Um conjunto de formas brancas que lembram velas ao vento, ancorado à beira do mar, tornou-se uma das imagens mais conhecidas do planeta. A Ópera de Sydney não é apenas um teatro, mas um marco arquitetônico que transformou a paisagem do porto australiano e passou a representar o próprio país, integrando desde 2007 a lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO.
Onde fica a Ópera de Sydney e como ela surgiu?
Localizada na baía de Sydney, em Bennelong Point, a construção ocupa uma península que avança sobre o porto, com vista direta para a Harbour Bridge. Essa posição estratégica cria um portal visual de entrada da cidade pelo mar e reforça seu impacto na paisagem urbana.
O projeto surgiu de um concurso internacional de arquitetura lançado em 1956, vencido pelo dinamarquês Jørn Utzon, então pouco conhecido. As obras começaram em 1959 e seguiram por 14 anos, até a inauguração oficial em 1973, com a presença da rainha Elizabeth II.

Por que a arquitetura da Ópera de Sydney é tão marcante?
O conjunto de “conchas” ou “velas” do telhado foi inspirado em elementos náuticos e naturais, lembrando barcos, conchas marinhas e cascos recortados. Essa forma criou uma silhueta inconfundível, hoje um dos cartões-postais mais fotografados do hemisfério sul.
As coberturas curvadas são cascas de concreto pré-moldado, recobertas por mais de um milhão de azulejos brancos e creme que refletem a luz de forma variável ao longo do dia. A complexidade estrutural exigiu inúmeras adaptações de projeto, elevando o tempo e o custo da obra.
Quanto custou construir a Ópera de Sydney e quais desafios existiram?
O custo final da Ópera de Sydney foi várias vezes maior que o orçamento inicial, obrigando o governo a criar formas alternativas de financiamento, como loterias especiais. O trabalho foi dividido em fases de fundação, estrutura e acabamentos internos, ao longo de cerca de 14 anos.
Conflitos políticos e técnicos levaram à saída de Jørn Utzon antes da conclusão dos interiores, concluídos por outros arquitetos. Décadas depois, porém, seu nome foi oficialmente reconhecido como autor da obra, e um centro de design interno passou a seguir diretrizes deixadas por ele.

Quais são as principais salas da Ópera de Sydney e o que acontece nelas?
Por trás das fachadas icônicas, a Ópera de Sydney abriga vários espaços de apresentações, ensaio e convivência. A programação inclui óperas, concertos, peças teatrais, dança, festivais e eventos corporativos, além de visitas guiadas em vários idiomas.
Entre os ambientes mais importantes do complexo, destacam-se:
- Concert Hall, com milhares de lugares e um grande órgão de tubos.
- Salas específicas para ópera, teatro e dança, com diferentes capacidades.
- Espaços menores para recitais, ensaios e eventos multimídia.
- Restaurantes, bares e áreas de convivência com vista privilegiada para o porto.
Por que a Ópera de Sydney se tornou um símbolo da Austrália?
A localização à beira-mar e a arquitetura única fazem com que o edifício apareça constantemente em transmissões de TV, filmes, reportagens e campanhas turísticas. Em grandes eventos globais sediados no país, as imagens do porto de Sydney quase sempre incluem a ópera em destaque.
Ao longo das décadas, as “velas” brancas passaram a ser associadas à identidade nacional australiana, somando estética e uso cultural contínuo. Para muitos visitantes, pensar em Austrália é imaginar o contorno da Ópera de Sydney recortado contra o mar e o céu.

