino pesquisa no MIT soluções para produção de alimentos em terras degradadas (cerca de 338 mil km² no Brasil) e integra energia/tecnologia (como solar e fish farming), uma tese para um novo negócio global com foco em segurança alimentar.

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Tecnologia e digital na CVC

Fabio Godinho apresentou a transformação da CVC após seu retorno em 2023, construção de um modelo omnicanal (o “figital”) em parceria tecnológica, no qual o cliente inicia a jornada no digital e fecha com consultoria confiável, muitas vezes via WhatsApp da loja. Além disso, a empresa integrou funil, SLA e CRM, aplicou tecnologia de IA para apoiar vendedores e organizou a gestão por loja, estado e produto.

Nesse sentido, o 56% das vendas das lojas já ocorre por canal digital (trimestre recente), sem depender de “walk-in”. Por outro lado, a assistência humana permanece central, pois viagens familiares têm alto tíquete, planejamento médio de quatro meses e inúmeras mudanças de rota até o embarque.

Além disso, os casos convergem em três alavancas, foco no problema real do cliente, disciplina de capital e tecnologia como geradora de receita. Por outro lado, todos assumem que a execução, seja via IA preditiva, formação corporativa em escala ou orquestração omnicanal, exige governança, métricas e resiliência a choques (de ciclos de VC a pandemias).

Como transformar tecnologia de “centro de custo” em “centro de receita”?

Enquanto isso, os entrevistados reforçam que o CIO precisa agir como executivo de negócios, definir prioridades orientadas a valor, medir impacto no NPS, uptime, conversão e caixa, e ajustar o portfólio continuamente. Em última análise, a mensagem é pragmática: quando produto, canal e capital se alinham, a inovação sai do discurso e aparece no EBITDA, na geração de caixa e no crescimento sustentável.

Por fim, a FindUp segue ampliando predição para reduzir chamados; o Instituto FOR continua escalando receitas próprias para financiar impacto público; e a CVC avança no “figital” com IA e expansão capilar. Além disso, a agenda de pesquisa e empreendedorismo em alimentos e energia indica que a fronteira competitiva passa por integrar tecnologia a setores essenciais, com impacto econômico e social mensurável.

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