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Pacote do governo alivia, mas não resolve tarifaço, avaliam especialistas

Renata Nunes Por Renata Nunes
13/08/2025
Em Análises, NACIONAL, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) um pacote de medidas para apoiar empresas brasileiras impactadas pela tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos. A iniciativa, denominada MP Brasil Soberano, prevê a liberação de R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizada por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, fora do limite de gastos do arcabouço fiscal.

O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que classificou a medida dos EUA como uma retaliação injustificável. “O Brasil é um país que está sendo sancionado por ser mais democrático que o seu agressor. É uma situação inédita e incomum no mundo”, afirmou o ministro. Haddad ressaltou que o país “vai enfrentar e superar” essa dificuldade, apesar do apoio de setores que, segundo ele, são “radicalizados” internamente.

Quais as prioridades do pacote anunciado?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o plano dará prioridade a pequenas empresas, especialmente exportadoras de alimentos perecíveis, como espinafre, frutas e mel, além de companhias de máquinas. “As grandes empresas têm mais poder de resistência. Queremos mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, disse Lula.

O pacote também tem como meta preservar empregos e abrir novos mercados para as empresas atingidas. “Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas e procurar outros mercados para elas. Estamos enviando a outros países a lista das companhias que vendiam para os Estados Unidos, porque nosso lema é: ninguém larga a mão de ninguém”, acrescentou o presidente.

Como o mercado recebe o pacote de medidas?

Para Richard Ionescu, CEO do Grupo IOX, o pacote representa um alívio imediato, mas também expõe a necessidade de canais de crédito mais ágeis, além do sistema bancário tradicional. Ele destaca que, com impacto estimado de até R$ 110 bilhões no PIB e risco de 146 mil empregos, soluções como Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) podem ganhar relevância por transformar recebíveis em liquidez no momento certo. “Essa flexibilidade permite que empresas mantenham operações, honrem compromissos e invistam na diversificação de mercados. Para o investidor, o cenário oferece oportunidades de alocação em ativos com lastro real e potencial de retorno consistente, desde que acompanhadas por uma gestão criteriosa de risco”, afirma.

Já Jorge Kotz, CEO da Holding Grupo X, avalia que a sobretaxa de 50% imposta pelos EUA exige que as empresas tratem a gestão financeira e o acesso a crédito como pilares estratégicos. Para ele, as linhas subsidiadas anunciadas pelo governo oferecem fôlego para reorganizar capital de giro e manter operações ativas. “O momento pede líderes preparados para agir rápido, preservar margens e buscar novas oportunidades. Mais do que resistir à crise, é hora de fortalecer cultura organizacional, capacitar equipes e alinhar todos à mesma visão de futuro, garantindo que a empresa saia desse cenário mais competitiva”, aponta.

Fábio Murad, economista e CEO da Super-ETF Educação, ressalta que o pacote contempla diversas frentes, incluindo R$ 30 bilhões via FGE, R$ 10 bilhões para dívidas rurais, linhas de crédito, compras de perecíveis, apoio à folha de pagamento, prorrogação de dívidas e compra de estoques. Ele pondera, no entanto, que as medidas dificilmente neutralizarão impactos de longo prazo se as tarifas forem mantidas. “A resposta fiscal ainda apresenta riscos às contas públicas, aumenta a instabilidade jurídica e pode afetar negativamente investimentos em setores sensíveis à volatilidade externa”, afirma.

Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, destaca que o tarifaço atinge de forma mais direta exportadores de carnes, café, frutas, pescados, máquinas e manufaturados para o mercado americano, com impactos que vão desde queda nas vendas até paralisações e férias coletivas. “A indústria de transformação, como siderurgia, madeira, calçados e agroindústria, também deve sofrer com a realocação de produção para o mercado interno, pressionando preços domésticos e desacelerando o crescimento do PIB entre 0,2% e 1% nos próximos anos“, destaca.

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No pior cenário, até 618 mil empregos podem ser perdidos em dez anos. Araújo avalia que o pacote do governo pode atenuar parte das perdas no curto prazo por meio de crédito emergencial, apoio jurídico e estímulo à demanda interna, mas o sucesso da estratégia dependerá da capacidade do país em diversificar e ampliar seus mercados de exportação.

Medidas emergenciais e busca por novos mercados

De acordo com o governo, os recursos serão liberados por meio de crédito extraordinário, modelo já utilizado em 2024 para socorrer vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Esse tipo de financiamento é destinado a situações emergenciais e não entra no cálculo do teto de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal.

Além do suporte financeiro, o Executivo destacou que haverá esforços diplomáticos para ampliar mercados alternativos às exportações brasileiras. A lista das empresas afetadas será encaminhada a parceiros comerciais, buscando reduzir a dependência do mercado norte-americano e minimizar os impactos econômicos da medida norte-americana.

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