O cenário para quem investe em geração própria de energia no Brasil está mudando drasticamente. Após anos de incentivos, o governo federal consolidou a retomada da tributação sobre equipamentos fotovoltaicos. Com o fim das isenções temporárias, o imposto sobre painéis solares importados subiu para 25%, impactando diretamente o planejamento de consumidores e empresas que visam a autossuficiência energética a partir de 2026.
O fim da era da isenção e o novo cronograma tributário para painéis solares
A política de incentivo à transição energética, que ofereceu alíquota zero até 2022, foi revertida escalonadamente. De acordo com as deliberações do Gecex e do MDIC, a tarifa de importação foi recomposta para proteger a indústria nacional. Atualmente, o mercado opera com cotas de isenção que diminuem progressivamente até junho de 2025, tornando a alíquota de 25% o padrão para o excedente importado.
Como cerca de 99% dos painéis utilizados no país são de origem chinesa, o setor solar brasileiro enfrenta um aumento real nos custos de instalação.
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Projetos em risco e o alerta emitido pela Absolar
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) classifica a medida como um retrocesso para a transição energética sustentável. A entidade argumenta que o encarecimento dos módulos pode paralisar bilhões em investimentos. O temor é que a taxação elevada inviabilize empreendimentos de grande porte que dependem de previsibilidade tributária.
Os principais pontos de atenção destacados pelas entidades do setor incluem:
- Risco de cancelamento de mais de 25 GW em projetos contratados;
- Comprometimento de R$ 97 bilhões em investimentos potenciais até 2026;
- Elevação dos custos finais para o consumidor doméstico;
- Incerteza sobre a capacidade da indústria local suprir a demanda interna.
Segundo a Abinee, o restabelecimento da tarifa é necessário para nivelar a competitividade entre fabricantes nacionais e produtos estrangeiros subsidiados. Para o governo, a medida estimula a produção local de módulos e aerogeradores, fortalecendo a segurança energética do país através do adensamento da cadeia produtiva nacional.

O impacto no planejamento do consumidor para 2026 em painéis solares
Para quem pretende instalar energia solar, 2026 será um ano de custos mais elevados em comparação à década passada. Embora a tecnologia continue evoluindo e barateando na produção global, a barreira tributária brasileira impõe um novo teto de preços. Organizamos abaixo o cenário atual das tarifas e cotas para facilitar o seu planejamento energético:
| Período | Situação da Alíquota | Regime de Cotas |
|---|---|---|
| Até Junho de 2025 | Transição (Escalonada) | Isenção limitada por volume financeiro |
| A partir de Julho de 2025 | 25% (Padrão) | Taxação plena para volumes fora das cotas |
| Cenário 2026 | Tarifa consolidada | Cotas decrescentes dificultando isenção total |
| Origem do Mercado | Predomínio Chinês | 99% de dependência de importação externa |
Apesar do aumento tributário, a energia solar permanece como uma das melhores alternativas para fugir das bandeiras tarifárias e da inflação energética. No entanto, o momento exige orçamentos mais criteriosos e análise estratégica de fornecedores. Você acredita que taxar o painel importado realmente ajudará a criar uma indústria forte no Brasil?

