Você já parou para pensar em como é feito o molho de tomate que usamos na macarronada de domingo? O processo industrial transforma o fruto do campo em um produto seguro e durável através de muita tecnologia, garantindo sabor e qualidade em larga escala.
Como começa o processo de como é feito o molho de tomate no campo?
O ciclo do tomate dura entre 90 e 120 dias, e uma técnica crucial é cortar a irrigação semanas antes da colheita. Isso faz com que o fruto perca água e concentre sua polpa, tornando-o mais denso e ideal para o processamento industrial que virá a seguir.

A colheita é realizada por “fábricas sobre rodas”, máquinas gigantes que colhem e separam detritos automaticamente. Sensores ópticos avançados identificam a cor dos frutos em tempo real, descartando tomates verdes ou impróprios com braços mecânicos de alta velocidade.
Etapas da colheita tecnológica:
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Corte da irrigação para concentrar a polpa.
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Colheita mecanizada em larga escala.
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Seleção óptica por cor para descartar frutos verdes.
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Separação automática de folhas e detritos.
O que acontece quando os tomates chegam na fábrica?
Ao chegar na indústria, os tomates são descarregados em tanques de água para evitar impactos físicos que poderiam amassar o fruto. Esse sistema de flutuação lava os tomates suavemente, removendo poeira e pequenos insetos antes de seguirem para a linha de produção.
Após uma lavagem pressurizada rigorosa, eles passam por uma inspeção manual e são triturados. O processo de filtragem remove todas as sementes e restos de casca, resultando em um purê homogêneo e liso, a base perfeita para o molho.
Quais as tecnologias usadas para cozinhar e temperar?
Para preservar a cor vibrante e os nutrientes, muitas fábricas utilizam evaporadores a vácuo, que permitem cozinhar o tomate a 65ºC. A pressão reduzida faz com que a água evapore a temperaturas mais baixas, evitando que o calor excessivo destrua as vitaminas naturais do fruto.
Para visualizar como o campo e a indústria se unem em larga escala, selecionamos o conteúdo do canal Tudo Tech HD. No vídeo a seguir, os especialistas detalham visualmente o uso de colheitadeiras que funcionam como “fábricas sobre rodas” e o processo de cozimento e pasteurização que permite produzir milhares de toneladas de molho todos os meses:
O purê é então cozido por horas em grandes tanques de aço inoxidável, onde recebe os temperos. Ingredientes como azeite, cebola, alho e especiarias são adicionados nessa etapa, seguindo receitas padronizadas que garantem o sabor que o consumidor espera.
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Como o produto dura tanto tempo sem estragar?
O segredo da durabilidade está na pasteurização, um choque térmico que elimina bactérias e microrganismos nocivos. As embalagens são seladas a vácuo e submetidas a altas temperaturas, garantindo a segurança alimentar sem a necessidade de conservantes artificiais.
A segurança desse processo é monitorada rigorosamente. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece normas rígidas para a produção de alimentos processados, garantindo que o produto final seja seguro para o consumo.
Métodos de cozimento industrial:
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A vapor: Para tomates inteiros ou em cubos.
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Tanques abertos: Para molhos tradicionais (até 100ºC).
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A vácuo: Para preservar nutrientes (65ºC).
A produção de tomates é uma força econômica global. Dados da produção agrícola do IBGE mostram a importância dessa cultura também no Brasil. A tabela abaixo destaca os gigantes mundiais desse setor.
| Ranking | País Produtor | Destaque na Indústria |
| 1º | China | Maior volume total do mundo. |
| 2º | Índia | Foco em consumo interno e exportação. |
| 3º | Turquia | Grande exportador para a Europa. |
| 4º | EUA | Alta tecnologia na colheita e processamento. |

