O “Caribe de SC” mudou para sempre. A Ilha do Campeche, em Florianópolis, ficou exclusiva após a implementação de novas regras que barraram a multidão. Com cortes drásticos nas vagas e a exigência de agendamento digital para 2026, a era da “muvuca” acabou, dando lugar a um turismo controlado e de elite.
Como a praia vazia substituiu o caos dos anos anteriores?

Quem visitou a ilha nas temporadas passadas se lembra de disputar cada centímetro de areia. Barcos desembarcavam milhares de pessoas sem controle, transformando o paraíso em um formigueiro humano que ameaçava o ecossistema e o sítio arqueológico, protegido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Hoje, o cenário é outro. O limite rígido de capacidade de carga transformou a experiência. Ao desembarcar, o turista encontra uma praia tranquila, com espaço para relaxar e trilhas silenciosas. A exclusividade agora é a norma, garantindo que a beleza natural e histórica do local seja apreciada sem o estresse da superlotação.
Quais são as novas regras e como funciona o cadastro digital?
A entrada aleatória acabou. O acesso à Ilha do Campeche agora depende exclusivamente de transporte regulamentado e de um cadastro prévio em plataforma digital. A Prefeitura de Florianópolis (PMF) endureceu a fiscalização, e barcos “piratas” sem autorização estão sendo barrados e multados.
O sistema de cotas diárias é rigoroso. A tabela abaixo resume as mudanças para que você entenda o novo funcionamento.
| Regra Antiga | Novo Normal (2026) |
| Acesso | Por ordem de chegada, muitas vezes sem controle. |
| Transporte | Variado, incluindo barcos irregulares. |
| Experiência | Superlotação (“muvuca”). |
Qual o benefício real de pagar mais e agendar?
Pagar mais caro e enfrentar a burocracia do agendamento tem uma recompensa clara: a preservação. Menos gente significa água mais limpa, menos lixo e trilhas arqueológicas protegidas do desgaste excessivo.
Para aprofundar seu roteiro pelas praias mais deslumbrantes do Brasil, selecionamos o conteúdo do canal Viajando com o Luiz. No vídeo a seguir, o especialista detalha visualmente a Ilha do Campeche, famosa por suas águas cristalinas que lembram o Caribe e por seu importante patrimônio arqueológico:
Você não está pagando apenas pelo transporte, mas por uma experiência VIP em um santuário ecológico preservado. A limitação garante que as inscrições rupestres, o maior acervo do Sul do Brasil, continuem intactas para as futuras gerações, valorizando o patrimônio nacional.
O que fazer para não dar de cara na porta?
Não vá sem ler e planejar. A espontaneidade não funciona mais para a Ilha do Campeche. O passo a passo é simples, mas obrigatório: acesse o site oficial ou procure as agências credenciadas com semanas de antecedência, especialmente na alta temporada.
Garanta sua vaga no sistema digital e chegue no horário estipulado. Se tentar a sorte no cais sem reserva, a frustração é garantida. O turismo em Florianópolis evoluiu, e o planejamento agora é o seu passaporte para o paraíso.

