Dólar amplia valorização com sinais divergentes do Fed e BC

Laatus afirma ainda que o minério de ferro subiu hoje, porque a demanda chinesa vem aumentando em razão de ajustes na produção interna de metais no país asiático

O dólar subiu mais um pouco no mercado à vista, à máxima de R$ 4,8135 (+1,39%) há pouco. O estrategista-chefe do grupo Laatus, Jefferson Laatus, afirma que o mercado precifica sinais divergentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central brasileiro e a alta do dólar no exterior, favorecida ainda pela queda do iene em meio à recompra de títulos pelo BC japonês, o que estimula migração de investidores para a moeda americana.

Em entrevista no domingo à noite à Band TV, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi enfático ao afirmar que a alta de 1 ponto da Selic em maio, a 12,75% ao ano, pode ser a ultima do atual ciclo de aperto, ainda que tenha deixado a porta aberta para as reuniões subsequentes, enquanto dirigentes do Federal Reserve vem sinalizando possível aceleração no ritmo de alta dos juros nos EUA, compara Laatus.

Para o estrategista, o mercado também realiza lucros em meio à queda do petróleo hoje na esteira da ampliação do lockdown à cidade de Xangai, na China, e com expectativas sobre o encontro entre representantes da Rússia e Ucrânia amanhã.

Laatus afirma ainda que o minério de ferro subiu hoje, porque a demanda chinesa vem aumentando em razão de ajustes na produção interna de metais no país asiático.

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