O Ibovespa iniciou a semana em alta, refletindo a recuperação dos mercados internacionais após a queda brusca da última sexta-feira. O movimento de vendas foi impulsionado pelo enfraquecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos, evidenciado pelos dados do payroll.
Agora, com o temor crescente de uma possível recessão na maior economia do mundo, os investidores acompanham atentamente os indicadores econômicos para avaliar os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação aos juros. Dessa forma, às 10h20, o Ibovespa opera em alta de 0,13%, cotado aos 134.754,10.
Expectativa de corte na taxa de juros dos EUA
Os contratos futuros de juros nos EUA indicam uma probabilidade crescente de um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Fed. Além disso, as projeções para 2025 sugerem uma queda na taxa de referência para cerca de 3%. Este cenário tem gerado maior cautela nos mercados globais, com reflexos diretos nas operações do Ibovespa Futuro.
Dados de inflação no Brasil
Nesta semana, os investidores brasileiros estão focados na divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O mercado espera uma estabilidade na inflação mensal, com o acumulado do ano previsto em 4,26%.
O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, também trouxe ajustes nas previsões econômicas, com aumento nas estimativas para a taxa Selic em 2024, além de projeções mais altas para a inflação, Produto Interno Bruto (PIB) e o câmbio.
Minério de ferro e mercados globais
Após uma sequência de seis quedas, os preços do minério de ferro na China reagiram positivamente com a expectativa de novos estímulos econômicos no país, que é o maior consumidor dessa commodity. Esse movimento renovou o otimismo dos investidores, que aguardam medidas mais firmes para reverter os dados econômicos fracos recentemente divulgados.
Nos mercados da Ásia-Pacífico, a maioria das bolsas encerrou a sessão em queda, refletindo os resultados do mercado de trabalho americano e a inflação abaixo das expectativas na China.

