Em 2026, a Nissan adotou uma estratégia agressiva ao manter duas gerações do seu SUV nas lojas: o consagrado Kicks Play (modelo anterior rebatizado, com motor 1.6) sendo o SUV mais barato da marca no País, e o inédito Novo Kicks (totalmente renovado, com motor Turbo). Essa divisão cria opções para todos os bolsos, desde quem busca custo-benefício até quem exige tecnologia de ponta para enfrentar a concorrência premium.
Qual a diferença real entre o Novo Kicks e o Kicks Play?
A principal distinção está na proposta e na mecânica. O Kicks Play é a continuidade da primeira geração, mantendo o robusto motor 1.6 aspirado e o câmbio CVT, focado inteiramente em ser a porta de entrada acessível da marca. Ele preserva o design clássico e os atributos de conforto que o tornaram famoso, mas com uma lista de equipamentos mais racional para segurar o preço.
Já o Novo Nissan Kicks 2026 é um carro feito do zero sobre uma nova plataforma. Ele cresceu em dimensões, ganhou um visual futurista com telas integradas e finalmente adotou o motor 1.0 Turbo com câmbio de dupla embreagem (DCT). É um produto posicionado para brigar no topo do segmento, oferecendo itens inéditos como teto solar panorâmico e assistentes de condução semiautônoma.

Quanto custa levar cada versão para casa?
A Nissan distanciou os valores para que os modelos não canibalizem as vendas um do outro. O Kicks Play atua na faixa de entrada (onde antes existiam os hatches médios), enquanto o Novo Kicks mira nos SUVs mais sofisticados.
Segundo a Tabela FIPE e preços de mercado em janeiro de 2026:
-
Kicks Play (1.6 Aspirado): Parte de R$ 117.990 (versão Active) e vai até cerca de R$ 145.000 nas versões mais completas.
-
Novo Kicks (1.0 Turbo): Começa em R$ 159.990 (versão Sense) e pode beirar os R$ 200.000 na topo de linha Platinum.
O motor 1.0 Turbo supera a economia do antigo 1.6?
Em desempenho, o banho é grande: o novo motor turbo entrega muito mais torque em baixas rotações (22,4 kgfm), resolvendo a falta de fôlego do modelo antigo. Porém, em consumo rodoviário, o Kicks Play 1.6 ainda surpreende pela eficiência do seu câmbio CVT tradicional, que mantém o giro muito baixo em velocidade de cruzeiro.
Confira o comparativo direto de consumo (Gasolina) segundo dados do INMETRO:
| Característica | Kicks Play (1.6 Aspirado) | Novo Kicks (1.0 Turbo) |
| Potência | 113 cv | 125 cv |
| Câmbio | CVT Xtronic (Polias) | DCT (Dupla Embreagem 6m) |
| Consumo Urbano | ~ 11,4 km/l | ~ 11,7 km/l |
| Consumo Estrada | ~ 13,9 km/l | ~ 14,3 km/l |
| Destaque | Manutenção Simples | Torque e Agilidade |
O conforto e o espaço interno mudaram muito?
O Novo Kicks aproveitou a nova plataforma para corrigir uma crítica antiga: o espaço traseiro e de ombros. Ele é visivelmente mais largo e espaçoso que o Play, oferecendo uma cabine mais arejada. Além disso, o acabamento subiu de nível, com materiais macios ao toque e o painel digital de 24 polegadas (telas somadas) nas versões de topo.
No entanto, o Kicks Play não faz feio. Ele mantém os aclamados bancos com tecnologia Zero Gravity (inspirados na NASA), que são referência absoluta em conforto para viagens longas, evitando a fadiga nas costas. O porta-malas de 432 litros do modelo antigo ainda é um dos maiores da categoria, atendendo bem a maioria das famílias.

Vale a pena pagar R$ 40 mil a mais na nova geração?
Depende do que você valoriza ao volante. Se o seu foco é tecnologia, segurança ativa (como frenagem autônoma e piloto automático adaptativo) e status, o Novo Kicks justifica o preço extra. Ele é um carro de nível superior, moderno e divertido de guiar graças ao turbo e ao câmbio rápido.
Por outro lado, se você é um comprador racional que vê o carro como ferramenta de transporte, o Kicks Play é imbatível. Ele oferece a mesma confiabilidade mecânica “de tanque de guerra”, as mesmas peças baratas e o mesmo conforto de rodagem por um preço que hoje mal paga um hatch compacto completo de outras marcas.

