O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, encerrou o pregão desta segunda-feira em leve queda de 0,18%, aos 136.786,65 pontos. O volume financeiro negociado totalizou R$ 20,85 bilhões, em linha com a média diária do mercado. A sessão foi marcada por um ambiente de cautela nos mercados globais diante das incertezas envolvendo as relações comerciais entre Estados Unidos e China.
Aversão ao risco contamina o mercado local
A retração do Ibovespa foi influenciada, sobretudo, pelo receio de desaceleração global, agravado pelas recentes tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Investidores adotaram uma postura mais conservadora diante das expectativas em torno de um possível encontro entre os líderes dos EUA e da China, que pode redefinir os rumos das políticas tarifárias.
Ações que mais influenciaram o índice
Entre as principais ações que contribuíram para a queda do índice, destacaram-se os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4), com recuo de 0,71%, encerrando o dia cotado a R$ 37,15. A ação da B3 (B3SA3) também teve desempenho negativo, pressionando o setor financeiro, que representa parcela relevante da composição do Ibovespa.
Na contramão, Petrobras (PETR4) teve valorização de 0,78%, fechando a R$ 31,14, beneficiada pela alta de cerca de 3% nos contratos futuros do petróleo tipo Brent, negociados no mercado internacional. Ainda entre os destaques positivos, Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) apresentaram ganhos expressivos de 5,05% e 5,14%, respectivamente, impulsionadas pela demanda externa por aço e perspectivas positivas para o setor siderúrgico.
Dólar fecha em queda com menor pressão internacional
No mercado de câmbio, o dólar comercial recuou 0,77%, cotado a R$ 5,6757 na venda. A desvalorização da moeda norte-americana refletiu o movimento global de enfraquecimento do dólar, em meio a sinais de desaceleração econômica nos Estados Unidos, que podem forçar o Federal Reserve a manter uma postura menos agressiva na condução da política monetária.

