Entre Brasil e Paraguai, às margens do Rio Paraná, ergue-se uma das maiores usinas hidrelétricas do planeta. Itaipu Binacional transformou o abastecimento de energia na América do Sul, tornou-se um marco de cooperação entre dois países e já foi reconhecida como uma das Sete Maravilhas da Engenharia Moderna.
Onde fica Itaipu Binacional e como o projeto começou?
Itaipu Binacional está no Rio Paraná, na fronteira entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Hernandarias (Paraguai), resultado do Tratado de Itaipu assinado em 1973. Esse acordo definiu regras de construção, operação e divisão da energia, criando a entidade binacional responsável pela usina.
O nome Itaipu vem do guarani e foi inspirado em uma pequena ilha existente antes do reservatório, associado à ideia de “pedra que canta”. A partir da década de 1970, a região passou por desvio do rio, construção da barragem e montagem das primeiras unidades geradoras.

Quais são as principais características da usina de Itaipu?
A barragem principal tem cerca de 196 metros de altura e 7.919 metros de comprimento, formando uma estrutura de concreto e terra que contém o reservatório. Esse porte explica o enorme volume de água controlado diariamente e a relevância da obra para o sistema elétrico regional.
No interior da usina, 20 unidades geradoras somam aproximadamente 14.000 MW de potência instalada. Em anos favoráveis, a produção já superou a da chinesa Três Gargantas, atendendo cerca de 15% da demanda elétrica brasileira e mais de 90% do consumo paraguaio.
Confira abaixo as principais características da usina:
- Comprimento da barragem: cerca de 7.919 m
- Altura máxima da barragem: aproximadamente 196 m
- Unidades geradoras: 20 turbinas
- Potência instalada: cerca de 14.000 MW
- Participação no consumo: ~15% do Brasil e >90% do Paraguai
Como funciona a geração de energia na usina de Itaipu?
Itaipu opera com o princípio clássico de usinas hidrelétricas, usando a diferença de nível da água do reservatório para acionar turbinas. A água é conduzida por condutos forçados até a casa de máquinas, onde movimenta turbinas acopladas a geradores elétricos.
Comportas e vertedouros controlam a vazão do Rio Paraná em cheias, desviando água quando o nível está alto para garantir segurança. Toda a energia é dividida meio a meio entre Brasil e Paraguai, e o excedente paraguaio é vendido ao Brasil conforme acordos bilaterais.
Com mais de 1 milhão de visualizações, você confere no vídeo do canal SSC Brasil a história dessa megaconstrução:
Quais impactos, benefícios e ações ambientais Itaipu trouxe para a região?
Desde o início da operação, Itaipu impulsionou indústria, comércio e infraestrutura em Foz do Iguaçu e municípios vizinhos dos dois países. A usina reduziu a dependência de combustíveis fósseis e se tornou peça-chave na matriz elétrica sul-americana.
A empresa mantém projetos ambientais e sociais, com recuperação de áreas verdes, educação ambiental e apoio comunitário. Mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica no entorno do reservatório, reconhecidos pela Unesco como Reserva da Biosfera, ajudam a conservar biodiversidade e serviços ecossistêmicos.
Quais desafios históricos e curiosidades marcam a usina de Itaipu?
A formação do reservatório submergiu as Sete Quedas de Guaíra e levou à realocação de comunidades, gerando debates sobre indenizações e memória ambiental. As condições do tratado de energia também foram alvo de críticas, sobretudo no Paraguai, motivando revisões de remuneração a partir da década de 2010.
Itaipu foi listada pela American Society of Civil Engineers como maravilha da engenharia moderna e se consolidou como atração turística e centro de pesquisa. A visitação à usina se soma aos passeios em Foz do Iguaçu, reforçando seu papel como referência em cooperação internacional e infraestrutura energética.

