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Especialistas projetam PIB mais fraco após recuo do IBC-Br

Renata Nunes Por Renata Nunes
18/08/2025
Em ECONOMIA, NACIONAL

O IBC-Br, indicador do Banco Central usado como “prévia” do PIB, caiu 0,10% em junho na série com ajuste sazonal, contrariando a projeção de alta de 0,05%. Além disso, o movimento sucede um recuo mais intenso em maio, reforçando a leitura de perda de tração no início do segundo semestre. Enquanto isso, no segundo trimestre de 2025 o IBC-Br acumulou avanço de 0,3%, o que sugere crescimento moderado e sujeito a oscilações.

Nesse sentido, a composição setorial ajuda a explicar o resultado: a agropecuária recuou 2,3% e a indústria caiu 0,1%, ao passo que serviços e impostos avançaram 0,1%. Por outro lado, o IBC-Br “ex-agro” mostrou leve crescimento de 0,1%, amenizando parcialmente a queda agregada. A média móvel de três meses indica expansão próxima de 0,3% no segundo trimestre, mas a tendência interanual segue em desaceleração, passando de cerca de 4,5% em abril para 2,0% em junho, com o acumulado em 12 meses recuando de 4,1% para 3,9%.

O que o IBC-Br revela sobre o ritmo da economia?

Para Leonardo Costa, economista do ASA, o dado confirma crescimento modesto no trimestre. Ele observa que a variação de -0,1% em junho veio após -0,7% em maio e que a média móvel trimestral aponta para alta próxima de 0,3% no segundo trimestre. Além disso, pela abertura, o destaque negativo foi a agropecuária, “ainda na ressaca de um primeiro trimestre muito forte”, enquanto o IBC-Br excluindo agro avançou 0,1%. Com isso, Costa projeta PIB do segundo trimestre em +0,3% qoqsa, ligeiramente abaixo da estimativa anterior de +0,4%.

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, chama atenção para a volatilidade recente da série por conta de revisões, salientando que junho trouxe leve queda de 0,06% “praticamente em linha com o consenso”, mas consolidando expansão de cerca de 0,28% no trimestre. Além disso, ele destaca a desaceleração interanual do IBC-Br (4,5% em abril → 3,0% em maio → 2,0% em junho) e a queda do acumulado em 12 meses (de 4,1% para 3,9%). Barbosa reforça que serviços seguem como motor do crescimento e que a indústria ainda sente a política monetária restritiva, projetando PIB de 0,2% no segundo trimestre e 2,0% em 2025. Enquanto isso, na sua avaliação, o BC ganha evidências de que a política monetária está operando, mantendo o debate sobre quando iniciar flexibilização: o cenário base da casa segue com corte apenas em janeiro, mas a possibilidade de recuo ainda em 2025 não está descartada, especialmente diante de inflação mais benigna e crédito mais contido.

Já Rafael Perez, economista da Suno Research, ressalta que a perda de fôlego é heterogênea. Segundo ele, a agropecuária devolveu parte do impulso do início do ano, a indústria recuou sob juros altos e maior incerteza externa, enquanto serviços subiram 0,1% amparados pelo mercado de trabalho aquecido e expansão da massa salarial. Além disso, medidas pontuais, como a liberação de precatórios, podem oferecer algum suporte adicional no segundo semestre. Perez projeta +0,4% para o PIB do segundo trimestre e revisa o crescimento de 2025 para 2,3%, abaixo da estimativa anterior.

Quais são os principais vetores de risco e de suporte?

  • Setores: Agro (-2,3%) e indústria (-0,1%) pesaram no mês; serviços e impostos (+0,1%) amorteceram parcialmente.
  • Curto prazo: IBC-Br trimestral próximo de +0,3%; tendência interanual desacelera para ~2,0% em junho.
  • Crédito e juros: Condições mais restritas e Selic elevada seguem limitando a indústria e segmentos dependentes de financiamento.
  • Demanda: Mercado de trabalho e massa salarial amparam serviços; execução orçamentária e precatórios podem sustentar consumo.
  • Externo: Volatilidade global e “guerra comercial” adicionam incerteza para a indústria exportadora.

Como o IBC-Br se conecta às projeções de PIB?

No horizonte da política monetária, a dinâmica do IBC-Br, ao lado da inflação corrente, segue central para o Copom. Por outro lado, a desaceleração gradual da atividade ainda não elimina a necessidade de prudência, sobretudo diante de núcleos de inflação de serviços sensíveis ao mercado de trabalho. Além disso, a leitura de Barbosa sobre créditos mais restritivos, somada a projeções de IPCA em torno de 4,6% para 2025, sugere que o debate sobre o timing de cortes seguirá atrelado à confirmação de um arrefecimento mais consistente.

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Resumo: o que fica do IBC-Br de junho?

  • Junho: IBC-Br -0,10% m/m; consenso era +0,05%.
  • 2º trimestre: IBC-Br +0,3%; média móvel de 3 meses próxima de +0,3%.
  • Abertura: Agro -2,3%; Indústria -0,1%; Serviços +0,1%; Impostos +0,1%; IBC-Br ex-agro +0,1%.
  • Tendência: Interanual cai para ~2% em junho; acumulado 12 meses recua para ~3,9%.
  • PIB (projeções 2T25): ASA +0,3%; AZ Quest +0,2%; Suno +0,4%.
  • PIB 2025: AZ Quest 2,0%; Suno 2,3%.

Em síntese, o IBC-Br de junho adiciona evidências de desaceleração gradual, com serviços sustentando a ponta e indústria e agro devolvendo parte dos ganhos recentes. Além disso, medidas fiscais e o mercado de trabalho podem suavizar a perda de fôlego no curto prazo, mas a manutenção de juros elevados e a incerteza externa recomendam cautela. Enquanto isso, o debate sobre o início da flexibilização monetária seguirá dependente de novas confirmações de atividade mais fraca e de continuidade do processo desinflacionário.

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