A Ruta Nacional 40, conhecida simplesmente como Ruta 40, é uma das estradas mais longas e emblemáticas da América do Sul. Localizada na Argentina, acompanha a Cordilheira dos Andes e atravessa o país de sul a norte por aproximadamente 5.200 quilômetros, conectando áreas geladas da Patagônia a regiões áridas e de grande altitude no Noroeste argentino, o que a torna um eixo importante para o turismo rodoviário e para a integração territorial.
O que é a Ruta Nacional 40 e onde ela começa e termina?
Ao conectar o extremo sul, nas proximidades do Cabo Vírgenes, até a fronteira com a Bolívia, em La Quiaca, a Ruta Nacional 40 cruza diversas províncias e zonas climáticas distintas. Em muitos trechos, a estrada funciona como linha-guia para quem deseja conhecer cidades pequenas, povoados históricos, parques nacionais e reservas naturais.
Graças a essa função de corredor turístico, a rota ganhou fama internacional entre viajantes que buscam longas jornadas de carro ou moto pela América do Sul. Além disso, é frequentemente incluída em roteiros combinados com a Carretera Austral, no Chile, ampliando as possibilidades de exploração dos Andes.

O que torna a Ruta Nacional 40 tão especial para turistas?
A principal característica da Ruta Nacional 40 é a combinação de extensão, diversidade de paisagens e ligação com a história argentina. A rodovia acompanha, em boa parte, o sopé da Cordilheira dos Andes, revelando mudanças nítidas no relevo, na vegetação e nos costumes das comunidades locais em poucos quilômetros.
Outro destaque é a quantidade de áreas protegidas ao longo da rota, que dá acesso a vários parques nacionais na Patagônia e no Norte argentino. Isso transforma a Ruta 40 em um corredor estratégico para turismo de natureza, trekking, observação de fauna e visitas a áreas de glaciares e lagos de origem glacial.
Qual é a importância histórica e cultural da Ruta Nacional 40?
A história da Ruta Nacional 40 está associada à necessidade de integrar regiões afastadas e permitir a circulação de pessoas e mercadorias ao longo da borda oeste do país. Desde a década de 1930, o traçado passou por ajustes, ampliações e mudanças de ponto inicial, acompanhando o desenvolvimento da malha rodoviária argentina.
Antes mesmo da criação formal da rodovia, partes do percurso já eram usadas por povos originários e por antigas rotas comerciais. Em alguns trechos, o caminho acompanha rastros do Qhapaq Ñan e rotas indígenas patagônicas, conectando vestígios pré-coloniais, marcos da independência e manifestações culturais vivas nas cidades e vilas às margens da estrada.
Com mais de 12 mil visualizações, o canal Aprecie a Jornada revela como é viajar pela Ruta 40:
Quais são as principais características geográficas da Ruta 40?
A Ruta 40 atravessa zonas de grande contraste geográfico, indo de áreas próximas ao nível do mar a passes que superam 4.000 metros de altitude. Essa variação influencia clima, fauna, flora e as condições de dirigibilidade, exigindo atenção especial de quem pretende percorrê-la em sua totalidade ou em trechos longos.
Esses contrastes podem ser resumidos em alguns pontos essenciais, que ajudam o viajante a entender melhor os desafios e atrativos da estrada:
- Extensão total superior a 5.000 km, ligando o sul ao norte do país.
- Trechos de grande altitude em áreas de cordilheira, com passes elevados.
- Regiões com clima frio e úmido no sul e zonas secas e ensolaradas no norte.
- Conexão com rios importantes, lagos andinos e áreas de glaciares.
- Passagem por diversas reservas naturais e parques nacionais.
Como planejar uma viagem segura pela Ruta Nacional 40?
O planejamento para percorrer a Ruta Nacional 40 depende do tempo disponível, do veículo utilizado e da experiência em viagens longas. Muitos viajantes dividem o trajeto em trechos como Patagônia, Cuyo (região de vinhedos) e Noroeste argentino, adequando o roteiro às estações do ano e ao tipo de estrada, que alterna asfalto e rípio.
Alguns cuidados são considerados básicos: verificar a época do ano em trechos de alta montanha, checar o estado atualizado da estrada, planejar abastecimento em áreas remotas, reservar hospedagem com antecedência em vilas pequenas e levar itens como kit de primeiros socorros, ferramentas e agasalhos, garantindo uma experiência mais segura e proveitosa.

