Entre os metais mais valiosos do planeta, um nome ainda passa despercebido pela maior parte das pessoas: o ródio. Enquanto o ouro e a prata são amplamente conhecidos, esse metal raro circula de forma discreta em setores estratégicos da indústria, chegando em alguns períodos recentes a valer mais de dez vezes o preço do ouro por grama.
O que é ródio e por que ele é tão raro?
O ródio é um metal do grupo da platina, de cor branco-prateada, extremamente resistente à corrosão e com alto ponto de fusão. Na natureza, aparece em quantidades mínimas misturado a outros minérios, como platina e níquel, o que torna sua extração complexa e cara.
Como geralmente surge como subproduto da mineração de platina e níquel, não há grandes jazidas de ródio puro. Essa baixa concentração, somada a processos de refino demorados e caros, é um dos principais fatores que impulsionam o preço do ródio por grama em períodos de forte demanda.

Para que serve o ródio na indústria e no dia a dia?
O uso mais importante do ródio está nos catalisadores automotivos, instalados em escapamentos para reduzir emissões de gases tóxicos, como óxidos de nitrogênio. Ele ajuda montadoras a cumprir normas ambientais rígidas na Europa, América do Norte e Ásia.
Além do setor automotivo, o ródio está presente em aplicações em que brilho, resistência e estabilidade são essenciais, mesmo que de forma discreta para o consumidor final. Entre os principais usos, destacam-se:
- Joalheria: banho de ródio em ouro branco e prata para dar brilho intenso e evitar escurecimento;
- Eletrônicos: revestimento de contatos elétricos e componentes que exigem alta durabilidade;
- Instrumentos de medição: ligas especiais usadas em termopares e equipamentos de alta temperatura.
Onde o ródio é encontrado e quem domina sua produção?
A produção global de ródio é altamente concentrada em poucos países. A África do Sul responde pela maior parte do volume extraído, em minas de platina que também geram paládio e outros metais do mesmo grupo.
Rússia, Canadá e Zimbábue produzem quantidades menores, geralmente como subproduto da mineração de níquel e platina. Greves, custos de energia e questões regulatórias nessas regiões podem reduzir rapidamente a oferta e pressionar o valor do ródio no mercado internacional.
Com mais de 315 mil visualizações, o canal Engenharia Detalhada revela por que o ródio é hoje um dos metais mais caros do planeta:
Por que o ródio é pouco conhecido mesmo sendo tão valioso?
O ródio quase não é comercializado diretamente para consumidores finais, ao contrário do ouro e da prata. Ele circula principalmente entre indústrias, montadoras de veículos e empresas de materiais de alto desempenho, em um mercado técnico e pouco divulgado.
Na joalheria, o ródio aparece como revestimento, não como peça maciça, o que faz com que muitos usem alianças e correntes com banho de ródio sem saber. Assim, mesmo sendo um dos metais mais caros do mundo, permanece em segundo plano no imaginário popular.
O ródio continuará entre os metais mais caros do mundo?
Especialistas em commodities acompanham de perto o ródio no mercado global, especialmente diante da transição energética e da expansão dos veículos elétricos. A possível redução no uso de catalisadores tradicionais pode alterar a demanda ao longo do tempo.
Enquanto motores a combustão seguirem em produção, o ródio continuará estratégico para reduzir emissões e atender normas ambientais. A combinação de escassez natural, poucos produtores e demanda industrial essencial tende a mantê-lo entre os metais mais caros e raros do mundo.

