Curva de juros trava Bolsa: análise de Saravalle sobre Brasil em 2026
No BM&C News, Marco Saravalle analisa o momento delicado dos mercados diante de três forças principais:• Petróleo em patamar mais alto, pressionando inflação e complicando a política monetária no mundo e no Brasil. • Juros globais elevados, com títulos americanos pagando prêmios relevantes e reduzindo o apetite por risco em emergentes. • Aproximação das eleições de 2026, aumentando a volatilidade e deixando o cenário ainda incerto.Ao longo da conversa, ele comenta: - Como o petróleo caro muda a leitura sobre cortes de juros. - O impacto disso na curva de juros no Japão, nos EUA e, sobretudo, no Brasil. - Por que a combinação de juros altos lá fora e risco fiscal aqui limita a queda da Selic. - A visão de casas como BlackRock e Bank of America sobre o Brasil e o peso da curva de juros na tese de Bolsa. - O papel da política fiscal e do endividamento público e das famílias na percepção de risco. - O efeito do chamado “trade eleitoral” em papéis específicos e o que pode já estar precificado. - Por que o cenário descrito é quase binário: sem espaço para juros perto de 10% nos próximos anos, a Bolsa tende a ficar travada; com mudança de política econômica e melhora da curva, algumas ações poderiam destravar forte valor.Saravalle também comenta como a proximidade do primeiro turno e o cenário externo devem trazer sessões mais voláteis e sugere que o investidor, especialmente quem não acompanha o mercado de perto, considere uma postura mais conservadora ou com mais caixa no curtíssimo prazo.