O programa Minha Casa, Minha Vida tem proporcionado o avanço do crédito imobiliário, que em 2024 tem o potencial de atingir novamente um recorde, depois de já ter ultrapassado as previsões do setor em 2023.
Em 2023 houve um incremento das solicitações de empréstimos impulsionado pelo programa governamental, mesmo no cenário de segundo maior volume de saídas das cadernetas de poupança na série histórica. Para 2024, a previsão é que os recursos do FGTS para habitação alcançaram aproximadamente R$ 106 bilhões, representando um crescimento de 8% se comparado ao ano anterior.
Relevância da Caixa Econômica Federal para o programa Minha casa Minha vida

O Minha Casa, Minha Vida concede financiamentos subsidiados a famílias de baixa renda, utilizando recursos do FGTS. Esse programa contém também a linha pró-cotista, que se destina a trabalhadores com pelo menos três anos de carteira assinada que buscam adquirir um imóvel residencial com valor de até R$ 1,5 milhão. A Caixa Econômica Federal tem uma participação quase exclusiva tanto no programa como na linha pró-cotista.
Expectativa para 2024
Unindo-se os recursos provenientes do FGTS e da poupança, o setor imobiliário espera que, até o final do ano, sejam concedidos cerca de R$ 259 bilhões. Esse volume seria 3% maior do que o de 2023, tornando 2024 o melhor ano da história do setor.
O FGTS e a poupança, mesmo enfrentando o encolhimento desta última, ainda são as principais fontes de recursos para a construção e compra de imóveis no país.
Ainda que os desafios persistam e que a representatividade da poupança não retorne aos patamares anteriores, o mercado imobiliário tem se mostrado resiliente, buscando alternativas para suprir a demanda e continuar crescendo.
FGTS superando expectativas em 2023
O Fundo de Garantia pelo Tempo de Serviço (FGTS) revelou um desempenho surpreendente em 2023, atingindo um novo patamar em comparação aos desempenhos dos anos anteriores.
“O FGTS, graças ao Minha Casa, Minha Vida, teve um crescimento de 59% em comparação com o ano de 2022. O FGTS está em um patamar diferente em relação a outros anos”, afirmou Sandro Gamba, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

