Economia dos EUA continua forte, mas inflação exige trabalho do Fed, diz FMI

O porta-voz do FMI comentou sobre os impactos da guerra na Ucrânia para a inflação global, já afetada pela covid-19

O porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, afirmou que a economia dos Estados Unidos continua forte, mas com uma inflação já contratada e que exige a atuação do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em termos de política monetária. “Esse processo já começou e o Fed tem dado sinais claros de sua política para calibrar a inflação e trazê-la de volta aos 2% e um pouso suave para a economia”, disse ele, durante coletiva de imprensa do FMI, nesta quinta-feira.

Segundo o porta-voz do Fundo, o presidente do Fed, Jerome Powell, já reconheceu que fazer um pouso suave da economia dos Estados Unidos é uma “tarefa desafiadora” e envolve “riscos significantes”.

Rice também comentou sobre os impactos da guerra na Ucrânia para a inflação global, já afetada pela covid-19, em vários segmentos como as cadeias de suprimentos, combustíveis, alimentos, dentre outros. Os países estão sofrendo, conforme ele, de diferentes maneiras, e os emergentes também estão sendo afetados.

“Aqueles que exportam commodities de combustíveis são os principais beneficiados dos preços altos do petróleo, mas os impactos da guerra são negativos para a maioria dos países e indivíduos”, avaliou o porta-voz do FMI.

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