BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

LCIs e LCAs vão ser tributadas – e ainda assim vão valer a pena

Opinião Por Opinião
16/06/2025
Em Análises

Por Carlos Castro*

O mercado financeiro vive um momento de transição importante. A partir de janeiro de 2026, investimentos que até hoje são isentos de imposto de renda, como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas, devem ser tributados com uma alíquota de 5% sobre os rendimentos, conforme estabelecido pela Medida Provisória nº 1.303 e pelo Decreto nº 12.499, ambos de 2025. Ainda assim, mesmo com essa mudança, esses produtos continuam bastante vantajosos na comparação com outros investimentos de renda fixa, que passarão a ter uma tributação padrão de 17,5%, no lugar da tabela regressiva que variava de 22,5% a 15% após dois anos.

Até lá, nada muda. A tributação só incidirá sobre títulos emitidos a partir de 1º de janeiro de 2026. Quem investir em LCI, LCA, CRI ou CRA ainda este ano, em 2025, mantém a isenção total até o vencimento do título, independentemente do prazo. Isso explica o movimento que já começa a ganhar força no mercado: uma expectativa, no curto prazo, de aumento nas emissões desses papéis por bancos, financeiras e securitizadoras, aproveitando o apetite dos investidores por garantir o benefício da isenção enquanto ele ainda existe.

No entanto, mesmo olhando para o cenário a partir de 2026, esses ativos continuam sendo extremamente competitivos. Para entender isso, é fundamental fazer um exercício de equivalência entre um CDB que rende 100% do CDI, já considerando a nova alíquota de 17,5%, e uma LCI ou LCA, que terá uma tributação de 5%.

O cálculo mostra que uma LCI ou LCA rendendo aproximadamente 86,84% do CDI já entrega o mesmo rendimento líquido de um CDB que paga 100% do CDI, considerando a nova tributação de 17,5% para o CDB e 5% para LCI e LCA.

Na prática, qualquer LCI ou LCA que pague acima de 87% do CDI bruto já é mais vantajosa do que um CDB de 100% do CDI, considerando as diferenças de tributação. E se pensarmos que hoje é comum encontrar LCIs e LCAs pagando entre 90% e 100% do CDI, esses produtos seguem extremamente competitivos, mesmo após a mudança fiscal.

Um outro ponto importante a ser considerado no planejamento é a liquidez. As LCIs e LCAs tinham uma carência mínima que foi alterada em 2024 para nove meses, o que restringia um pouco a flexibilidade do investidor. No entanto, uma decisão recente do Conselho Monetário Nacional, por meio da Resolução CMN nº 5.118/2024, reduziu novamente a carência mínima para seis meses, alinhando esses produtos às demandas atuais de liquidez no mercado. Ou seja, o investidor precisa estar disposto a deixar o recurso aplicado por no mínimo 180 dias, o que é perfeitamente administrável dentro de um bom planejamento financeiro.

Leia Mais

A rota no Alasca percorre 148 km pelo coração da vida selvagem; o trajeto isolado revela geleiras e picos nevados sob o olhar dos ursos-pardos

A rota no Alasca percorre 148 km pelo coração da vida selvagem; o trajeto isolado revela geleiras e picos nevados sob o olhar dos ursos-pardos

4 de maio de 2026

Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1

4 de maio de 2026

Portanto, essa mudança na tributação não significa que os títulos perdem relevância. Pelo contrário, eles continuam sendo extremamente eficientes dentro de uma estratégia bem montada. O que muda é a necessidade de um olhar mais atento, de fazer conta, de entender como esses produtos se encaixam nos seus objetivos e no seu horizonte de investimentos.

Esse cenário também reforça um princípio básico, mas muitas vezes negligenciado: não se escolhe produto antes de escolher a estratégia. O ponto de partida deve ser sempre o planejamento financeiro. Antes de decidir se vai investir em uma LCI, um CDB ou um Tesouro Direto, é fundamental entender quais são seus objetivos — se aquele dinheiro é para curto, médio ou longo prazo, qual a sua tolerância a risco e qual a liquidez necessária.

Uma carteira bem planejada distribui recursos de forma equilibrada entre diferentes classes de ativos. Renda fixa, renda variável, investimentos imobiliários, ativos internacionais e até ativos alternativos, tudo tem seu espaço, desde que esteja alinhado com aquilo que você precisa: segurança, crescimento, proteção ou geração de renda.

Quando isso está claro, fica muito mais fácil entender onde entram os produtos como LCI e LCA. Eles podem ser uma excelente peça no seu planejamento, seja para proteger parte do patrimônio, seja para otimizar rendimentos com baixo risco — especialmente se aproveitarmos a janela que existe até o fim de 2025, quando ainda é possível contratar esses papéis 100% isentos até o vencimento.

Depois, com a tributação de 5%, o jogo muda um pouco, mas a vantagem sobre outros investimentos de renda fixa permanece. O que o investidor não pode mais fazer — e na verdade nunca deveria ter feito — é escolher investimento sem fazer conta. A tributação entra na conta, assim como o prazo, o risco, a liquidez e, principalmente, seus objetivos.

O momento, portanto, não é de pânico, mas sim de estratégia. Quem tiver clareza sobre seu planejamento financeiro seguirá tomando boas decisões — antes e depois da mudança.

*Coluna escrita por Carlos Castro, planejador financeiro pessoal, CEO e sócio fundador da plataforma de saúde financeira SuperRico

As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

Leia mais colunas de opinião aqui.

A rota no Alasca percorre 148 km pelo coração da vida selvagem; o trajeto isolado revela geleiras e picos nevados sob o olhar dos ursos-pardos

Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1

Boletim Focus: mercado projeta IPCA de 4,89% em 2026 e Selic em 13% ao ano

A física termodinâmica demonstra que os abrigos erguidos há 4.000 anos com a técnica inuit de blocos de gelo espiralados não se tornam frigoríficos mortais: eles desenvolvem silenciosamente algo que a maioria dos isolamentos sintéticos nunca conseguirá oferecer, a capacidade estrutural de capturar o calor do próprio corpo humano para manter a casa 40 graus mais quente que a tempestade lá fora, sem precisar de eletricidade

Brasil se junta a Austrália, Espanha, Itália e Portugal ao adotar mantas térmicas de dupla face nos telhados de moradias civis comuns para cumprir as normas de eficiência: o que muda na temperatura dos quartos e na fatura mensal de eletricidade

Ata do Copom, payroll e balanços de bancos guiam semana no mercado financeiro

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.