Você já se perguntou como a pasta de dente é feita antes de chegar ao seu banheiro? O processo industrial combina química precisa e alta tecnologia para transformar minerais e essências no creme que garante o sorriso perfeito.
Como a pasta de dente é feita ao longo da história?
A história da higiene bucal começa há 3.000 anos, com os egípcios usando misturas rústicas de cinzas de cascas de ovo e pedra-pomes. Gregos e romanos aprimoraram a técnica adicionando pó de ossos para fornecer cálcio, mas a experiência era longe de ser agradável.

A revolução moderna ocorreu no século XIX com a introdução de sabão e glicerina, seguida pela invenção da bisnaga inspirada em tintas a óleo. O flúor, hoje essencial, só se popularizou nos anos 50, após sua eficácia contra a cárie ser comprovada pela ciência.
Quais ingredientes garantem a limpeza profunda?
A fórmula moderna depende de abrasivos suaves, como a sílica ou carbonato de cálcio, que removem manchas mecanicamente sem danificar o esmalte. Detergentes como o lauril sulfato de sódio são adicionados para criar a espuma que ajuda a espalhar o produto e soltar resíduos.
Para manter a textura cremosa e evitar que o produto seque, umectantes como a glicerina são fundamentais na composição. Por fim, flavorizantes de menta ou hortelã são responsáveis pela sensação de frescor, um padrão de qualidade monitorado no Brasil pela ANVISA.
Funções dos principais ingredientes:
-
Abrasivos: Removem a placa bacteriana e manchas.
-
Detergentes: Geram espuma para limpeza.
-
Umectantes: Mantêm a pasta úmida dentro do tubo.
-
Flavorizantes: Proporcionam o hálito fresco.
Como funciona a mistura e o controle de qualidade?
Tudo começa em grandes misturadores a vácuo, onde os ingredientes são combinados sem a presença de ar para garantir uma massa uniforme. Esse ambiente controlado é vital, pois impede a formação de bolhas de ar que poderiam alterar a densidade e a textura do creme final.
Para compreender como é fabricado esse item essencial de higiene bucal, selecionamos o conteúdo do canal Tudo Tech HD. No vídeo a seguir, o apresentador detalha visualmente a mistura dos ingredientes químicos e abrasivos, o envase em alta velocidade e revela o segredo de como as listras coloridas são colocadas dentro do tubo:
Antes de seguir para o envase, amostras de cada lote passam por rigorosos testes de laboratório para verificar o pH e a viscosidade. A indústria de higiene pessoal é um setor robusto, cujos dados de produção e impacto econômico são frequentemente analisados pelo IBGE.
Leia também: Uma pasta de batata e um molde perfeito: este é o segredo industrial por trás das batatas chips
Qual o segredo das listras coloridas no tubo?
O mistério das listras é pura física de fluidos: cremes de cores diferentes são injetados simultaneamente por bicos distintos que se encontram apenas na saída. A alta densidade e viscosidade do material impedem que as cores se misturem dentro do tubo, mantendo o visual separado até o uso.
As máquinas de alta velocidade enchem até 300 tubos por minuto, que chegam à linha de produção com o fundo aberto. Após o enchimento, o fundo da bisnaga é aquecido por um jato de ar a 300ºC e pressionado para selar a embalagem e carimbar a validade.
Etapas finais da produção:
-
Injeção simultânea de cremes coloridos.
-
Enchimento dos tubos pelo fundo aberto.
-
Selagem térmica a alta temperatura.
-
Inspeção de volume e empacotamento.
| Era | Ingredientes Principais | Embalagem |
| Antiguidade | Cinzas, cascas de ovo, ossos moídos. | Potes de cerâmica ou vidro. |
| Século XIX | Sabão, giz, glicerina. | Potes de vidro e primeiras bisnagas. |
| Moderna | Sílica, flúor, lauril sulfato. | Tubos plásticos flexíveis e laminados. |

