Mobiliar uma casa do zero costuma ser um dos gastos mais significativos do orçamento doméstico. Entre móveis usados e móveis novos, a diferença de preço chama atenção e levanta dúvidas sobre qual opção pesa menos no bolso, considerando fatores como durabilidade, necessidade de reforma, transporte e tempo de uso em cada residência.
Quais são os custos médios de móveis usados e novos no Brasil?
Ao observar anúncios em marketplaces, nota-se um padrão: móveis usados costumam custar de 30% a 70% menos do que versões novas semelhantes. Um sofá simples novo aparece, em média, entre R$ 1.000 e R$ 3.000, enquanto um sofá usado em bom estado varia de R$ 300 a R$ 800.
A mesma lógica se repete em itens básicos. Mesas de jantar novas custam entre R$ 800 e R$ 2.000, contra R$ 300 a R$ 1.000 nas usadas; cômodas novas ficam em torno de R$ 700 a R$ 1.500, enquanto modelos de segunda mão surgem por R$ 200 a R$ 800, dependendo de material, conservação e região.

Quanta economia é possível ao mobiliar a casa com móveis usados?
Ao analisar o conjunto da casa, a diferença fica ainda mais evidente. Um kit básico novo para sala, quarto e cozinha, como sofá, rack, mesa, cadeiras, cama, guarda-roupa e cômoda, pode facilmente ultrapassar R$ 15.000, mesmo considerando produtos de entrada e sem itens de luxo.
Com móveis usados, levantamentos de mercado indicam economia em torno de 30% a 70% no valor final. Na prática, uma casa equipada majoritariamente com usados pode ficar entre R$ 7.000 e R$ 10.000, sobretudo em imóveis alugados ou temporários, onde não se deseja investir alto em peças que talvez não acompanhem mudanças futuras.
Quando vale mais a pena escolher móveis usados ou novos?
A decisão entre móveis usados e novos depende do objetivo de cada ambiente, do tempo de uso previsto e do orçamento disponível. Em muitos casos, o usado é a melhor saída quando o foco é economia imediata ou montagem gradual da casa, sem recorrer a dívidas.
Algumas situações em que móveis usados ou novos tendem a compensar mais incluem:
- Orçamento apertado: usados permitem equipar a casa mais rápido, pagando bem menos.
- Imóvel provisório: ideais para moradias temporárias, estágios e repúblicas estudantis.
- Busca por qualidade antiga: móveis de madeira maciça podem durar décadas e custar parecido com modelos novos em MDF.
- Conforto e higiene: colchões, travesseiros e estofados para uso diário costumam valer mais a pena novos.
- Ambientes planejados: móveis novos sob medida ajudam a aproveitar melhor espaços pequenos.
Mobiliar a casa com usados pode cortar mais da metade do gasto
Como comparar móveis usados e novos?
Para saber se um móvel usado realmente compensa, o primeiro passo é definir um teto de gasto para cada peça e pesquisar o preço médio de produtos novos semelhantes em lojas físicas e online. Depois, basta comparar com anúncios de segunda mão e avaliar se a diferença cobre possíveis riscos e eventuais reparos.
É importante considerar o estado estrutural, custos extras com transporte, troca de estofado ou pintura, além do histórico de uso do item. Muitos vendedores aceitam negociar, o que amplia a margem de economia sem comprometer tanto a qualidade ou a durabilidade do móvel.
Leia também: Samambaia bonita o ano todo? Veja a conta completa de quanto isso custa
Como misturar móveis usados e novos para equilibrar custo e qualidade?
Uma estratégia frequente é combinar móveis usados e novos no mesmo ambiente, equilibrando investimento e conforto. Assim, é possível priorizar itens novos em peças de uso intenso e apostar em usados onde a exigência é menor.
Por exemplo, pode-se optar por um sofá novo e um colchão novo, garantindo conforto e higiene, ao mesmo tempo, em que se escolhem uma mesa de centro usada, um rack de segunda mão ou uma mesa de jantar antiga, reduzindo significativamente o custo total da mobília.


