BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Tarifa de 50% dos EUA sobre carne bovina deve afetar mais os americanos do que o Brasil, aponta DATAGRO

Rafael Lara Por Rafael Lara
16/07/2025
Em ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros deve gerar um impacto imediato nas exportações de carne bovina do Brasil — mas, no médio prazo, o efeito pode ser mais danoso para o próprio mercado americano. Essa é a avaliação da consultoria DATAGRO, que analisou o cenário após o anúncio da nova medida, em vigor a partir de 1º de agosto.

Segundo a entidade, os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne bovina brasileira, respondendo por 12% dos embarques no primeiro semestre de 2025. Com a nova tarifa, esse fluxo pode ser interrompido ou severamente reduzido, impactando cerca de 4% da produção atual do país.

No entanto, o Brasil possui vantagens estratégicas em termos de redirecionamento das cargas para outros mercados, enquanto os EUA podem enfrentar um desafio mais sério: a escassez de proteína bovina, especialmente no segmento de carne moída.

Carne brasileira é essencial para o consumo americano

Os EUA triplicaram suas importações de carne bovina brasileira entre 2021 e 2025, segundo a DATAGRO. O principal produto adquirido são os chamados beef trimmings, sobras do corte de carne bovina utilizadas na produção de carne moída — base de metade do consumo per capita de carne bovina da população norte-americana.

Esse tipo de carne é fundamental para equilibrar a composição do ground beef local, que depende da mistura desses cortes magros brasileiros com a gordura de bovinos de maior peso nos EUA. Com a nova tarifa, a proteína brasileira passa a custar cerca de 20% a mais do que a carne vendida no atacado americano, praticamente inviabilizando as importações — o que pode provocar um desajuste no abastecimento interno.

“A dependência é maior do lado americano”, destaca a análise da DATAGRO. “Cerca de 5,4% da disponibilidade doméstica total de carne bovina nos EUA depende das importações brasileiras. Em um cenário de oferta global restrita, buscar alternativas equivalentes será difícil.”

Impacto nos mercados e possível redirecionamento

O mercado já começou a precificar o impacto da medida. No dia 10 de julho, os contratos futuros de boi gordo na B3 registraram queda, refletindo a expectativa de redução na demanda externa. A curto prazo, o prejuízo para os exportadores brasileiros é concreto, mas, segundo a consultoria, a reacomodação dos embarques em direção a outros mercados pode mitigar — e até reverter — as perdas ao longo do tempo.

Leia Mais

Créditos: depositphotos.com / alipko

Exportações de calçados crescem em volume, mas receita cai em 2025 após tarifaço dos Estados Unidos

10 de janeiro de 2026
BANDEIRA DOS EUA

EUA criam 50 mil vagas em dezembro, aponta payroll

9 de janeiro de 2026

“Mesmo que haja um baque inicial, a ausência de um player com volume e preço competitivo como o Brasil pode abrir novas oportunidades comerciais em países que buscam carne bovina de qualidade a preços acessíveis”, aponta o relatório.

Governo mantém cautela, mas não pedirá prazo

Enquanto o setor se movimenta para entender os desdobramentos da nova política tarifária dos EUA, o governo brasileiro adotou um tom cauteloso. Nesta terça-feira (16/07), o vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com representantes do agronegócio e afirmou que o Brasil não pedirá prazo para o início da taxação.

“O governo está acompanhando de perto, mas não faremos pedidos formais de postergação”, declarou Alckmin após o encontro. Segundo ele, ainda não há uma definição sobre eventuais medidas de retaliação ou recurso a organismos internacionais.

A carta enviada pelo presidente norte-americano Donald Trump ao governo brasileiro no dia 9 já havia antecipado que qualquer reação por parte do Brasil seria respondida com novas tarifas. O gesto é visto como uma estratégia de pressão dentro do atual contexto eleitoral norte-americano.

Expectativa é por reposicionamento estratégico da carne

Para o setor agropecuário, a sinalização do governo brasileiro é de estabilidade — mas com espaço para movimentações futuras. “É uma questão delicada. Não adianta bater de frente agora, mas também não podemos ficar parados”, avaliou um representante do setor após a reunião com o vice-presidente.

Enquanto isso, o Brasil pode aproveitar o novo cenário para buscar acordos comerciais com países que também se sentirem afetados por mudanças na oferta global de proteína. A expectativa é que, mesmo com perdas pontuais, o país consiga manter sua posição de destaque no mercado internacional de carne bovina.

A “branca de neve” do sertão: a formação rochosa no nordeste que lembra uma geleira no meio da caatinga

Projeto de casa térrea em L com fachada de vidro e integração ao jardim para famílias que buscam tranquilidade

Com seus arcos imponentes e capacidade para 80 mil pessoas, a arena milenar virou o símbolo de Roma e um ícone da engenharia

Telhado oculto, varanda frontal e custo de R$ 330 mil, esse projeto de casa é perfeito para famílias que buscam uma opção térrea

Exportações de calçados crescem em volume, mas receita cai em 2025 após tarifaço dos Estados Unidos

Uma mistura precisa de sílica e flúor em tanques gigantes: é assim que o creme dental é produzido em larga escala

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.